18 de jun2013

Movimentos organizadores dos protestos alertam para não perder o foco da redução das tarifas

por pulsar brasil

Manifestantes protestam no Rio de Janeiro (foto: coletivofotografiaexpandida)

Em torno de 270 mil pessoas tomaram as ruas de diversas capitais do Brasil nesta segunda-feira (17). Movimentos organizadores dos protestos comemoram mas defendem ser necessário não perder o foco da demanda inicial, que é a redução das tarifas de ônibus e metrô.

Ao ganhar dimensão nacional, outras pautas foram incorporadas pelos manifestantes que criticam a falta de acesso a outros direitos básicos na cidade, como saúde e educação, principalmente com a chegada de megaeventos esportivos como a Copa 2014 e Olimpíadas 2016.

No entanto, integrantes de movimentos como o Movimento Passe Livre (MPL) temem que se perca o foco das manifestações. O professor da USP, Pablo Ortelado, que acompanha as ações do MPL, declarou em um rede social que “existe uma campanha dos meios de comunicação para dissolver a primeira demanda, que é a da redução da tarifa num mar de reclamações”.

De acordo com ele, se trata de uma estratégia para o movimento não vencer. Ele reconhece que existem muitas outras insatisfações, mas defende que comecemos forçando os governantes a baixar a tarifa. A partir daí, a população estararia empoderada para “vôos mais altos”.

No Rio, 100 mil pessoas ocuparam pacificamente o centro da cidade na noite de ontem. No fim do protesto um pequeno grupo que tentou ocupar  a Assembleia Legislativa (Alerj) foi contido pela polícia e entrou em confronto com os policiais, atirando coquetéis molotov.

A manifestação na capital paulista foi pacífica. No fim da noite uma multidão de manifestantes cercou a entrada da sede do governo estadual, o Palácio Bandeirantes. O grupo tentou entrar, mas foi contido pela polícia. Em Brasília, manifestantes invadiram a cobertura do Congresso Nacional, de onde desceram, algum tempo depois, em clima de festa. Mais tarde, voltaram a ocupá-la.

Protestos aconteceram em capitais como São Paulo, Rio, Brasília, Maceió, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador, Vitória, Curitiba, Belém e Belo Horizonte. (pulsar)

17 de jun2013

Mídia alternativa do Rio de Janeiro recebe homenagem da Câmara Municipal

por pulsar brasil

Nilton Viana recebe homenagem e critica monopólio da mídia (foto: Pablo Vergara)

A entrega da medalha Pedro Ernesto pelos 10 anos do jornal Brasil de Fato foi realizada em clima de festa na sexta-feira (17). O evento encheu o auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no Centro do Rio de Janeiro para homenagear também, com menções honrosas, 27 veículos de comunicação alternativa, ativistas e coletivos com sede no Rio, entre eles, a Agência Pulsar.

O Boletim do MST – Rio, o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) e a Revista Vírus Planetário foram outros meios lembrados. A homenagem também foi entregue a veículos produzidos em favelas da cidade, que valorizam a visão de seus moradores, como o Portal da Cidade de Deus e o Jornal O Cidadão, que tem sede na Maré.

O rapper Fiel, que recebeu a Menção em nome da Rádio Comunitária Santa Marta, destacou a criminalização do movimento. Depois do fechamento da emissora pela Anatel e Polícia Federal ele foi “preso e processado como marginal”. Recentemente, recebeu em sua casa uma multa de mais de 4 mil reais por exercer o direito à comunicação por meio da rádio.

A iniciativa de premiação foi do vereador Renato Cinco (PSOL). Ele comentou sobre a desigualdade social no cenário de concentração da mídia. Para mudar a situação, além da produção de conteúdos em jornais, rádios comunitárias e sites na internet o vereador lembrou que é preciso mudar a lei. Por isso, incentivou a campanha para recolhimento de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular da comunicação social eletrônica.

Nilton Viana, editor do Jornal Brasil de Fato, foi um dos dez homens que compuseram a mesa do evento, ao lado de uma única mulher, Cláudia Santiago, do NPC. A imagem comunicava a desigualdade de gênero, um dos enormes desafios da atualidade para dar voz de modo democrático aos setores mais explorados e oprimidos do Brasil e do mundo. Viana destacou que além do monopólio da mídia eletrônica o país vive um situação de monopólio das distribuidoras de jornais e revistas. (pulsar)

Ouça os áudios:

Nilton Viana, editor chefe do jornal Brasil de Fato, fala sobre o controle da mídia comercial sobre a distribuição de jornais e revistas no país.

