1 de nov2016

NA REGIÃO SUL, AGROECOLOGIA SE DESTACA COMO ALTERNATIVA PARA PRODUTORES RURAIS

por deniseviola
Articulação Nacional de Agroecologia (logo: divulgação)

Articulação Nacional de Agroecologia (logo: divulgação)

Nos últimos tempos, a preocupação com a origem do alimento que vai para a mesa dos brasileiros tem aumentado. Os produtos orgânicos são encontrados com mais facilidade nos supermercados e as feiras agroecológicas têm se tornado mais populares nas cidades.

Porém, pouco se sabe sobre os bastidores da produção agroecológica no Brasil. Por isso que a Pulsar Brasil, junto com a Articulação Nacional de Agroecologia, Rede Ecovida de Agroecologia e AS-PTA, lança a série especial de reportagens ‘Caravana Agroecológica’.

A série é composta por 10 reportagens radiofônicas que irão retratar as dificuldades e os benefícios encontrados pelos produtores rurais que optam  por cultivar os seus alimentos a partir de uma perspectiva ecológica de respeito à natureza.

Na primeira reportagem convidamos os nossos ouvintes a viajar para a Região Sul, especificamente pelo Litoral Norte do Rio Grande do Sul e saber como o Sistema Participativo de Conformidade Orgânica, que garante o selo de produto orgânico, tem contribuído para fortalecer a agricultura familiar livre de veneno na região.

As reportagens têm como base os estudos realizados pelo projeto ‘Promovendo a Agroecologia em Rede’, realizado com o apoio da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). (pulsar)

Para ouvir, clique em: http://brasil.agenciapulsar.org/mais/politica/brasil-mais/na-regiao-sul-agroecologia-se-destaca-como-alternativa-para-produtores-rurais/

 

5 de jul2013

Organizações e movimentos do campo levam reivindicações à presidenta Dilma

por Pulsar Brasil

Reforma Agrária é reivindicação central. (imagem: reprod.)

Na tarde desta sexta-feira (5), organizações e movimentos sociais do campo se reunirão com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em Brasília. Na ocasião, entregarão a Carta aos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

O documento denuncia que as desigualdades são cada vez maiores no campo. Segundo o texto, cerca de 8 mil e 300 grandes proprietários concentram 83 milhões de hectares, enquanto 4,3 milhões de famílias agricultoras possuem apenas 70 milhões. Além disso, repudia o agronegócio e informa que, mesmo com poucas terras, a pequena agricultura responde por 70% dos alimentos fornecidos à população brasileira.

As entidades exigem Reforma Agrária e a desapropriação de terras controladas por transnacionais. Pedem pelo imediato banimento dos agrotóxicos já proibidos em outros países do mundo e pela proibição das pulverizações aéreas dos venenos.

Também propõem a retirada do regime de urgência na análise do novo Código de Mineração. Reivindicam, ainda, a urgente demarcação das terras indígenas, quilombolas e dos direitos dos atingidos por barragens, territórios pesqueiros e outros.

O documento afirma que as lutas nas ruas exigem mudanças estruturais. E destaca que reivindicações como as melhorias no transporte, na saúde e educação públicas e a democratização dos meios de comunicação dizem respeito ao campo e a cidade.

Por fim,  as organizações demonstram apoio à convocação de um plebiscito popular sobre Reforma Política. A Carta, que ressalta que as reivindicações das ruas exigem mudanças estruturais no país, é assinada pela Via Campesina, pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), pela Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), dentre outras entidades. (pulsar)

18 de mar2013

Paraíba realiza atividades no dia estadual de combate aos agrotóxicos

por Pulsar Brasil

Consumidores e agricultores são afetados. (imagem: sosriosdobrasil)

O Dia Estadual de Combate aos Agrotóxicos na Paraíba é celebrado amanhã (19). Cerca de 300 assentados da reforma agrária, além de agricultores familiares de todas as regiões do estado, vão participar de atividades em João Pessoa.

