8 de mar2017

Na Bahia, encontro fortalece a comunicação comunitária na região sisaleira

por deniseviola
Encontro de comunicadores em Conceição de Coité

Encontro de comunicadores em Conceição de Coité

Por Piter Junior, da Rádio Coité FM

Com a presença de comunicadores e representantes de rádios comunitárias e comerciais da região sisaleira do estado da Bahia, ocorreu na quarta-feira (07/08) o primeiro Encontro de Radiocomunicadores do Sisal.

A atividade foi realizada no centro de formação Mansão da Paz, localizado no bairro da Mansão em Conceição do Coité. O evento foi promovido pela Artigo19, ONG internacional que atua na promoção e defesa da liberdade de expressão e a AMARC/BR – Associação de Mundial de Rádios Comunitárias. O encontro contou com o importante suporte dos integrantes da rádio Comunitária Coité Livre FM, entidade filiada à AMARC, que luta pela sua outorga há 17 anos junto ao Ministério das Comunicações.

N primeira atividade do evento cada comunicador fez um relato de como ocorre o processo de comunicação comunitária em suas localidades, expressando suas conquistas e dificuldades de atuação nesse universo tão desafiador que é a comunicação cidadã.

Kleber Silva, da rádio Valente FM, mediou o bate-papo com a proposta de rearticular o movimento da comunicação comunitária em toda região do sisal e Bacia do Jacuípe.

Na sequência, as integrantes do Artigo 19, Camila Marques, Raissa Maia e Mariana Rielli,

Participantes do encontro reunidos.

Participantes do encontro reunidos.

ministraram a oficina “Como se proteger nas ações de fiscalização e Judiciais?”. Na oportunidade foi contada a história fictícia de uma rádio que não possuía outorga e que lutava por sua liberação porém, enfrentava forte repressão do estado, história baseada em fatos reais (Coité FM).

Após um delicioso lanche foi a vez de Lígia Apel, conselheira da AMARC, apresentar o resultado da pesquisa: “Compreendendo a violência contra a mulheres radiocomunicadora no nordeste”. Tema bastante sugestivo para o momento, em virtude do 8 de Março. A explanação rendeu um rico debate sobre o tema.

O encontro foi concluído por volta das 23h horas, quando os participantes saborearam um jantar e conferiram as apresentações de Samba de Roda com o grupo Reizado de Cabaceiras e a Orquestra Santo Antonio, liderada pelo maestro Josevaldo NIM. Como tudo no Nordeste acaba em forró, a noite fechou com o ‘arrasta pé’ da banda Forró di Gravata.

10 de abr2013

MST realiza marcha e ocupação na Bahia por Reforma Agrária e justiça

por pulsar brasil

Marcha pela Reforma Agrária segue rumo à Salvador (foto: reprod.)

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Bahia iniciou na segunda-feira (8) a Marcha Estadual de luta pela Reforma Agrária. A marcha, que conta com cerca de cinco mil Sem Terra de nove regiões do estado, começou no município de Camaçari, ontem a tarde, e segue em direção a Salvador. Os Sem Terra pretendem chegar na capital baiana na próxima quinta-feira (11).

De acordo com informações do site do MST,  o nome de “Marcha Estadual Fábio Santos Silva”, é uma homenagem ao dirigente do MST assassinado com 15 tiros por pistoleiros no último dia 2 de abril, em Iguaí, região sudoeste da Bahia.

Na saída de Camaçari, os trabalhadores rurais marcharam à praça central da cidade e dialogaram com a sociedade questões referentes à criminalização da luta dos movimentos sociais, denunciaram a seca no semi-árido baiano e a paralisação da Reforma Agrária.

Márcio Matos, da direção estadual do MST ressaltou que atualmente existem 25 mil famílias vivendo debaixo da lona, nas beiras das estradas por todo o estado. Os trabalhadores rurais também denunciam a existência de várias áreas improdutivas e devolutas na Bahia. No entanto, nada é feito para que sejam destinadas à Reforma Agrária.