Nilton Viana fala sobre a difícil sustentabilidade da mídia alternativa no Brasil.

17 de jun2013

Violência policial marca manifestação no Maracanã

por pulsar brasil

Protesto no Maracanã denuncia aumento do custo de vida devido à mega eventos (foto: Estefan Radovicz)

A manifestação realizada na tarde deste domingo (16) em torno do Maracanã, no Rio de Janeiro foi fortemente reprimida pela Polícia Militar. Na tentativa de dispersar um grupo que se refugiou na Quinta da Boa Vista, policiais dispararam bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta em direção ao parque, atingindo famílias que foram ao local em busca de diversão.

Os manifestantes  aproveitaram o início da partida entre México e Itália, pela Copa das Confederações da FIFA, para protestar contra o custo de vida nas cidades que sediarão a Copa do Mundo de 2014. Também exigem mais recursos para saúde e educação.

O primeiro confronto envolveu aproximadamente 600 pessoas e policiais militares, que usaram spray de pimenta para dispersar a multidão. Este grupo foi contido na passarela que liga o estádio à estação do metrô. O clima ficou tenso no local e os manifestantes seguiram para a Quinta da Boa Vista.

A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (ANCOP) e Resistência Urbana, Frente Nacional de Movimentos também programou para toda essa semana uma série de ações e atos em diversas cidades do país com o questionamento “Copa Pra Quem?”. A proposta é denunciar as violações de direitos humanos que estão ocorrendo por conta da realização dos megaeventos esportivos e dos megaprojetos.

Mais manifestações também estão marcadas para hoje (17) e nos próximos dias em todo o país. Acompanhe a lista de cidades em todo mundo no site: www.melhorquebacon.com (pulsar)

 

14 de jun2013

Ativistas dizem que ato no Rio de Janeiro é pelo direito à cidade

por pulsar brasil

Ativistas dizem que protesto no Rio vai além do aumento da passagem (foto:pulsar)

O ato contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro reuniu cerca de 10 mil pessoas na noite desta quinta-feira (13). Manifestantes explicam que o protesto não é apenas contra o aumento da passagem mas pela garantia de outros direitos como o direito à cidade.

A manifestação começou por volta das cinco horas da tarde na Igreja da Candelária, no cruzamento das avenidas Rio Branco e Presidente Vargas, as duas principais da região central . Gritos de guerra demonstravam a insatisfação dos manifestantes com as políticas empregadas pelos atuais governantes. Os ativistas cantavam “Cabral é ditador” e carregavam cartazes com dizeres como “O Rio é nosso, não é negócio” e “ Violento é o Estado”.

O artista Pedro Victor Brandão, que esteve presente nos protestos anteriores disse que nunca tinha visto uma manifestação tão massiva no Rio de Janeiro. Ele acredita que parte disso se deva à uma articulação nacional e é uma resposta à forte repressão da Polícia Militar .

Pedro Victor explicou que a manifestação vai além da reivindicação contra aumento da passagem. Segundo ele, estão “ lutando pelo direito à cidade e pelo direito de criar e se recriar dentro da cidade, quem faz esse trabalho de criação e recriação é o cidadão, não é o estado, não são as empresas”. De acordo com ele, se você não consegue se criar na sua própria cidade, acaba perdendo o acesso aos outros direitos.

Alguns manifestantes também se muniram com o humor e sarcasmo para protestarem. Lincoln da Mata andava embaixo de um guarda chuva no qual estava escrito “Bolha Imobiliária”. Ao ser interpelado ele disse, ironicamente, que, devido aos preços abusivos de aluguel na cidade, “teve que morar nos ônibus, só que, com o aumentou da passagem,  também foi despejado desse meio de trasporte.

De acordo com Lincoln, “ ao contrário do que se diz na grande mídia, a manifestação não é apenas contra o aumento da passagem”.  Ele afirma que “a cidade está a venda”. Por isso, defende que “temos que protestar para mudar as coisas”. (pulsar)

Gritos de guerra na manifestação contra o aumento da passagem no Rio de Janeiro.

O artista Pedro Vitor Brandão sobre as manifestações e o direito à cidade.

Lincoln da Mata denuncia a bolha imobiliária gerada no Rio de Janeiro.

 

14 de jun2013

Torneio entre comunidades ameaçadas de remoção no Rio marca estreia do Saci Pererê como Mascote Popular da Copa

por pulsar brasil

14 equipes de nove comunidades se enfrentam na Copa Popular: Saci é a estrela

Copa das Confederações vai começar no Rio de Janeiro esse final de semana. No entanto, movimentos sociais e moradores de comunidades estão dando mais atenção a um outro torneio. A Copa Popular Contra as Remoções, marcada para acontecer neste sábado (15), data de abertura do campeonato da FIFA, vai reunir equipes de nove diferentes comunidades ameaçadas de remoção na cidade.

