4 de ago2016

AMARC E MARCHA DAS VADIAS AMPLIAM O DEBATE SOBRE O MACHISMO NA MÍDIA INDEPENDENTE E COMUNITÁRIA

por deniseviola

roda de conversa
roda de conversa sobre machismo na esquerda e mídia comunitária (foto:Caio Barbosa/Cinco da Terra )
O que a mídia alternativa, independente e livre tem feito para incluir as mulheres? Por que muitos movimentos sociais denunciam a cultura de estupro, mas não realizam este debate dentro dos seus núcleos? Como a legislação das Rádios Comunitárias contribui para a reprodução de práticas opressivas?

Todas essas perguntas fizeram parte da roda de conversa sobre Machismo na Esquerda e Mídia Comunitárias nos Megaeventos, que ocorreu na manhã da última quarta-feira (3) durante a Jornada de Lutas contra Os Jogos da Exclusão. A Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) e a Marcha das Vadias uniram as duas atividades para fazer uma discussão ampliada sobre as temáticas.

Ao todo cerca de 40 pessoas participaram do encontro. A maior parte do público era composta de mulheres que encontraram na roda de conversa um espaço para compartilhar experiências e pensar em práticas que possam fortalecer a presença feminina nos coletivos.

Para a psicóloga e feminista Mariana Queiroz, os principais desafios das mulheres passam pela capacidade de se auto-organizar para compreender o tipo de violência que está ocorrendo e pelo debate sobre a forma de fazer e pensar política dentro do movimento.

Já o integrante do Conselho Político da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc), Pedro Martins, falou sobre o machismo presente nas rádios comunitárias e na dificuldade das mulheres em participar dos espaços de decisão das emissoras.

Martins também destacou a necessidade urgente de mudança na lei 9612 que rege as rádios comunitárias no Brasil. Segundo ele, a legislação é restritiva por entender o conceito de comunidade como algo geográfico, não atendendo grupos de interesse como feministas e LGBTs que também poderiam se apropriar do rádio.

As atividades da semana da Jornada de Lutas contra os Jogos da Exclusão estão ocorrendo até esta quinta-feira (4), no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), localizado no Largo São Francisco de Paula, no centro do Rio. O fechamento do evento será nesta sexta-feira (5) com um ato na Praça Saens Peña, na Tijuca. (pulsar)

4 de ago2016

ARTIGO 19 E REDE DE MULHERES DA AMARC REALIZAM OFICINA COM COMUNICADORAS DO NORDESTE SOBRE VIOLAÇÃO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO

por deniseviola

rede de mulheres
Atividade realizada durante o projeto Compreendendo a Violência contra Mulheres Comunicadoras no Brasil. (foto: artigo 19)
O aumento nos casos ameaças e intimidações a comunicadores durante o exercício profissional tem preocupado organizações como a Artigo 19 e a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc Brasil).

Segundo o último relatório Violações à Liberdade de Expressão, da Artigo 19, houve um aumento de 67 por cento no número de graves violações à liberdade de expressão, sendo que a região Nordeste concentrou a maioria dos casos.

O índice alarmante chamou atenção para um dado que ainda é pouco explorado em pesquisas como essa: quais as dificuldades enfrentadas pelas mulheres comunicadoras num cenário marcado pela violação à liberdade de expressão?

Com o intuito de responder a esta pergunta e propor ações em conjunto com as comunicadoras nordestinas, a Artigo 19, em parceria com a Rede de Mulheres da Amarc Brasil, realizou, entre os dias 16 e 20 de julho, o projeto Compreendendo a Violência contra Mulheres Comunicadoras no Brasil.

A atividade consistiu em encontros nas cidades de Valente, na Bahia e Olinda, em Pernambuco. Ao todo, 22 mulheres radialistas participaram das oficinas, que tiveram como principal objetivo mapear as principais violências sofridas pelas mulheres comunicadoras durante o exercício da profissão.

A coordenadora da área de proteção à liberdade de expressão da Artigo 19 e responsável pelo projeto, Julia Lima, conversou com a Pulsar Brasil sobre a iniciativa. Segundo ela, a ideia é que o projeto tenha uma abrangência nacional, mas num primeiro momento, a intenção foi começar pelo Nordeste por conta do grande número de casos de violações contra comunicadores na região.

As dinâmicas propostas pelos dois encontros foram mediadas pela Rede de Mulheres da Amarc. A representante nacional da Rede, Ligia Apel, falou que o encontro buscou debater sobre a maior probabilidade das mulheres serem vítimas de assédios sexual e moral no ambiente de trabalho. Segundo Ligia, todas as 22 participantes já sofreram algum tipo de violência durante o exercício profissional.

