21 de fev2013

Para comunicadores, posicionamento de Yoani Sánchez pode ser usado contra regulação da mídia

por pulsar brasil

A blogueira cubana Yoani despertou o interesse da mídia comercial (foto: ABr)

Para comunicadores que defendem a democratização da mídia, o posicionamento da blogueira cubana Yoani Sánchez pode ser utilizado, pela mídia comercial, contra a regulação da comunicação no Brasil. Yoani chegou ao país na última segunda-feira (18) para participar de uma exibição do documentário Conexão Cuba – Honduras, de Dado Galvão, no qual é uma das entrevistadas.

Ela ficou mundialmente conhecida por suas críticas ao governo cubano feitas em seu blog Geração Y. Para o jornalista e coordenador do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, o grande interesse da mídia comercial por Yoani se justifica pela postura “anti-Cuba” da imprensa corporativa brasileira.

Outro interesse sobre a cubana, segundo o jornalista, está na questão da regulação da comunicação, debate bem atual no Brasil. De acordo com Altamiro, ao se colocar como defensora da “liberdade de expressão”, Yoani ganha simpatia imediata dos oligopólios de comunicação, que refutam qualquer tipo de regulação”.

Já para o coordenador do Coletivo Intervozes Pedro Ekman o principal problema é o fato de a mídia brasileira se utilizar do exemplo do modelo de comunicação de Cuba para atacar qualquer iniciativa que vise à regulação da mídia. Ekman reconhece que a mídia cubana peca pela falta de pluralidade.

Para ele, o Brasil seria uma oportunidade para Yoani mostrar se está realmente interessada em defender o direito à comunicação. Segundo Ekman, para isso ela teria que ter a responsabilidade de criticar a forte concentração dos meios de comunicação no Brasil.

A vinda da blogueira de 37 anos foi possibilitada pela reforma migratória promovida por Raúl Castro em janeiro deste ano, que flexibilizou o controle dos deslocamentos de cubanos ao exterior. Além do Brasil, o “tour” de Yoani terá mais 11 países. Na lista estão México, Estados Unidos, Argentina, Canadá, Peru, Espanha, Itália, Alemanha, República Tcheca, Países Baixos e Suíça. (pulsar/brasildefato)

19 de fev2013

Chávez volta à Venezuela após dois meses de tratamento em Cuba

por pulsar brasil

Chávez posa com suas filhas após Cirurgia em Cuba (foto: Miraflores Presidential Press Office)

O presidente venezuelano Hugo Chávez anunciou nesta segunda-feira (18) que desembarcou em Caracas, mais de dois meses após uma cirurgia em Havana para combater um câncer. Para o Ministro da Comunicação e Informação da Venezuela, Ernesto Villegas, o retorno do presidente Chávez ao seu país, significa a derrota das “vozes agourentas” que desconfiavam de informações do governo sobre a saúde do presidente.

O ministro Villegas informou que a agenda principal do presidente Chávez, em Caracas, é sua recuperação. Villegas também negou suposições de que o retorno de Hugo Chávez na Venezuela seriam devido a uma possível deterioração da sua saúde.

O presidente venezuelano ficou hospitalizado por mais de 60 dias na cidade de Havana, Cuba, depois de enfrentar uma delicada operação cirúrgica contra o câncer. Chávez foi reeleito em 7 de outubro de 2012 para um terceiro mandato de seis anos. Devido ao tratamento, recebeu antes da data da posse, marcada para 10 de janeiro, autorização da Assembleia Nacional para permanecer quanto tempo fosse necessário em Cuba.

O Tribunal Superior de Justiça (TSJ) venezuelano corroborou a decisão dos deputados. Se optar por seguir à frente da Presidência, como até agora tem feito, o vice-presidente Nicolás Maduro é quem continuará liderando o governo, assumindo funções que podem ser delegadas por Chávez. Se decidir renunciar para continuar com o tratamento médico, novas eleições devem ser convocadas num prazo de 30 dias. (pulsar/operamundi)