A intenção é denunciar os despejos arbitrários realizados em nome da Copa do Mundo e as Olimpíadas e promover a aproximação entre moradores de diferentes regiões. O evento marca ainda a estreia do Mascote Popular da Copa do Mundo: o Saci Pererê, que promete rivalizar com o impopular Fuleco, mascote escolhido pela FIFA para simbolizar a Copa de 2014.

Serão dez times masculinos e quatro femininos. Os jogos acontecerão a partir das 9h em um campo no bairro da Gamboa, Zona Portuária do Rio. O terreno, que era da União, será destinado à construção de moradias populares graças à pressão de movimentos sociais de luta pela moradia.

O evento é organizado pelo Comitê Popular da Copa e é aberto a todos. A previsão é de que os campeões sejam conhecidos no início da tarde. A partir de 13h, uma roda de funk da APAFunk (Associação de Profissionais e Amigos do Funk) vai animar a festa de jogadores e torcedores.

Às 16h tem início a festa junina organizada por moradores de ocupações de luta por moradia na região. O endereço da Copa Popular Contra as Remoções é Rua da Gamboa, 345, ao lado da Cidade do Samba, na altura do Armazém 11 do cais do porto. (pulsar)

 

13 de jun2013

Audiência Pública discute rádio digital no Rio de Janeiro

por pulsar brasil

Rádio Digital será tema de audiência pública (foto: reprod)

Será realizada amanhã (14) no Rio de Janeiro uma audiência pública para discutir o rádio digital no Brasil. O Brasil começou a pesquisar padrões de rádio digital em 2010 mas a escolha ainda não foi definida. Com a rádio digital, gera-se possibilidades de tornar o rádio mais interativo e multimídia, porém surgem novos desafios para garantir o direito à comunicação.

Dois padrões estão sendo testados pelo Ministério das Comunicações: o europeu Digital Radio Mondiale (DRM) e o estadunidense HD-Radio. O primeiro é e desenvolvido e mantido por um consórcio sem fins de lucro, por rádios públicas, empresas privadas e centros de pesquisa, enquanto o segundo é um sistema proprietário da empresa estadunidense iBiquity.

Um Conselho Consultivo de Rádio Digital (CCRD), formado por diferentes setores da sociedade e do governo, debate desde o ano passado qual seria o melhor padrão de rádio digital para o país. No entanto, o movimento de rádios livres comunitárias também se mostra preocupado com os caminhos a que podem levar essa mudança.

Para o movimento, é importante que a tecnologia permita um uso diverso e aberto das ondas radiofônicas, garantindo espaço tanto emissoras públicas e comerciais como rádios comunitárias e livres. Por isso, o Movimento Nacional das Rádios Comunitárias (MNRC) começou organizar uma série de Audiências Públicas sobre o rádio digital. A primeira aconteceu o dia 29 de abril em Santa Catarina e a próxima será realizada amanhã (14) no Rio de Janeiro.

O evento, que será realizado na ALERJ (sala 311 do Palácio Tiradentes – Rua Primeiro de Março, s/nº), é aberto ao público geral e será transmitido pela Internet pelo site: www.tvalerj.tv. A Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC) do Brasil divulgou um documento que tira dez dúvidas a respeito da rádio digital. (pulsar)

 

13 de jun2013

Vídeo mostra jornalista sendo espancado pela Polícia Militar enquanto cobria protesto em São Paulo

por pulsar brasil

PM reprimiu e prendeu jornalistas que cobriam a manifestação (foto:revistaforum)

Um vídeo que circulou pelas redes socias nesta quarta-feira (12) mostra um dos repórteres do Portal Aprendiz, Pedro Ribeiro Nogueira, sendo agredido por policiais militares durante a manifestação contra o reajuste da tarifa de ônibus, trem e metrô de São Paulo.

Como dezenas de profissionais da imprensa, Pedro foi às ruas cobrir a terceira manifestação popular contra o reajuste da tarifa de ônibus, trem e metrô em São Paulo, que no último dia 2 passou de três reais para três e vinte.

As imagens deixam claro que Nogueira é cercado por um grupo de policiais que o golpeiam repetidas vezes com cassetetes. O jornalista foi um dos profissionais da imprensa punidos pela PM por exercer sua função de registrar os acontecimentos e reportá-los à sociedade. Repórteres da Folha de S. Paulo, R7, Brasil de Fato e outros veículos também sofreram na pele a violência, que, desta vez, não ficou restrita aos manifestantes.