O evento será promovido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Visitantes poderão comprar frutas, legumes e hortaliças sem venenos em uma feira que contará com pelo menos 40 estandes.

De acordo com informações do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), as atividades são amparadas pela Lei Estadual 9781, de 2012. A norma institui a data de combate ao uso de agrotóxicos na Paraíba.

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, sendo que cada habitante do país ingere, em média, 5 litros a cada ano. Além das conseqüências aos consumidores, a situação afeta a saúde dos trabalhadores que lidam com os químicos.

Diante disso, as atividades na Paraíba vão apresentar os avanços de outro modelo de agricultura promovido em assentamentos de reforma agrária. Além de produtos saudáveis, haverá uma mostra de experiências desenvolvidas no cultivos com defensivos naturais.

Para a programação, o Incra conta com o apoio de outros órgãos públicos e de universidades. Também participam o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Pólo Sindical da Borborema, a Articulação do Semiárido (ASA), entre outras entidades.(pulsar)

1 de mar2013

Auditoria na Anvisa avaliará processo de liberação de agrotóxicos

por Pulsar Brasil

Agrotóxicos afetam saúde das pessoas e do meio ambiente (imagem: ufrn)

O Tribunal de Contas da União (TCU) fará auditoria na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com objetivo de avaliar os procedimentos para a liberação da comercialização de agrotóxicos no país.

A decisão, anunciada nesta quinta-feira (28), atende o pedido da Comissão de Agricultura do Congresso Nacional, que tomou por base denúncias feitas por um ex-servidor da Anvisa. Pelo menos sete agrotóxicos teriam sido liberados mediante falsificações de assinatura ou desaparecimento de processos em situação irregular.

O texto assinado pelo relator do processo, o ministro Walton Alencar Rodrigues, destaca que “os agrotóxicos liberados sem avaliação toxicológica seriam utilizados para a ferrugem da soja e estariam ligados a interesses do agronegócio brasileiro”.

Entre os dados utilizados pelo relator, estão os do dossiê “Um alerta sobre os impactos dos Agrotóxicos na Saúde”, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O documento chama atenção para a contaminação do ambiente e das pessoas, classificando como severos os impactos dos agrotóxicos à saúde pública. Aponta ainda que o processo produtivo agrícola está cada vez mais dependente de agrotóxicos e fertilizantes.

De acordo com relatório do Observatório da Indústria dos Agrotóxicos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a própria Anvisa, nos últimos dez anos o mercado mundial destes produtos cresceu 93%. Já o mercado brasileiro, aumentou em 190%.

Para localizar riscos, os trabalhos de auditoria na Anvisa mapearão os processos de emissão dos Informes de Avaliação Toxicológica (IAT) dos agrotóxicos, documentos obrigatórios para que estes produtos possam ser vendidos no Brasil. (pulsar)

26 de fev2013

Trabalho infantil na pecuária é generalizado e amplamente ignorado

por Pulsar Brasil

Questão se soma à falta de escolas no campo. (foto: fao)

A agricultura é o setor onde ocorre a maior parte do trabalho infantil a nível mundial,  sendo que pecuária representa 40% da economia agrícola. Essas são constatações da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

O estudo “Trabalho infantil no sector da pecuária: pastoreio e outros tipos”, lançado nesta segunda-feira (25) pelo órgão, afirma que o trabalho infantil no setor pecuário tem recebido menos atenção do que o em outras áreas da agricultura.

O Brasil é citado pelo envolvimento de crianças no abate de animais ao lado do Equador. E é também mencionado por casos de trabalho de crianças na fabricação de produtos do gado, junto da Bolívia e do Paraguai.

O estudo da FAO defende que governos, organizações de agricultores e famílias rurais estejam envolvidos nos esforços  para conter a prática. E aponta que, muitas vezes, a prática reflete as necessidades de sobrevivência no campo.

A diretora adjunta da Divisão do Gênero, Equidade e Trabalho Rural da FAO, Eva Crowley, relacionou a situação à educação no campo. Disse que em “muitas zonas rurais não existem escolas ou elas são de baixa qualidade”. Estas, por exemplo, “não têm uma perspetiva que não valorize a agricultura”.