O próximo passo da Artigo 19 será analisar a pesquisa realizada com as radialistas e propor atividades que fortaleçam a presença das mulheres nos meios de comunicação. Além disso, a intenção do projeto é também ampliar o debate sobre a questão de gênero para a esfera administrativa das emissoras e para o poder público local. (pulsar)

1 de ago2016

AMARC Brasil na Jornada de Lutas Rio 2016 contra os Jogos da Exclusão

por deniseviola

amarc - jogos da exclusao
Na próxima quarta-feira, dia 3 de agosto, a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC) realiza uma roda de conversa sobre os meios de comunicação comunitários e independentes no contexto dos Megaeventos Esportivos no Brasil. A atividade faz parte da Jornada de Lutas contra os Jogos da Exclusão 2016, que ocorre de 2 a 5 de agosto no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ.

Diante de um histórico de repressão e violação de direitos d@s comunicador@s comunitári@s, a AMARC Brasil debate o direito humano à comunicação no contexto dos megaeventos esportivos e do Golpe à democracia no Brasil.
Debates, Rodas de Conversas, Vídeos, atividades culturais e uma rádio acompanhando e repercutindo o que não sai na grande mídia.
Diversas entidades que atuam na área da comunicação com a perspectiva da promoção dos direitos humanos se juntaram para amplificar os debates com a Rádio Jogos da Exclusão. Toda a programação da rádio-poste será gravada e disponibilizada na internet posteriormente. AMARC Brasil, CRIAR Brasil, IBASE e FASE estarão lá!
A “Jornada de Lutas” é um evento organizado por diversos coletivos do Rio de Janeiro que visa denunciar o legado de violações aos direitos humanos que a realização dos Jogos Olímpicos na cidade deixará.
Confira a divulgação do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/319508798438711/
Confira a programação da Jornada de Lutas: http://migre.me/ut5Nn

30 de jul2016

Mídia dos Povos chega ao Quilombo de Curiaú, em Macapá

por deniseviola
etnoturismonocuriau.blogspot.com

etnoturismonocuriau.blogspot.com

O projeto Mídia dos Povos vem com o objetivo de dar continuidade a uma série de encontros e oficinas promovidos em 2015 por dois projetos da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC Brasil) junto de parceiros na Amazônia, no intuito de fortalecer e garantir o direito à comunicação no país.
Nossa aposta para o período 2016-2017 consiste em impulsionar a emergente rede de mídia transamazônica em direção a um diálogo mais intenso e uma auto-organização. A proposta é estimular o intercâmbio e proporcionar uma dinâmica de trocas em torno de conhecimentos tradicionais e midiáticos que se sobressaem em cada local, identificado-os junto com os próprios atores dos povos amazônicos.
Esse processo de aprendizagem mútua e de produções colaborativas consistirá em encontros presenciais no Brasil e na amazônia não-brasileira. A proposta temática, desenvolvida em parceria com diferentes ativistas e coletivos, trará tanto a aprendizagem técnica como estimulará a pesquisa e o intercâmbio entre os diferentes saberes locais do fazer midiático na floresta, contribuindo para uma melhor comunicação transregional da população. O primeiro encontro do ciclo de encontros do projeto Mídia dos Povos, irá acontecer entre os dias 3 a 7 de agosto a 12 km da capital do Amapá, Macapá, no quilombo do Curiaú. Este foi o segundo território quilombola reconhecido no Brasil, certificado pela Fundação Cultural Palmares em 1999. O território é conhecido pela cultura do tambor como o marabaixo e o batuque.
Por estar muito próximo da cidade, o quilombo sobre uma interferência direta dos costumes do modo de vida urbano e, de acordo com algumas lideranças locais, a juventude quilombola, na sua maioria, precisa se apropriar da sua própria ancestralidade.
A temática do encontro será apropriação de tecnologias para rádios livres e comunitárias. Além de debater estratégias para a comunicação dos povos tradicionais, vão ser criados espaços para diferentes oficinas, como construção de mini-transmissores de rádio. Além disso, todos os participantes terão espaço para oferecer oficinas e/ou rodas de conversa sobre algum conhecimento que queiram compartilhar com todos.
A convocatória dos próximos encontros será divulgada em breve. Ainda esse ano será realizado um encontro em Alter do Chão, no Pará e outro junto ao indígenas Mundurukus, em Itaituba, ambos no Pará. Para o ano de 2017 estão sendo programados encontros durante o Fórum Social Pan-Amazônico (FSPA) que vai acontecer em abril, em Tarapoto no Peru e em junho/julho em Tefé no estado do Amazonas.