Além de ter sido detido, Pedro, de 27 anos, está sendo indiciado por danos ao patrimônio e formação de quadrilha, crimes sem direito a fiança. Por isso, continua detido. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) emitiu nota condenando a agressão contra os repórteres Fernando Mellis e as prisões de Leandro Machado, Leandro Morais e Pedro Nogueira.

Em todos os casos, a Abraji diz enxergar tentativa de atrapalhar o trabalho de cobertura das manifestações. A associação considera preocupante que esta ação contrária ao trabalho da imprensa parta do estado, e justamente da PM, mandada à rua para manter a ordem e garantir direitos. Mais manifestações estão marcadas para a noite de hoje (13) em São e no Rio de Janeiro. (pulsar/brasilatual)

12 de jun2013

Organizações pedem fim da exploração de crianças no trabalho doméstico no Dia Mundial contra o trabalho infantil

por pulsar brasil

15,5 milhões de crianças trabalham em atividades domésticas no mundo (imagem:portalescolar)

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 15,5 milhões de crianças trabalham em atividades domésticas, remuneradas ou não, em casa de terceiros ou empregadores pelo mundo. O trabalho infantil doméstico é considerado uma das piores formas de trabalho para crianças e, por isso, será o foco central das ações do Dia Mundial contra o trabalho infantil, celebrado nesta quarta-feira (12).

O tema da campanha é  “Não à exploração infantil no trabalho doméstico”. Das crianças que se encontram nessa situação, 47% têm menos de 14 anos de idade e a maioria , equivalente a 72%, são meninas.

Segundo os dados da OIT, 3,8 milhões das crianças que trabalham em casas de terceiros têm entre 12 e 14 anos de idade e 3,5 milhões são ainda mais novos: têm entre 5 e 11 anos de idade. As estimativas apontam que cerca de 5,5 milhões dessas crianças são vítimas do trabalho forçado ou do tráfico de pessoas para trabalho forçado.

Devido a essa situação, as Nações Unidas alertam para a necessidade de os governos realizarem reformas legislativas e o estabelecimento de uma idade mínima para o ingresso ao trabalho. Essa idade varia de acordo com a natureza das atividades. Para trabalhos rápidos e seguros que não atrapalhem a formação escolar, a idade mínima ideal é entre 13 e 15 anos de idade.

Já os trabalhos perigosos só podem ser exercidos por maiores de 18 anos. A idade mínima limite para admissão em empregos é, em geral, 15 anos de idade. Disponível desde 2011, o Brasil ainda não ratificou as convenções internacionais do Convênio 189 da OIT sobre trabalho decente para trabalhadores domésticos.

A escravidão, o tráfico de pessoas, a servidão por dívidas e outras formas de trabalho forçado, além do recrutamento forçoso de crianças para serem utilizadas em conflitos armados, prostituição e pornografia constituem as piores formas de trabalho infantil, proibida internacionalmente.

Em busca de combater essa prática, organizações que atuam contra o trabalho infantil realizam desde o ano passado o IV Encontro Internacional contra o Trabalho Infantil “Aportes para a eliminação do trabalho infantil na América Latina. Um caminho rumo a “Conferência Mundial 2013”, que acontecerá em outubro deste ano em Brasília (DF), Brasil.(pulsar/adital)

 

12 de jun2013

Centro Nacional de Defesa Direitos Humanos denuncia violações contra moradores de rua em Belo Horizonte

por pulsar brasil

Moradores de rua sofrem violações em Belo Horizonte (foto:racismoambiental)

O Centro Nacional de Defesa de Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores de Materiais Recicláveis (CNDDH), manifestou repúdio e exigiu providências urgentes contra as graves violações ocorridas em Belo Horizonte contra a População em Situação de Rua.

O Centro, instituído pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República em 2011, recebe e acompanha casos de violência contra a população de rua em todo o país. Nos últimos dois anos, o CNDDH registrou cem homicídios de moradores de rua em Belo Horizonte, sendo que trinta ocorreram em 2011, cinquenta e dois em 2012 e já constam dezoito homicídios em 2013.

De acordo com a estimativa da própria Prefeitura da capital mineira, atualmente há cerca de dois mil moradores em situação de rua na cidade. Dessa forma, se conclui que 5% da população em situação de rua foi vítima de homicídio, ou seja, um em cada vinte moradores de rua foi assassinado em Belo Horizonte nos últimos dois anos.

