11 de nov2016

Software Livre … para rádios mais livres!

por nils

pinguradio_destacNo marco de nossas atividades atuais “Rádios Comunitárias em Tempos Digitais”, um dos temas mais recorrentes é a questão do software livre. Lutar por uma outra comunicação também exige de nós pensarmos sobre infraestrutura em nossas rádios. Hoje, quase todas as rádios comunitárias têm computadoras, que são indispensável para receber noticias, e-mails ou produzir e emitir áudio. Por que, então, não repensamos nossa relação com os monopólios comerciais com a mesma veemência que o fazemos com a grande mídia da radiodifusão? E quais são os caminhos para demonstrar, em nossa prática do dia a dia, que existem alternativas viáveis além da zona de conforto idiotizante da Microsoft e Cia? A iniciativa “Libere a sua rádio” tem produzido diferentes materiais didáticos e informativos para responder a estas perguntas – infelizmente todo em espanhol. Por isso traduzimos e ampliamos uma das suas introduções no mundo do software livre, para que você o entenda melhor, veja como se aplica e que ferramentas concretas existem.

Boa leitura, e, se gostar, comece a liberar também a sua rádio…

 

24 de ago2016

Apropriação Tecnológica no Quilombo do Curiaú

por deniseviola

Sol forte, calor úmido e o canto dos pássaros que rondavam a hortinha medicinal da escola José Bonifácio, no Quilombo do Curiaú, em Macapá, no Amapá, foi o cenário inicial do primeiro encontro do projeto Mídia dos Povos em 2016. O tema: apropriação tecnológica para rádio comunitárias e livres.  Os cerca de vinte inscritos, alguns moradores, outros vindos de outros estados, traziam muita curiosidade a respeito da dinâmica necessária para montar uma rádio na comunidade onde vivem, além da vontade de compartilhar suas próprias vivências.

Para ler mais: http://midiadospovos.amarcbrasil.org/

curiau

31 de ago2015

O livre comércio no Norte ameaça a Livre Comunicação no Sul Global

por nils

ttipDesde o ano 2013, a União Europeia e os Estados Unidos estão negociando um possível Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP). Recentemente, o Parlamento Europeu pronunciou-se a favor do TTIP, mas persistem muitas dúvidas sobre os efeitos reais da abertura de mercados sob o paradigma neoliberal. Quando se fala dos efeitos do acordo para o Sul globalizado, critica-se, sobretudo, que um comércio mais intenso no setor agrário ameace a existência de pequenos produtores. Mas não seria o único problema. Refletindo sobre os efeitos do TTIP no âmbito da comunicação, rapidamente vemos também os riscos para sistemas de comunicação abertos e participativos.

No artigo “Acordos de Livre Comércio do Norte Ameaçam a Livre Comunicação no Sul Global” (ver PDF) se analisam possíveis efeitos do TTIP para o uso do espectro, a digitalização e redes digitais, o fomento estadual da mídia e por último as padrões de se segurança na comunicação. A leitura vale a pena. O texto conclui que “um acompanhamento crítico do TTIP é importante também para qualquer pessoa ou organização no Sul que aspire por mais que uma TV comercial em alta definição.”

PDF Acordos de Livre Comércio do Norte Ameaçam a Livre Comunicação no Sul Global

5 de dez2013

RadCom – aplicativo smartphone para rádios livres e comunitárias

por nils

radcom app radios comunitarias community radio

RadCom – aplicativo iPhone e Android para rádios livres e comunitárias

Acaba de ser lançado um aplicativo para celular que reúne dezenas de rádios comunitárias e livres de todo o mundo. O App foi desenvolvido pelo projeto Rebaixada, que investiga e experimenta o uso de novas tecnologias nas manifestações contra os megaeventos.

É possível escolher emissoras por país, cidade e através de uma busca. Há ainda a opção de navegação por um mapa interativo. Existe também um formulário para a inclusão de outras rádios.