30 de jul2016

MULHERES NEGRAS DE DESTAQUE SÃO HOMENAGEADAS EM MINAS GERAIS

por deniseviola

 

mulheres negras homenageadasAconteceu em 28 de julho a terceira edição do Destaque Mulher Negra, uma homenagem às mulheres negras brasileiras. O evento é realizado em Belo Horizonte pelo Fórum de Mulheres Negras de Minas Gerais, através do Centro de Referência da Cultura Negra de Venda Nova, Coletivo de Entidades Negras de Minas e Beleza Negra da cidade de Montes Claros.

 

De acordo com Monica Aguiar, do Fórum de Mulheres Negras de Minas Gerais, o objetivo é dar  visibilidade para temas como as desigualdades raciais, falta de oportunidades, diferenças salariais, estereótipos e violência ainda existente. A ideia é proporcionar a interação entre mulheres que atuam  em diversos setores e categorias da sociedade. Serão homenageadas  60 mulheres de vários estados do Brasil e municípios de Minas Gerais.

 

Monica lembra que a população de origem negra corresponde a 53 por cento da sociedade brasileira. Mesmo sendo maioria, essa parcela é constantemente sub-representada. E quando se trata de gênero o quadro fica ainda pior.

 

O evento marca datas importantes desta semana. Como o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, 25 de julho; e o Dia Internacional das Mulheres Africanas, no próximo dia 31.

 

Entre as homenageadas desta edição está Denise Viola, atual coordenadora da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc Brasil). (pulsar)

 

26 de jul2016

Mulheres comunicadoras promovem diálogo sobre violações à liberdade de expressão

por deniseviola

amordoce.com

A violência contra mulheres comunicadoras no Brasil, com especial atenção às radialistas no nordeste brasileiro  foi o tema de dois encontros com mulheres comunicadoras nordestinas, nesse mês de julho. O primeiro na Bahia, município de Valente na região do sisal baiano, nos dias 16 e 17 de julho, e o segundo em Olinda, Pernambuco, nos dias 19 e 20.

Os encontros fazem parte de um Projeto da Organização Não Governamental Artigo 19, em parceria com a Rede de Mulheres da AMARC, e tem como objetivo conhecer os desafios e dificuldades enfrentados por mulheres que trabalham na comunicação radiofônica, mas que, também, atuam em convergência midiática.

A Rede de Mulheres da AMARC há mais de 20 anos está na luta pela defesa da comunicação, da liberdade de expressão e da democratização da comunicação, proporcionando às mulheres o exercício humano à comunicação. Promover e fortalecer a vez e a voz das mulheres na sociedade é a sua missão.

A ONG Artigo 19, com sede em Londres, está no Brasil desde 2007 com a missão de defender e promover o direito à liberdade de expressão e de acesso à informação. Seu nome tem origem no 19º artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU: “Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, este direito implica a liberdade de manter as suas próprias opiniões sem interferência e de procurar, receber e difundir informações e ideias por qualquer meio de expressão independentemente das fronteiras”.

Unindo estas experiências, o Projeto busca entender quais são as violências que as mulheres comunicadoras sofrem e quer promover o diálogo junto com a sociedade para que estas violações sejam denunciadas e combatidas.

Os dados do último relatório anual sobre violações contra comunicadores publicado pela ARTIGO 19 apontam o Nordeste como a região com o maior índice de casos, tendo como radialistas homens os perfis mais frequentes de vítimas.

Neste cenário, é preciso entender onde estão as mulheres, quais são os tipos e quais os graus de violência que sofrem no exercício de sua profissão e o que deve ser feito para enfrentar, denunciar e punir seus agressores.

Todos e todas devem exercer seu pleno direito à opinião, à “livre manifestação do pensamento e à expressão intelectual, artística, cientifica e de comunicação”, como garante o Artigo 5º da Constituição Federal brasileira.

26 de jul2016

Grande Festa celebra 83 anos de Conceição do Coité

por deniseviola

Com quase setenta mil habitantes, Conceição do Coité celebrou entre os dias 01 e 07 de Julho, 83 anos de emancipação política.

Conta a tradição, que o arraial de Coité originou-se do pouso de tropeiros que se deslocavam de Feira de Santana rumo à Jacobina e que dividiam a jornada, descansando num local onde havia uma fonte que, mesmo no período da estiagem, jorrava.

Coite 1A água desta fonte era utilizada pelos tropeiros para consumo próprio e para matar a sede dos animais da tropa. Assim surgiu o arraial que tomara a denominação Coité, porque os tropeiros pernoitavam sob o abrigo de uma árvore, cujos frutos eram pequenas cabaças que, no idioma primitivo, recebiam o nome de ‘Cuite’ (pequena cuia). Serrada no meio, a cuia era utilizada pelas donas de casa.

