Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos responsabiliza governo por tráfico humano em Altamira

Publicado em 18/02/2013 - 14h42 | Atualizado em 18/02/2013 - 15h15

Prostíbulo onde garotas resgatadas pela Polícia estavam confinadas. Foto: (Bruno Carachesti/Diário do Pará)

Em decorrência da denúncia de tráfico humano na Região de Altamira, que veio à tona nos grandes meios de comunicação, no último dia 13 de fevereiro, a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) divulgou uma nota na qual chama o ocorrido de “tragédia anunciada”.

Para a entidade, se trata de mais uma das “mazelas sociais produzidas em conseqüência da Construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte”.

A nota se refere ao caso da menina de 16 anos fugiu de um prostíbulo onde a Polícia civil encontrou 15 mulheres em situação de cárcere privado e regime de escravidão. Para se chegar até  a boate foi preciso atravessar um dos canteiros de obra da hidrelétrica.

A entidade ainda reforçou que desde o anúncio da construção da Usina, organizações e movimentos sociais buscaram alertar a sociedade e os governos sobre os impactos e violações de direitos que poderiam ser ocasionados pelo empreendimento.

Nesse sentido, o Estado Brasileiro, em especial o Governo Federal, é responsabilizado pela Sociedade Paraense de Defesa dos Diretios Humanos pela situação de exploração sexual a  foram submetidas essas pessoas traficadas. A entidade afirma que o governantes sabiam das possíveis consequências  trazidas pelas obras da Usina.

Por fim, a nota afirma que o Judiciário, “ainda pode e deve adotar uma postura corajosa de evitar outros tipos de violação de direitos causados nestes grandes empreendimentos”. (pulsar)

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