O Rebaixada é um projeto desenvolvido na UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

– Android (Samsung, Motorola, LG, Sony…): https://play.google.com/store/apps/details?id=com.wiziapp.app124861
– iOS (iPhone, iPad, iPod…): https://itunes.apple.com/us/app/radcom-radios/id762239008
– Mapa: http://rebaixada.org/radcom/mapa

Sugerir outras rádios: ​​http://rebaixada.org/radcom/app/radios/

3 de dez2013

Manual de Audacity 2.0.0 – Editar áudio com Software Livre

por nils

Audacity-icon
PDF Manual de Audacity 2.0.0
Um grande desafio para muitas rádios comunitárias é a capacitação de novos integrantes na edição de áudio. Alguns dos problemas enfrentados se relacionam com o software utilizado: ou não podem ser instalados em casa pois necessitam de licença, ou seja, são softwares proprietários; ou não estão disponíveis em português ou até mesmo são difíceis de conseguir para instalação. Todos esses problemas são resolvidos com Audacity.
Audacity é um software utilizado para a gravação e edição de áudio, fácil de usar, distribuído sob a licença GPL, multiplataforma e livre. Também é o editor de áudio mais comum para os sistemas GNU / Linux , mas também está disponível para computadores com Windows ou MAC.
Desde a versão 2.0 tornou-se uma verdadeira alternativa aos programas comerciais. (mais…)

1 de jul2013

Conselho Consultivo do Rádio Digital prevê novos testes de transmissão inclusive para Rádios Comunitárias

por nils

A última sessão do Conselho Consultivo do Rádio Digital (CCRD), realizado o dia 25 de Junho, dedicou-se exclusivamente a debater os parâmetros e o cronograma que guiarão uma série de novos testes. Dar início a novos testes foi considerado necessário pelo Ministério das Comunicações (MiniCom) depois de resultados pouco conclusivos nos primeiros testes. Enquanto o MiniCom afirma que os dois padrões técnicos de rádio digital em debate não podem suprir as expetativas de uma cobertura universal, outros membros do CCRD criticaram a falta de metodologia dos testes e a definição dos parâmetros sem consulta ao conselho. Nas últimas semanas, para evitar novamente tais polêmicas, a Câmara Temática da Análise dos Testes estabeleceu novas premissas que foram apresentadas pelo engenheiro do MiniCom, Flávio Lima.

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1 de jul2013

MiniCom sugere que rádios públicas e comunitárias se tornem provedoras de internet banda larga

por nils

Nesta terça-feira (25), o Departamento da Banda Larga do Ministério das Comunicações (MiniCom) chamou representantes de organizações das telecomunicações e de radiodifusão para propor que rádios comunitárias e públicas possam se tornar provedores de internet. Estiveram presentes a Telebrás, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Associação de Rádios Públicas (Arpub) e a Associação Mundial de Rádios Comunitárias do Brasil (Amarc Brasil).

Como entidades sem fins lucrativos, ambos os serviços de radiodifusão, público e comunitário, poderão dispor de conexões sem fio à Internet sob a licencia Serviço Limitado Privado (SLP).

De acordo com o MiniCom, o licenciamento para os serviços seria simples e rápido e poderia ser feito em qualquer município do pais. Existem áreas, sobretudo rurais, que são classificadas como preferenciais, como Norte e Nordeste do Brasil.

(mais…)

26 de jun2013

MiniCom sugere que rádios públicas e comunitárias se tornem provedoras de internet banda larga

por pulsar brasil

Rádios comunitárias podem contribuir para serviço de banda larga em regiões do Norte e Nordeste (foto:Paulo Pinto)

Nesta terça-feira (25), o Departamento da Banda Larga do Ministério das Comunicações (MiniCom) chamou representantes de organizações das telecomunicações e de radiodifusão  para propor que rádios comunitárias e públicas possam se tornar provedores de internet. Estiveram presentes a Telebrás, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Associação de Rádios Públicas (Arpub) e a Associação Mundial de Rádios Comunitárias do Brasil (Amarc Brasil).

Como entidades sem fins lucrativos, ambos os serviços de radiodifusão, público e comunitário, poderão dispor de conexões sem fio à Internet sob a licencia Serviço Limitado Privado (SLP).

De acordo com o MiniCom, o licenciamento para os serviços seria simples e rápido e poderia ser feito em qualquer município do pais. Existem áreas, sobretudo rurais, que são classificadas como preferenciais, como Norte e Nordeste do Brasil.