O Arraial de Conceição do Coité teve implantados serviços cartoriais que eram conduzidos, no século XIX, pelo escrivão Raimundo Nonato do Couto, responsável pela lavratura de diversas escrituras de alforrias de negros libertos.

Na ocasião, para que o arraial fosse elevado à categoria de freguesia era necessária a doação de terras ao Santo padroeiro. Antigo morador da povoação e proprietário de muitas terras, João Benevides doou uma área onde está edificada a igreja de Nossa Senhora da Conceição e grande parte do município.

Pode-se afirmar, portanto que Conceição do Coité foi fundada pelo senhor João Benevides e família no dia 9 de maio de 1855.
Em 7 de julho de 1933, o município de Coité tornou-se autônomo, mas só a partir de 1º de março de 1966 tem a sua própria comarca e hoje o município hoje é destaque entre as cidades do Território do Sisal.

Com o tema “Coité de Todas as Artes, de todas as Cores e muitos Amores”, a semana da cultura teve concurso de dança, festival de quadrilha e sanfona, além de shows com artistas locais e de renome nacional, superando as expectativas de público e organização.
O fotógrafo coiteense realizou a exposição retratos da nossa história e o ex-secretário do Ministério das Comunicações, Emiliano José, lançou um livro sobre relação da imprensa com a política brasileira.

O encerramento dos festejos de 83 anos de emancipação aconteceu com uma multidão na Praça 8 de Dezembro se divertindo ao som de Siddy Ranks, Leo Santana e do coiteense Miquéias Almeida. Toda festa contou com a cobertura da Rádio Comunitária Coité FM.

22 de abr2016

Rádios Comunitárias como ferramenta ao desenvolvimento sustentável

por nils

mapa_radio_amzonas

Imaginem uma paisagem linda em frente ao seu nariz, e do nada, alguém começa construir uma planta hidroelétrica neste local. Sem ter sido consultado antes, você começa a se informar e logo descubra que o que era um área de proteção ambiental se torna um canteiro de obras do qual a sua comunidade será removida – em nome de um “progresso nacional” que justifica a implementação de tais megaprojetos como um mal lamentável mas necessário para o bem de todxs. Você ficaria em estado de choque, logo começaria a gritar, primeiro para reclamar e logo para organizar algum tipo de resistência contra esta estranha ideia do que significa progresso, só que ninguém vai ouvir você…

Para ser ouvido, fazer rádio sempre é uma boa ideia. A grande pergunta até alguns meses atrás era: os atingidos pelo “neo-desenvolvimentismo” usam as ondas eletromagnéticas para se comunicar? O estudo “Mapeamento de mídias cidadãs como ferramenta ao desenvolvimento sustentável” busca responder pelo menos partes desta inquietude. O trabalho da professora Rosane Steinbrenner (associada da Amarc Brasil) e Brunella Velloso leva o nosso olhar a “Amazônica legal” brasileira. Existem muitos mapas dessa região, mas não existia nenhum que cruzasse os dados relevantes para o pergunta que nos interessa: existentes ou projetadas hidroelétricas, zonas de preservação ambiental (unidades de conservação), comunidades tradicionais e logo, rádios comunitárias.

Como a tecnologia nunca é socialmente neutra (não somente no caso das hidroelétricas) foi muito coerente das pesquisadoras usar o software livre “Mapas de vista” (um tema do CMS WordPress) para visualizar os seus resultados e os colocar o livre acesso no site www.projetomacam.net/site. Vale a pena pesquisar nessa plataforma e começar a sua própria pesquisa. Porém a equipe de Steinbrenner já publicou também um informe que resume o seu trabalho. Primeiro, chama a atenção o grande numero estacões: “504 rádios comunitárias estãolicenciadas em mais da metade (57,5%) dos 772 municípios dos nove estados que formam a Amazônia Legal. Logo é interessante que quase a metade das estacões “estão localizadas em município (sic) que possuem em seus territórios Unidades de Conservação” e finalmente que “[d]o número de 13 projetos de hidrelétricas para a Amazônia, todos eles situados ao menos em um município que abriga rádio comunitária.” Juntando estas cifras pode ser constatado que quase a metade dos 23 municípios afetados pela construção de hidroelétricas contam com Unidades de Preservação ou comunidades indígenas – e 17 rádios comunitárias.

