3 de abr2013

Acusados de assassinar casal de extrativistas vão a julgamento em Marabá

por pulsar brasil

Três acusados de terem participado do assassinato do casal de trabalhadores rurais José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva vão a júri popular nesta quarta-feira (3), no Fórum de Marabá no Pará.

De acordo com a Agência Brasil, a expectativa da Justiça Estadual é que o julgamento de José Rodrigues Moreira, Lindonjonson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento seja concluído em dois dias. O policiamento no local deve ser reforçado, devido à grande repercussão do caso e à expectativa de que muitas pessoas queiram acompanhar o julgamento. Movimentos sociais preparam uma série de manifestações.

José Cláudio e Maria foram assassinados a tiros em maio de 2011, em um assentamento em Nova Ipixuna, no sudeste do Pará. Os dois trabalhavam com etxração de castanhas há 20 anos e denunciavam a extração ilegal de madeira na região em que viviam. Parentes afirmam que recebiam constantes ameaças de morte.

Dois meses após o crime, o Ministério Público do Pará denunciou por homicídio duplamente qualificado José Rodrigues Moreira. Ele diz ser o dono das terras onde o assentamento Ipixuna foi montado e é apontado como mandante do crime. A promotora responsável pela denúncia, Amanda Lobato, também acusou o irmão de Moreira, Lindonjonson Silva Rocha, e Alberto Lopes do Nascimento, de executarem o duplo assassinato.

No assentamento, familiares de José Cláudio e Maria vivem momentos de apreensão e tensão. A principal razão é que a família dos acusados continua ocupando as terras que estavam em disputa, dentro do assentamento. A irmã de Maria, Laisa Santos Sampaio tem recebido ameaças de morte desde o assassinato. Com a proximidade do julgamento, ela diz que a situação ficou ainda mais tensa e afirma temer o que pode acontecer depois do julgamento.

A irmã de José Claudio, Claudelice, denunciou a passividade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que, segundo ela, “sabia de tudo” mas ” não fez nada”. A região onde se encontra a reserva é palco contínuo de conflitos entre pequenos agricultores e madeireiros e fazendeiros pela disputa por terras e preservação da Amazônia. (pulsar)

12 de mar2013

Possíveis restos mortais de trabalhadores rurais aguardam exame de DNA há dois anos

por pulsar brasil

Local é palco de conflitos agrários, diz MST. (socioambiental)

Gilberto Ribeiro Lima e Vanderlei Ferreira Meireles foram assassinados em uma fazenda da Reserva Biológica do Gurupi, no Maranhão, em 2008. Ossadas econtradas há dois anos, no entanto, ainda aguardam o exame de DNA para serem liberadas do Instituo Médico Legal (IML) da cidade Imperatriz.

Desde que foram localizadas, em fevereiro de 2011, o Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascarán solicita que a Justiça autorize o recurso financeiro para a verificação genética.

Sem isso, as famílias ainda não puderam realizar os sepultamentos. As informações são do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). O movimento destaca que as investigações apontam que os trabalhadores foram mortos quando cobravam recebimentos de diárias.

Um levou um tiro e outro recebeu um golpe de enxada, ambos na cabeça. Até o momento, sete pessoas foram presas por terem envolvimento com o crime.

Há um ano, a comarca de Maracaçumé expediu ofício ao IML solicitando a realização do exame de DNA. No mês passado, o Ministério Público Estadual (MPE) também se manifestou pela imediata realização da comprovação genética das ossadas.

O MST ressalta que a Reserva Biológica (Rebio) do Gurupi, onde os dois trabalhadores foram assassinados, é palco de grilagens de terras, conflitos agrários e desmatamento, sendo a região no Maranhão com maior incidência de trabalho escravo. (pulsar)