A Telebrás explicou que poderão ser solicitadas licenças também em municípios onde já existem oferta do serviço por entidades comerciais. Francisco Zioguer, diretor comercial da Telebrás, acredita que as rádios poderão contribuir com maior alcance do serviço de banda larga se tiverem estrutura técnica e financeira suficiente.

No entanto, o custo da implementação do serviço varia de 4 mil a 16 mil reais, um valor alto para emissoras comunitárias que não têm fins de lucro. Por isso, seria necessário um projeto por parte de algum órgão público que garanta esse passo inicial.

Para Arthur William, representante nacional da Amarc Brasil, a possibilidade de oferecer o serviço em municípios com dificuldade de acesso à internet abre a possibilidade de reconhecimento do papel das rádios comunitárias no Brasil. No entanto, ele destaca que as comunitárias continuam sendo perseguidas dentro da sua principal atuação que é difusão de cultura e informação de suas comunidades.

Arthur também vê nessa proposta a possibilidade de criar alternativas para sustentabilidade das emissoras, já que , por exemplo, são proibidas de fazer publicidade. (pulsar)

Ouça os áudios:

Arthur William, da Amarc Brasil, fala sobre a possibilidade de comunitárias oferecerem serviço de banda larga.

O representante Nacional da Amarc Brasil fala sobre o serviço de banda larga e a sustentabilidade das comunitárias.

Francisco Zioguer, da Telebrás, fala sobre comunitárias e o serviço banda larga.

19 de jun2013

Segunda assembléia sobre Rádio Digital no Rio de Janeiro fecha com propostas e protestos

por nils

A irritação do deputado Paulo Ramos durou pouco. Na Audiência Pública sobre o Rádio Digital ele identificou como militantes do Movimento Sem Terra (MST) a dezena de homens vestidos com camisetas vermelhas. Mas eram na verdade participantes do MNRC, o Movimento Nacional das Rádios Comunitárias, que coloriram a sala 311 na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro na sexta-feira passada. Foi o MNRC que convocou o encontro. E juntos com mais passeiros como a própria AMARC Brasil, a aliança Fale Rio, a Associação das Rádios Publicas (Arpub) e o coletivo Intervozes chegaram bem preparados para dar visibilidade às demandas e perguntas dos meios de comunicação comunitários e públicos.

(mais…)

12 de jun2013

10 perguntas que sempre se quis saber sobre o rádio digital (mas nem sabia que queria saber)

por nils

É importante interrogar-se qual tecnologia apoia uma plena apropriação da rádio como espaço de comunicação plural, participativo e aberto.

Porém a introdução do radio digital não vai poder resolver no âmbito tecnológico os graves problemas da atual legislação e regulamentação da mídia no Brasil.

Para conhecer as 10 perguntas que sempre se quis saber sobre o rádio digital (mas nem sabia que queria saber)clique aqui.

 

10 de maio2013

“Os espaços públicos que existem para discutir o futuro do rádio devem ser melhor aproveitados”

por nils

Uma entrevista com o pesquisador e presidente de DRM Brasil, Rafael Diniz.

No dia 29 de abril aconteceu uma audiência pública a respeito do Rádio Digital e da Radiodifusão Comunitária em Florianópolis – SC. Convocado pelo Movimento Nacional de Rádios Comunitárias (MNRC) o evento contou com a presença de integrantes do Ministério de Comunicações (MiniCom), da Academia e representantes dos dois padrões tecnológicos que concorrem para ser eleito o futuro sistema de rádio digital brasileiro. Além de uma gravação do evento acessível online e da publicação do relatório da audiência, de longe foi difícil captar o debate que aconteceu. No texto não são citados claramente os participantes da audiência e prevalece um tom pessimista sobre a utilidade da digitalização para a radiodifusão comunitária e a democratização da comunicação. O relatório conclui que “da forma como está se processando a digitalização, ela se constitui num meio excludente de participação popular na comunicação, quer pelos altos custos dos equipamentos, quer pelas limitações de irradiação do sinal.”
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