Empresa de Eike batista vence licitação do complexo Maracanã; ativistas dizem que foi “carta marcada”

Publicado em 10/05/2013 - 13h40 | Atualizado em 10/05/2013 - 13h56

Ativistas protestam contra processo de licitação do Maracanã no rio (foto:comitêpopulardacopa)

O Consórcio Maracanã SA, formado pela IMX, empresa de Eike Batista, pela Odebrecht e pela norte-americana AEG, confirmou as expectativas e foi eleito pelo governo estadual vencedor da licitação da concessão do complexo esportivo do Maracanã no Rio de Janeiro. Ativistas protestaram em frente ao Palácio contra a privatização do estádio e o processo de licitação.

O anúncio foi feito ontem (9) durante sessão da Comissão Especial de licitação realizada no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro. A concessão à iniciativa privada é de 35 anos.

A participação da empresa IMX,  do conglomerado de Eike,  no consórcio vencedor foi alvo de críticas de ativistas e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que, antes da licitação, ingressou com uma ação na Justiça questionando o fato de empresa ter sido responsável pelo estudo de viabilidade do estádio. No entender dos promotores, isso poderia dar uma vantagem “indevida” ao grupo.

Sob este argumento, o MP chegou a obter uma liminar na Justiça suspendendo a licitação. A liminar, no entanto, foi cassada horas antes do início da disputa, o que possibilitou a abertura dos envelopes de propostas no último dia 11 de abril.

O documento da licitação será encaminhado hoje (10) ao secretário estadual da Casa Civil, Régis Fichtner, coordenador da licitação. Na ata que será enviada a Fichtner, estará incluída a recomendação, feita pelo Instituto do patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para que o novo gestor do Maracanã se comprometa com a manutenção do Maracanãzinho e com a não demolição do prédio do antigo Museu do Índio.

Segundo estimativa do governo, o Maracanã irá render 154 milhões de reais por ano e terá um gasto de 50 milhões de reais. Assim sendo, a previsão é de que os recursos investidos pelo concessionário sejam quitados em 12 anos, o que significa que o gestor do complexo esportivo e seu entorno teria um lucro de 2,5 bilhões de reais durante 23 anos do contrato. (pulsar)

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