Que nos dizem estes dados? Até agora indicam sobretudo uma proximidade dos diferentes processos sociais mas falta pesquisar mais para entender bem como interagem. Um fator chave será aproximar-se das próprias rádios comunitárias para saber quem as organiza, se são pertencentes às comunidades tradicionais ou à laranjas de algum politico local – tudo é possível. Porém a existência dessas rádios apontam para um potencial de resistência da população local para fazer um grito na defesa de um desenvolvimento sustentável…

Para saber mais:

WEB Site web do projeto
PDF do informe da pesquisa

8 de abr2016

Rede de Mulheres da Amarc lança manifesto em defesa da democracia

por secretaria

A Rede de Mulheres da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc Brasil) lançou na última segunda-feira (4) um manifesto em defesa da democracia, contra qualquer tipo de retrocesso na política de direitos e em repúdio aos ataques de ódio sofridos pela presidenta Dilma Rousseff.

A carta foi lançada após a Assembleia Geral da Amarc Brasil que ocorreu em Campinas, no interior do estado de São Paulo, entre os dias primeiro e três de abril. Durante o encontro, a Rede realizou uma oficina em que abordou temas como o machismo na sociedade brasileira, o assédio sexual e moral e a misoginia que a cada dia ganha mais espaço na mídia.

Em entrevista à Agência Informativa Pulsar Brasil, a atual representante da Rede de Mulheres, Ligia Apel, ressalta que o manifesto foi uma forma da Rede mostrar a indignação e o inconformismo com a ameaça real à democracia conquistada constitucionalmente. Ligia afirma que a Rede reconhece os avanços sociais trazidos pelos últimos 14 anos do governo petista, mas que muitas pessoas seguem tendo os seus direitos básicos violados diariamente no interior do país.

O manifesto ressalta também a importância da garantia da comunicação como um direito humano para fortalecer a democracia. De acordo com a representante, o poder político fez muito pouco pela comunicação comunitária e não foi capaz de regular a mídia e valorizar a pluralidade de olhares sobre a realidade.

O documento lançado pela Rede de Mulheres da Amarc Brasil está disponível no site da Associação Mundial de Rádios Comunitárias. (pulsar)

Ouça a entrevista:
http://brasil.agenciapulsar.org/mais/politica/brasil-mais/rede-de-mulheres-da-amarc-lanca-manifesto-em-defesa-da-democracia/

4 de abr2016

Carta de Campinas – Rede de Mulheres da Amarc Brasil

por secretaria

A Rede de Mulheres da Amarc Brasil – Associação Mundial de Rádios Comunitárias – reunida na Assembleia da entidade nos dias 1 a 3 abril, em Campinas/SP, que tem como princípios a defesa do direito humano à comunicação e da democratização da comunicação, manifesta sua preocupação com o momento atual em que a democracia está em risco.

Nossa Rede tem se pautado nos seus longos anos de existência pela defesa do direito a uma comunicação democrática, nos direitos humanos das mulheres e na defesa da democracia e do estado democrático de direito, um espaço de cidadania que nos permitiu lutar e conquistar uma série de direitos, como a Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio e outras importantes questões em favor da mulher brasileira.

No entanto, as mulheres continuam sendo assassinadas por causas evitáveis e pela violência doméstica, sexista e de gênero. Por outro lado, estamos assistindo à rearticulação de forças conservadoras e fundamentalistas na busca de obter retrocessos em relação às conquistas políticos, à garantia dos direitos – em especial das mulheres – e, à exclusão de gênero nas políticas públicas, à criminalização da informação sobre direitos sexuais e reprodutivos nos casos de violência sexual. Acompanhamos com grande preocupação o conjunto de projetos tramitados no Congresso Nacional que dificultam ainda mais a implementação de políticas públicas possíveis de reverter a situação de desigualdades e vulnerabilidade das mulheres e meninas. Ao mesmo tempo, há nítida tentativa de esvaziamento da democracia e fragilização das instituições políticas e jurídicas.

Sabemos que ainda não temos a democracia que queremos, já que a comunicação continua com uma legislação que beneficia o poder econômico em detrimento da verdadeira comunicação comunitária, popular e pública.

A Rede de Mulheres da Amarc Brasil defende que é preciso ampliar a atual democracia, tornando-a mais aberta e transparente, e que o modelo de desenvolvimento deve estar mais voltado à desconcentração da renda e numa perspectiva de sustentabilidade social, econômica e ambiental, tendo como essência os Direitos Humanos. E consideramos que sem os direitos das mulheres não existem direitos humanos e a comunicação, também, é um desses direitos.

Mas, nada pode justificar o que estamos presenciando: ataques machistas e misóginos à Presidenta da República e ataques a lideranças reconhecidas nacional e internacionalmente. Não aceitamos a quebra de regras democráticas, condenações sem provas, constrangimento à cidadania e promoção do descrédito na justiça. Muito menos aceitamos tais ataques à nossa chefe de Estado que, ao longo de sua trajetória, vem promovendo a prática e o desenvolvimento dos direitos humanos e existenciais, ataques estes que atingem não só nossa Presidenta, mas cada uma de nós, mulheres e cidadãs brasileiras. Tal estratégia de ataque pelas forças oposicionistas nos ferem e nos deixam na insegurança pelo retrocesso e perda de nossas conquistas.

