8 de mar2013

No Dia Internacional da Mulher, ativistas denunciam violação de direitos e reforço do machismo

por pulsar brasil

No Dia Internacional da Mulher, ativistas reforçam histórico de luta e denunciam violações de direitos (imagem: relampiar)

Neste 8 de março, a comemoração do Dia Internacional da Mulher está sendo marcada por intensas manifestações no campo e na cidade em todo Brasil. As atividades visam destacar a luta histórica das mulheres pela igualdade de gênero.

Desde 4 de março, camponesas realizam a Jornada de Luta das Mulheres da Via Campesina. No dia 5, cerca de 700 mulheres Sem Terra acamparam em Brasília em defesa da Reforma Agrária e da soberania alimentar. A jornada reúne ações articuladas pelas mulheres dos movimentos que compõe a Via Campesina, o Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) e o Levante Popular da Juventude.

Este ano o tema é “Por vida e soberania alimentar, basta de violência contra a mulher”. A proposta é chamar a atenção para as diversas formas de violência contra as mulheres como: a violação dos direitos humanos; ausência de políticas para produção de alimentos saudáveis; e a ausência de políticas de moradia para o campo e para a cidade.

Ações organizadas pelas mulheres também tomam conta das cidades. Hoje (8) uma manifestação na Avenida Tronco, em Porto Alegre, denunciou a violência provocada pelas remoções e despejos forçados de famílias devido as obras da Copa do Mundo.

Segundo o Comitê Popular da Copa, mil e 500 famílias no leito da Avenida Tronco estão sendo diretamente atingidas pela obra que promete o alargamento de 5,3 km da avenida. As moradoras, muitas vezes chefes de família, e protagonistas do cuidado com a moradia, são as mais atingidas pelos impactos.

Há ainda em Porto Alegre, outra atividade de denúncia contra a campanha para o dia das mulheres, elaborada pela prefeitura municipal. Segundo ativistas, o material reforça o esteriótipo machista a respeito das mulheres.

Em entrevista  à Rádio MEC, a jornalista e integrante da Rede de Mulheres da Amarc Brasil Rose Castilhos explica que a campanha surpreendeu apresentando frases com conteúdos que colocam as mulheres como pessoas preocupadas apenas com futilidades. Em contraponto, feministas vão realizar caminhadas distribuindo panfletos com as suas principais reivindicações. (pulsar)

Áudios:

Rose Castilhos, da Rede de Mulheres da Amarc, denuncia a Campanha machista realizada pela prefeitura municipal de Porto Alegre.