Marcha das Vadias ocupa ruas de São Paulo e denuncia agressão contra a mulher

Publicado em 26/05/2013 - 21h35 | Atualizado em 26/05/2013 - 21h55

Marcha das Vadias em São Paulo denuncia agressões (foto: marcelocamargo)

Com o tema Quebre o Silêncio”, a terceira edição da Marcha das Vadias de São Paulo ocupou hoje (25) as ruas do centro da cidade incentivando a denúncia da agressão contra mulheres. A passeata, que partiu da Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, chegou a ocupar cinco quarteirões da Rua Augusta, a caminho da Praça Roosevelt, onde o ato se encerra.

O texto distribuído durante a manifestação explica que a palavra vadia foi apropriada pelo movimento de mulheres para resignificá-lo. A proposta é rechaçar “o ideario disseminado pelo patriarcado que nos ensina que vadia é uma mulher vulgar, promíscua, que não esconde seus desejos sexuais e que isso é algo negativo”, explica o texto. Nesse sentido, rechaçaram a ideia de que a roupa ou o comportamento justifiquem violência contra elas.

Na manifestação também foram distribuídos “cartões de emergência” às mulheres, que podem ser levados na carteira, com telefones de delegacias especializadas em crimes contra a mulher, como da central de atendimento à mulher, o 180. Além de São Paulo, outras treze cidades do país recebem neste final de semana a Marcha das Vadias, dentre elas sete capitais: Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, São Luiz e Aracaju.

A Marcha teve início em 2011, quando um policial disse às estudantes da Universidade de Toronto, no Canadá, que para se proteger de uma onda de violência sexual, as mulheres deveriam não se vestir como vadias. Três mil pessoas tomaram as ruas da cidade em um manifesto denominado SlutWalk, no Brasil conhecido como Marcha das Vadias. (pulsar/brasilatual)

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