Além do alto número  de homicídios contra essa população, também é grande o número de denúncias com relação à violência institucional, como omissão nos serviços públicos como moradia, saúde, trabalho e renda, assistência familiar, e a violência policial, ocorridas de diversas maneiras.

De acordo com a instituição,  ações higienistas têm acontecido corriqueiramente na cidade. Segundo denúncias, agentes municipais, apoiados pela Polícia Militar, têm passado pelas ruas recolhendo os pertences pessoais dos moradores de rua, como remédios, documentos, cobertores e material de trabalho, pois muitos vivem da catação de material reciclável.

O CNDDH teme que com a aproximação do primeiro jogo da Copa das Confederações na cidade, no dia 17 de junho, as ações de violações contra a população de rua se intensifiquem ainda mais. Esse número se completou na noite do dia 10 para o dia 11 de junho de 2013 quando mais dois moradores de rua foram assassinados brutalmente. (pulsar)

11 de jun2013

Em protesto contra hidrelétricas, indígenas ocupam sede da Funai em Brasília

por pulsar brasil

Indígenas ocupam sede da Funai em protesto contra hidreléticas (foto: cimi)

Os 145 indígenas dos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires, no Pará, ocuparam a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Brasília, na tarde desta segunda-feira (10). Como não foram recebidos pelas autoridades, acamparam em frente a Funai.

De acordo com informações do Centro Indigenista Missionário (CIMI), os indígenas aguardavam a presidente interina do órgão indigenista, Maria Augusta Assirati, para entregar documento com reivindicações, solicitar hospedagem e a data em que seriam levados de volta ao Pará.

Porém, Maria Augusta não compareceu e por emissários avisou que estava em outra reunião. Nesta terça-feira (11) completa uma semana que o grupo desocupou o principal canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e veio ao Distrito Federal.

O grupo já demonstrava indignação com a postura do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República (SGPR), Gilberto Carvalho, que na manhã desta segunda negou reunião com os indígenas.

Ao invés do ministro, quem recebeu os indígenas foram soldados do Exército e assessores. Pelo próprio governo, os indígenas foram encaminhados para a Funai, onde seriam recebidos pela presidente interina. Até o final da tarde de ontem (10), Maria Augusta não apareceu.

O povo Munduruku interpelou judicialmente, no início deste mês, o ministro Carvalho por outra nota da Secretaria, onde acusa “autodenominadas” lideranças de envolvimento com atividades ilícitas. Os indígenas, mesmo sem serem recebidos, protocolaram na Secretaria Geral da Presidência da República o documento que entregariam ao ministro em mãos.

Na carta, relatam ponto a ponto as áreas afetadas pelo projeto hidrelétrico nos rios Teles Pires e Tapajós. Um dos locais atingidos é a Cachoeira Sete Quedas, sagrada para os Munduruku, Kayabi e Apiaká, que será inundada pela usina que está sendo construída no Teles Pires. (pulsar)

11 de jun2013

Polícia Militar reprime ato contra aumento da passagem no Rio de Janeiro

por pulsar brasil

A Polícia Militar (PM) prendeu 31 pessoas na manifestação contra o aumento das passagens no Rio de Janeiro no início da noite de segunda-feira (10). A manifestação, que ocorria normalmente no centro da cidade foi reprimida pela Tropa de Choque da PM com spray de pimenta e bombas de efeito moral, em frente ao Tribunal de Justiça.

No trajeto, os manifestantes carregavam uma faixa com os dizeres: “Desculpe o trânsito. Estamos lutando pelos seus direitos”. Segundo informações da Agência Brasil o protesto terminou pouco depois das 19 horas, mas homens da Tropa de Choque ficaram posicionados, até duas horas depois, em todos os cruzamentos ao longo da Avenida Presidente Vargas para evitar novos protestos.

Todos os detidos foram levados para a 5ª Delegacia Policial, na Avenida Mem de Sá. O advogado André Barros, representante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, que estava deixando o fórum na hora da manifestação, foi até a delegacia protestar pela forma violenta como a polícia agiu.

Barros disse que a ação correta da Polícia Militar deveria ser acompanhar o movimento social para proteger as pessoas. Ele explicou que o previsto na Constituição Federal diz “que todos podem reunir-se pacificamente sem armas em locais abertos ao público, independentemente de autorização”.

Dos detidos sete são menores de idade e apenas um deles permanecerá na delegacia, acusado de dano ao patrimônio público. O delegado Antônio Bonfim disse que ele só será liberado mediante pagamento de fiança. (pulsar)

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