De acordo com informações do site da FAO, “durante séculos, as comunidades pastoris têm envolvido seus filhos no cuidado do gado da família”, uma forma de transferir conhecimentos. Dessa maneira, a entidade recomenda que se trabalhe para sensibilizar sobre tarefas apropriadas às idades das crianças e aceitáveis a elas, em oposição às que violam os direitos humanos. (pulsar)

Áudio – Eva Crowley, da FAO, relaciona educação e trabalho infantil no campo. (rádio onu)

5 de fev2013

Movimentos do campo se mobilizam contra transgênicos no México

por Pulsar Brasil

Milho modificado pode contaminar espécies tradicionais. (arte: reprod)

A União Nacional de Organizações Rurais Campesinas Autônomas (Unorca) se manteve em protesto, durante 10 dias, contra os transgênicos no México. Camponeses procedentes de 22 estados foram até a capital do país.

Os manifestantes realizaram um acampamento de resistência em frente ao monumento Ángel de la Independencia, no centro da Cidade do México. Eles alertaram sobre os perigos de semear sementes geneticamente modificadas e exigiram do governo mexicano uma postura responsável.

Os movimentos camponeses denunciam que o milho transgênico coloca em risco o milho tradicional, sendo um perigo à soberania alimentar no México. Além disso, lembram que estudos demonstram que o consumo dos produtos modificados geneticamente pode trazer danos à saúde.

O protesto contou com o apoio da Associação Nacional de Empresas Comerciais, da Via Campesina Internacional, entre outras organizações e movimentos sociais. Essa mobilização  lançou um alerta aos mexicanos, uma vez que a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Semarnat) já permitiu que a Monsanto  realize semeio piloto de milhos transgênicos no país.

A estimativa é a de que mais  1 milhão de hectares sejam reservados para este fim no México, afetando principalmente os estados de Sinaloa e de Tamaulipas. Os manifestantes acreditam que a questão dos transgênicos volte a ser debatida no país nestas primeiras semanas de fevereiro. Por isso, decidiram montar o acampamento para informar sobre os impactos destes produtos e pressionar o presidente mexicano Enrique Peña Nieto.

Versão em espanhol. (pulsar)

17 de dez2012

Mapa interativo mostra localização de feiras orgânicas no país

por Pulsar Brasil

Mapa visa fortalecer agricultura sem venenos.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) lançou um mapa na internet com dias e horários de funcionamento de 140 feiras orgânicas em diversos estados do país.

Informações sobre novos locais de venda podem ser incluídas. Após checagem, os dados serão acrescentados ao mapa interativo. O objetivo é estimular as famílias brasileiras a adotarem uma alimentação mais saudável.

Um levantamento do Idec com cerca de 500 internautas apontou que 23% deles optariam por orgânicos se houvesse mais feiras especializadas.Além disso, 70% consumiriam mais desses alimentos caso fossem mais baratos.

Em entrevista à Agência Brasil, o pesquisador do Idec João Paulo Amaral disse que a ferramenta “vai ajudar a fortalecer as economias locais na medida em que as vendas são feitas pelos produtores”.

Amaral enfatizou que os preços dos orgânicos nas feiras, por possibilitarem uma comercialização direta, costumam ser menores do que nos supermercados. Essa diferença, segundo o pesquisador, pode chegar a 400%.

Organizações e movimentos sociais destacam que os alimentos orgânicos são saudáveis para os consumidores, mas também para para os produtores, já que estes deixam de aplicar agrotóxicos. Destacam ainda que este modelo de agricultura é alternativo ao agronegócio.

Em agosto, o país conquistou a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. Entidades sociedade civil avaliaram que o texto poderia ter avançado mais, pois deixou questões fundamentais como a reforma agrária de fora. Como desdobramento da Política, uma comissão foi formada em novembro para elaborar o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. (pulsar)

Foto: Agência Brasil.