Reforçamos os questionamentos que também são feitos pela Rede Feminista de Saúde: “A quem recorreremos para a defesa de nossos direitos? A quem denunciaremos as violações dos direitos humanos das mulheres? O que sobrará deste país depois de sua destruição, enquanto um estado democrático de direito?”

Por isso estamos, mais do que nunca, na luta em defesa da democracia, da igualdade de gênero e pelo fim de todas as formas de discriminação e violência; pela manutenção das políticas públicas que, ao longo das duas últimas décadas, foram construídas em nosso nome, com a nossa luta. Portanto, nos posicionamos contra toda e qualquer tentativa de golpe, em defesa da democracia e dos direitos humanos de mulheres e homens.

Campinas, 2 de abril de 2016.

Rede de Mulheres da Associação Mundial de Rádios Comunitárias – Brasil

19 de mar2016

Amarc Realiza Seminário Internacional sobre “Espectro e Redes Digitais”

por secretaria

A Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC Brasil) convida radialistas, coletivos de mídia, midialivristas, professores, estudantes e demais interessados para compartilhar experiências e conhecimentos sobre o espectro electromagnético brasileiro durante os dias 31 de março e 1° de abril, em Campinas, São Paulo.

O Seminário Internacional “Espectro e Redes Livres”, com apoio da Ford Foundation e em parceria com o Laboratório de Jornalismo da Unicamp (Labjor), entende o espectro eletromagnético como um bem comum que precisa ser defendido e regulado democraticamente. Para aprofundar o tema, a programação do evento, com entrada livre na Universidade de Campinas (UNICAMP), dará continuidade ao ciclo de encontros sobre “O futuro das rádios comunitárias em tempos digitais”.

O debate será iniciado com uma mesa sobre práticas e propostas do uso do espectro pela sociedade civil junto à diferentes radialistas associados à AMARC Brasil, representantes de AMARC América latina e Caribe e AMARC internacional além de pesquisadores, ativistas e instituições que trabalham pela garantia da democratização da comunicação no país.

Em seguida, teremos a apresentação do representante para América Latina do Repórteres Sem Fronteiras, Emmanuel Colombié.

À tarde serão realizadas oficinas paralelas, divididas em dois blocos, relacionadas ao tema do Seminário.

No primeiro bloco teremos: construção de mini-transmissores, com a equipe programa Oxigênio-LabJor; / radiojornalismo científico com COMRADIO DE Piaui; debate sobre o Contexto e Construção do espectro com o coletivo espectrolivre.org; oficina de aplicativos para rádio comunitária com a AMARC Brasil; e uma oficina sobre mecanismos legais de defesa para comunicadores/as comunitários/as com a ONG Artigo19.

No segundo bloco teremos diretamente de Oaxaca, no México, o representante da Rhizomatica falando sobre telefonia comunitária; uma oficina sobre comunicação das comunidades tradicionais offline e online com Nils Brockenquanto espectrolivre.org continuará com a temática de redes digitais e rádios comunitárias e do mesmo modo o Instituto de Bem Estar trabalhara sobre radios comunitarias como provedores de internet.

O dia finaliza com um evento cultural apresentado pela a comunidade Jongo Dito Ribeiro de Campinas que através da memoria de Benedito Ribeiro, com rodas, tambores, canto e dança irão compartilhar a cultura ancestral do Brasil.

No dia seguinte continuaremos com a mesa “desafios para politicas publicas em tempos digitais” onde iremos ter uma diversa participação entre ativistas, radialistas, instituições defensoras da comunicação e a liberdade de expressão e representantes de AMARC ALC e o secretariado internacional de AMARC.

Historicamente os recursos comuns como a água ou a terra têm sido apropriados por grandes empresas privadas e multinacionais. O espectro electromagnético tem sofrido sistematicamente este mesmo processo, visto como uma mina de ouro, está ao mesmo tempo sendo utilizado para influenciar políticas públicas e tecnologias que não estão ao alcance dos menos favorecidos. Diante disso, se faz necessário conhecer os avanços tecnológicos pelos quais passam as mídias digitais e enfrentar esta grande disputa com ferramentas pensadas, discutidas e criadas coletivamente, garantindo também a auto-sustentabilidade dos que dela se apropriarem.

Programação Completa

Inscrições Aqui.

