27 de jun2013

Comitê Metropolitano do Xingu denuncia abuso policial nos protestos e ameaça por parte de militar

por pulsar brasil

Protesto exige tarifa zero em Belém (foto: J.R.Avelar)

Em uma nota pública divulgada hoje (27), o Comitê Metropolitano Xingu Vivo (CMXV) se manifestou contra “a postura das forças de segurança do Estado na repressão às manifestações populares em Belém, no Pará”. Também denunciaram ameaças de morte por parte de um oficial militar ligado ao prefeito da capital paraense.

De acordo com o Comitê, o governador do Estado do Pará, Simão Jatene (PSDB), e o Secretário de Segurança Pública do estado, Luiz Fernando Rocha, enviarem policiais sem identificação de nome e patente para acompanhar as manifestações.  Dessa forma, os manifestantes têm dificuldades para denunciar aqueles que são truculentos e exercem abuso de autoridade.

Um documento oficial da Sociedade Paraense de Direitos Humanos (SDDH), encaminhado ao Ministério Público (MP), denuncia que os policiais sem identificações ameaçaram nesta quarta-feira (26)  “quebrar” quem fosse para as ruas exigir melhorias para a cidade e o país.

Outra denúncia grave é sobre a ameaça feita por um oficial militar Wolfgang Endemann, ex-assessor do gabinete do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB). De acordo com a nota do Comitê, em meio a onda de protestos, o militar teria usado perfis nas redes sociais para ameaçar de morte ativistas que saíram às ruas para se manifestar.

Em uma de suas postagens. o militar escreveu que estaria filmando manifestantes comunistas para “caçá-los” depois. Também escreveu que desejava a morte dos petistas e comunistas. O Comitê exigiu que ele seja responsabilizado judicialmente pelas autoridades do Ministério Público e do Judiciário pelo seu discurso de ódio.

O Comitê Metropolitano Xingu Vivo também declarou publicamente seu apoio e participação nas manifestações e anunciou sua pauta “em defesa dos povos indígenas, das florestas, de seus rios e contra os grandes projetos de hidrelétricas, hidrovias, mineração, agronegócio e monocultivos na Amazônia”. (pulsar)