A mobilização faz parte da Jornada de lutas do MST, realizada todos os anos no mês de abril, quando é lembrada a morte de 21 trabalhadores rurais no Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido no Pará, em 17 de abril de 1996.

No contexto da Jornada de Lutas, 70 integrantes do MST ocupam desde sábado (6) uma área da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) em Barra do Choça, no sul da Bahia. O Movimento exige uma reunião com o governo federal e a empresa pelo uso da área ocupada para fins de Reforma Agrária. (pulsar)

6 de mar2013

Comunidade Quilombo Rio dos Macacos ocupa sede da Advocacia Geral da União na Bahia

por pulsar brasil

quilombolas protestam em frente a sede da AGU, em Salvador (foto:NúcleoNegraZeferina)

Cerca de 400 manifestantes ocupam na manhã de hoje (6) a sede da Advocacia Geral da União (AGU) em Salvador e exigem a imediata suspensão do processo judicial aberto pela Marinha de Guerra do Brasil, que determina a expulsão da comunidade remanescente de quilombo Rio dos Macacos do seu território tradicional.

Os manifestantes exigem ainda que a AGU defenda os interesses da comunidade quilombola situada na região de Simões Filho, próximo a Salvador, conforme determina a Constituição Federal. Também informa que manterá a ocupação até que suas reivindicações sejam atendidas pelo órgão.

A Comunidade resiste no seu território desde 1900, tal como afirma o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) do INCRA. A Fundação Cultural Palmares ressaltou que mais que afirmação do Relatório, vale “o que está na memória viva da população quilombola que compreende seu território como espaço de vida, produção, cultura, religiosidade e luta”.

O conflito se arrasta desde a década de 70, quando foi criada a Base Naval de Aratu no território. De acordo com a comunidade quilombola, a Marinha do Brasil se instalou na região praticando todo tipo de violência contra mulheres, idosos, crianças e toda a comunidade. Hoje querem expulsá-los do local.

De acordo com o artigo 68 da Constituição Federal, as comunidades quilombolas tem direito aos territórios ocupados. Diante disso, a comunidade exige que a AGU aja junto ao Poder Judiciário, para que as Ações de Despejo sejam suspensas, até que o Governo Federal regularize o Território do Quilombo. (pulsar)

20 de dez2012

Quilombo baiano Rio dos Macacos sofre novo ataque armado

por pulsar brasil

Apenas um quilombo foi titulado em 2012.

Atiradores dispararam contra moradores do Quilombo Rio dos Macacos, localizado em Simões Filho, próximo à capital baiana Salvador. O ataque ocorreu na noite de terça-feira (18), não deixando feridos.

Os tiros foram na direção de pessoas que estavam próximas à residência de Seu Antônio Alexandria, ex-morador que faleceu de infarto em julho após ser ameaçado, junto com sua família, por integrantes da Marinha do Brasil.

A área do Quilombo Rio dos Macacos é disputada na Justiça pelos militares. O território tradicional foi doado ainda na década de 60 pela prefeitura de Salvador à Marinha. Atualmente, as cerca de 70 famílias quilombolas se encontram ameaçadas de despejo.

Para Rosemeire dos Santos, uma das lideranças do quilombo, o interesse pela terra não é só da Marinha, mas também dos governos da Bahia e federal. Na hora do ataque, ela se trancou em casa com a filha. Já o pai e os irmãos de Rosemeire se jogaram no mato para se proteger dos disparos. Por conta da escuridão, já que a comunidade não tem acesso à luz elétrica, nenhuma testemunha conseguiu dar pistas sobre os autores do ataque.

A exemplo do ano passado, apenas uma terra quilombola foi titulada pelo governo de Dilma Rousseff em 2012. De acordo com a Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP), somente 6% das 3 mil comunidades quilombolas já identificadas no Brasil têm suas terras tituladas. (pulsar/brasildefato)