Mulheres comunicadoras promovem diálogo sobre violações à liberdade de expressão

Publicado em 26/07/2016 - 16h58 | Atualizado em 26/07/2016 - 17h00

amordoce.com

A violência contra mulheres comunicadoras no Brasil, com especial atenção às radialistas no nordeste brasileiro  foi o tema de dois encontros com mulheres comunicadoras nordestinas, nesse mês de julho. O primeiro na Bahia, município de Valente na região do sisal baiano, nos dias 16 e 17 de julho, e o segundo em Olinda, Pernambuco, nos dias 19 e 20.

Os encontros fazem parte de um Projeto da Organização Não Governamental Artigo 19, em parceria com a Rede de Mulheres da AMARC, e tem como objetivo conhecer os desafios e dificuldades enfrentados por mulheres que trabalham na comunicação radiofônica, mas que, também, atuam em convergência midiática.

A Rede de Mulheres da AMARC há mais de 20 anos está na luta pela defesa da comunicação, da liberdade de expressão e da democratização da comunicação, proporcionando às mulheres o exercício humano à comunicação. Promover e fortalecer a vez e a voz das mulheres na sociedade é a sua missão.

A ONG Artigo 19, com sede em Londres, está no Brasil desde 2007 com a missão de defender e promover o direito à liberdade de expressão e de acesso à informação. Seu nome tem origem no 19º artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU: “Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, este direito implica a liberdade de manter as suas próprias opiniões sem interferência e de procurar, receber e difundir informações e ideias por qualquer meio de expressão independentemente das fronteiras”.

Unindo estas experiências, o Projeto busca entender quais são as violências que as mulheres comunicadoras sofrem e quer promover o diálogo junto com a sociedade para que estas violações sejam denunciadas e combatidas.

Os dados do último relatório anual sobre violações contra comunicadores publicado pela ARTIGO 19 apontam o Nordeste como a região com o maior índice de casos, tendo como radialistas homens os perfis mais frequentes de vítimas.

Neste cenário, é preciso entender onde estão as mulheres, quais são os tipos e quais os graus de violência que sofrem no exercício de sua profissão e o que deve ser feito para enfrentar, denunciar e punir seus agressores.

Todos e todas devem exercer seu pleno direito à opinião, à “livre manifestação do pensamento e à expressão intelectual, artística, cientifica e de comunicação”, como garante o Artigo 5º da Constituição Federal brasileira.

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