*08.30 BOAS-VINDAS E ABERTURA*
Pedro Martins (Amarc Brasil)

Profa. Marta Mourão Kanashiro (LabJor/LAVITS-UNICAMP)
Cleyton Torres (EDICC – Labjor)

*09.05 APRESENTAÇÃO DA PROGRAMAÇÃO*
Claudia Nuñez Arango (Amarc Brasil)

*09.15 PALESTRA*

Rafael Evangelista (Labjor/LAVITS – UNICAMP)

Redes e espectro: os caminhos para um uso participativo e democrático

*09.40 MESA DE DEBATE I*

Práticas e propostas do uso do espectro pela sociedade civil

Moderação: Karina Quintanilha


João Paulo Malerba (Amarc Brasil)
Francisco Caminati (UNESP)
Diego Vincentin (UNICAMP)
Peter Bloom (Rhizomatica, México)
TC-Antonio Carlos Santos Silva – (Rede Mocambos)
Francesco Diasio (Amarc Internacional)

*11:45 APRESENTACÃO:

Emmanuel Colombié (Repórteres Sem Fronteira – América Latina)

*12:00 INFORMES*

Claudia Nuñez Arango – Amarc Brasil

*12.15 ALMOÇO*


*14.00: OFICINAS – Bloco 1*

Construção de minitransmissores

Local: Sala CL01 (IEL)

Montagem de um minitransmissor FM portátil de pequeno alcance (50 -100 metros), baseado no projeto de Tetsuo Kogowa. Discussões sobre comunicação livre e comunitária. Autonomia tecnológica a partir de projetos “Faça Você Mesmo (D.I.Y)”.

Oficineiro: Ricardo Franco Llanos, é graduando em Ciências Econômicas pela Unicamp. Estuda Democratização da Comunicação e Comunicação Livre. Foi bolsista de Iniciação Científica do programa PIBIC/CNPq. Possui experiência em montagem de minitransmissores e em transmissão de rádios FM.

– Radiojornalismo de C,T&I (módulo 2)

Local: Sala CL02 (IEL)

As fontes são elementos determinantes para a qualidade da informação produzida pela imprensa, seja para a área de política, economia e cultura – com o jornalismo científico não é diferente. A escolha das fontes é fundamental para obter não só a informação em si, mas também algumas opiniões ou vieses que se pretende dar à matéria. Entretanto, é preciso considerar algumas características nessa escolha. Na oficina, pretende-se orientar os interessados na busca de fontes para a realização de notícias e reportagens relevantes sobre C,T&I.

Oficineiros: equipe do programa Oxigênio, produção jornalística e de divulgação científica dos alunos do Labjor/Unicamp, com apoio técnico da RTV Unicamp, que passou a ser publicado na grade de programação da Web Rádio Unicamp em 2015; e Milena Rocha, estudante de jornalismo da UFPI, coordenadora do projeto “Um olhar para a Cidadania”, no Instituto ComRádio (Amarc Brasil) e membro da Renajoc.

Requisitos: Levar computador


Rádio Digital e Telefonia comunitária

Local: Sala CL03 (IEL)

Nessa oficina serão abordadas duas tecnologias que podem ser assimiladas pela sociedade e proporcionar um grande potencial de comunicação, tanto através da transmissão de dados, aplicações interativas e multiprogramação do rádio digital, como através do uso de telefonia GSM e a infinidade de serviços de voz e SMS que podem ser implementadas comunitariamente.

– – Oficineiros: Peter Bloom é ativista comunitário e coordenador do Rhizomatica, uma organização dedicada a conectar as comunidades rurais e indígenas com tecnologias de comunicação, que funciona na Nigéria e no México. Atualmente, mestrando em Desenvolvimento Rural, na Universidade Autônoma Metropolitana do México; e Rafael Diniz, que é engenheiro, mestre pelo Laboratório Telemídia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutorando pela Universidade Nacional de Brasília (UNB).

Mecanismos legais de defesa para comunicadores/as comunitários/as

Local: Sala CL04

Diante do cenário de criminalização e imposição de grandes entraves para que as rádios comunitárias possam existir, a Artigo 19 fará uma oficina com o objetivo de pensar formas de prevenção e defesa das rádios e dos seus responsáveis frente às atuações desempenhadas pela Anatel, pela Polícia Federal, pelo Ministério das Comunicações e pelo Sistema de Justiça. Aproveitaremos também para apresentar a publicação recentemente lançada pela Artigo 19, “Defesa da liberdade de expressão das rádios comunitárias no Brasil: teses jurídicas aplicáveis”, com o objetivo de contribuir na defesa das rádios comunitárias brasileiras, as quais são instrumentos essenciais para a concretização da liberdade de expressão.

