Comitês Populares da Copa denunciam remoções forçadas em Conselho de Direitos Humanos da ONU

Publicado em 05/03/2013 - 10h56 | Atualizado em 05/03/2013 - 13h00

Dentre as denúncias dos impactos dos megaeventos está a ameaça de remoção de 170 mil famílias (foto: Lucas de Souza)

Nesta segunda-feira (4), a Organização das Nações Unidas (ONU) recebeu a Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop), que reúne grupos de todas as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. O grupo foi até Genebra, na Suíça, participar da 22ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU e denunciar remoções forçadas e violações de direitos que estão ocorrendo no Brasil por conta dos megaeventos esportivos.

A representante da Ancop Giselle Tanaka falou depois da apresentação do novo relatório da Relatoria Especial da ONU sobre Direito à Moradia Adequada da urbanista Raquel Rolnik. Giselle apontou para pressões da FIFA e do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre as cidades que receberão os jogos e ressaltou os enormes problemas que as demandas internacionais trazem para as comunidades locais.

Ela destacou que “a realização destes eventos esportivos no Brasil poderia ter criado a possibilidade de viabilizar significativos investimentos sociais e na infraestrutura”. Porém, na opinião dos Comitês Populares, os altos investimentos dispendidos para sediar os megaeventos vêm aprofundando a desigualdade social e as violações de direitos no país.

A falta de políticas públicas para a prevenção de exploração sexual de mulheres e adolescentes; o aumento de restrição ao trabalho informal e do pequeno comércio; a construção de estádios caros e sem utilidade futura; além da ameaça de remoção de aproximadamente 170 mil pessoas foram algumas das denúncias feitas pela Ancop. Um vídeo mostra a declaração da representante durante o evento em Genebra. (pulsar/apublica)

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