Oficineira: Camila Marques é advogada e coordenadora do Centro de Referência Legal em Liberdade de Expressão e Acesso à Informação da Artigo 19. Formou-se na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), cursou um semestre como ouvinte na disciplina de Direito Internacional na Ludwig-Maximilians-Universität München (Alemanha) e, atualmente, é Conselheira Consultiva da Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

16h às 16h30 – Café

Local: prédio do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL)

16h30 às 18h30 – Oficinas – Bloco 2

Espectro livre e segurança

Local: Sala CL02 (IEL)

A oficina abordará questões sobre a potencialidade do uso do espectro eletromagnético para fins de uma comunicação democrática, livre e não licenciada. Pretende-se apresentar também o conceito de espectro livre, relacioná-lo tanto com outras noções que circulam o tema como com as ideias de segurança, liberdade e autonomia. Ademais, a oficina terá a apresentação do Projeto “Fonias Juruá”, que explorou soluções autônomas de uso do espectro eletromagnético em rádio digital em ondas curtas na região amazônica.

Oficineiro: Adriano Belisário é mestrando em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), membro do MediaLab – UFRJ e membro da rede Espectro Livre. É pesquisador de tecnologias livres.

Pororoca – experiência de mídia offline e online nas comunidades tradicionais da Amazônia

Local: Sala CL03 (IEL)

A conectividade na Amazônia é uma pergunta complicada, todo mundo que já viajou pra lá sabe que é difícil fazer uma ligação pelo celular ou checar um e-mail. No entanto, as comunidades tradicionais dos países amazônicos se apropriaram ativamente das tecnologias de comunicação: amplificam as suas expressões culturais, documentam crimes socioambientais e reforçam as suas lutas. Ativistas de três países (Equador, Peru, Brasil) apresentarão nesta oficina diferentes estratégias para adaptar novos (e velhos) meios de comunicação na região amazônica para fazer mídia segundo as demandas das comunidades.

Oficineiro: Nils Brock é radialista. Ele foi programador da Rádio Livre Onda (Berlim, Alemanha). Trabalhou com rádios livres no México, com a produção de materiais midiáticos e a transmissão via internet para essas rádios. É cooperante internacional da Amarc.

Rádios comunitárias como provedores de internet

Local: Sala CL04 (IEL)

Difusão de conhecimento para criação de provedores comunitários, suas regulamentações perante a Anatel e integração desta iniciativa junto às políticas públicas de inclusão digital e comunicação do governo federal, estado e municípios (telecentros, CVTs, pontos de cultura, rádios e TVs comunitárias). A oficina terá duração de 2 a 3 horas com a seguinte programação:

1 – Apresentação de regulamentação para criação dos provedores comunitários (Resolução de SLP e Resolução 506/2008);

2 – Oficina de montagem e configuração de um provedor comunitário usando tecnologia wi-fi (hardware – MikroTik e Ubiquiti – e software – RouterOS);

3 – Integração dos provedores comunitários às políticas públicas de inclusão digital e comunicação (telecentros, CVTs, pontos de cultura e rádios e TVs comunitárias);

4 – Reunião com participantes para debate do provedor comunitário e sorteio da infraestrutura.

Oficineiro: Marcelo Saldanha é presidente do Instituto Bem Estar Brasil e integrante dos movimentos Espectro Livre, Redes Livres e da Campanha “Banda Larga é Um Direito Seu”.

– Rádio Digital e redes locais de ondas curtas (Rafael Diniz e Francisco Caminati)

O Projeto Fonias Jurua consistiu da instalação de 6 estações de rádio fonia e capacitação da operação e manutenção básica dos equipamentos para as pessoas de cada local onde as estações foram montadas. 5 das estações foram instalas em comunidades dentro da Reserva Extravitista do Alto Juruá, no sudoeste do Acre, e uma instalada na sede da associação que representa a reserva, no município de Marechal Thaumaturgo/AC.

Aplicativos para rádio comunitária (Arthur William – Amarc Brasil)

*18.30 AVALIAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS*

*EVENTO CULTURAL*

SEGUNDO DIA

01/04/2016

LOCAL: Plenario Jose Matosinho, Rua José Monge, 66, Ponte Preta

*9.00 hrs: inicio. Apresentacao e chamada a mesa.

*9:30 MESA DE DEBATE II* – Desafios para politicas publicas em tempos
digitais

Marcelo Saldanha (Instituto Bem Estar)
Piter Junior (Rádio Coitê, Bahia)
Camila Marques (Artigo19)

Jerry de Oliveira (Vou enviaMNRC)

Pia Matta AMARC Latinoamerica.

(Moderação: Bia Barbosa (Intervozes/FNDC)

*10.45 Discussão*

12.00 ALMOCO

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