2 de out2016

ELEIÇÕES 2016: OS PROBLEMAS DA REFORMA ELEITORAL

por deniseviola

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As eleições municipais ocorrem no próximo domingo (2) em todo o país. O processo eleitoral ainda gera muitas dúvidas na população. Com o intuito de informar o público, a Pulsar Brasil realiza entre quinta (29) e esta sexta-feira (30) notas especiais sobre as eleições.

A Pulsar conversou com o advogado eleitoral Renato Ribeiro de Almeida. Nestes dois áudios que seguem o tema é a reforma eleitoral sancionada em 2015.

O advogado acredita que a reforma trouxe mais problemas do que soluções, principalmente no que se refere ao tempo reduzido de 90 para 45 dias de campanha e de candidaturas.

No primeiro áudio Renato fala sobre a desvantagem para os candidatos novos com o pouco tempo de campanha, que passam a ter muito mais dificuldade de se fazerem conhecer pela população.

Já no segundo áudio, a questão é o pouco tempo para julgamento das candidaturas. O advogado lembra que às vésperas das eleições ainda existem que não foram avaliadas pela Justiça. (pulsar)

Para ouvir os áudio, entre no link http://brasil.agenciapulsar.org/mais/politica/brasil-mais/eleicoes-2016-os-problemas-da-reforma-eleitoral/

 

2 de out2016

ELEIÇÕES 2016: VOTO DE LEGENDA E SISTEMA ELEITORAL PROPORCIONAL

por deniseviola

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As eleições municipais ocorrem no próximo domingo (2) em todo o país. O processo eleitoral ainda gera muitas dúvidas na população. Com o intuito de informar o público, a Pulsar Brasil realiza entre  quinta (29) e sexta-feira (30) notas especiais sobre as eleições.

A Pulsar conversou com o advogado eleitoral Renato Ribeiro de Almeida. Nestes dois áudios  os temas são a mudança no voto de legenda e o sistema eleitoral proporcional.

O advogado explica a questão da quantidade miníma dos 10 por cento no quociente eleitoral, que é  o total de votos necessários para se conseguir uma cadeira e das ‘sobras’ do voto de legenda que podem beneficiar outro partido que não foi o votado pelo eleitor.

No segundo áudio, Almeida fala sobre o sistema eleitoral proporcional. Ele explica como um candidato que obteve mais votos pode ajudar outros do mesmo partido.

Ouça o especial ‘Pulsar Brasil nas Eleições’ e saiba mais sobre o processo eleitoral brasileiro. (pulsar)

30 de set2016

ELEIÇÕES: VOTO NULO E VOTO BRANCO

por deniseviola

As eleições municipais ocorrem no próximo domingo (2) em todo o país. O processo eleitoral ainda gera muitas dúvidas na população. Com o intuito de informar o público, a Pulsar Brasil realiza entre esta quinta (29) e sexta-feira (30) notas especiais sobre as eleições.

A Pulsar conversou com o advogado eleitoral Renato Ribeiro de Almeida. Nestes dois áudios iniciais os temas são voto nulo e voto branco.

No segundo áudio, o advogado ainda esclarece sobre um ponto que é motivo de discussão entre os eleitores: a anulação da eleição pelo voto nulo.

Ouça o especial ‘Pulsar Brasil nas Eleições’ e saiba mais sobre o processo eleitoral brasileiro. (pulsar)

9 de ago2016

Igualdade de gênero e raça nas eleições municipais 2016 – o que a mídia tem a ver com isso?

por deniseviola
Foto: Luciana Araújo

Foto: Luciana Araújo

Não foi à toa que a diretora do Instituto Patrícia Galvão abriu o Seminário Nacional Desafios para a Igualdade de Gênero e Raça nas Eleições Municipais 2016 com a frase “A questão das mulheres na política não é uma questão das mulheres – é uma questão do país, do compromisso com a democracia. ”
De acordo com pesquisa do IBOPE/Instituto Patrícia Galvão (2013), 8 em cada dez pessoas entrevistadas consideram que as mulheres, sendo hoje mais da metade da população, deveriam ter acesso à metade dos cargos legislativos – Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal.
Adriana Mota, consultora do IBAM (Instituto Brasileiro de Administração Municipal) lembra que 2016 representa o centenário da luta pelo voto feminino no Brasil. Seguindo a projeção do pequeno aumento de mulheres eleitas no âmbito municipal, o país vai levar 150 anos para alcançar a paridade entre homens e mulheres.
A Cartilha Mais Mulheres na Política chama a atenção para o pequeno avanço da participação feminina: em média, de 1% de 1992 a 2012. Esta baixa representação está na contramão do protagonismo feminino, já que o chamado “sexo frágil” corresponde à 42% da população economicamente ativa, tem, em média, mais de 11 anos de estudo, ou seja, um nível de escolaridade maior do que o dos homens, e tem maior expectativa de vida.
O Brasil está atrás de países como Iraque e Afeganistão, ocupado o triste 121º lugar no ranking de igualdade entre homens e mulheres na política, segundo dados da IPU (Inter-Parlamentary Union).
Para trocar informações e refletir sobre o desafio da busca da igualdade, representantes de partidos políticos, especialistas, pesquisadoras e pesquisadores e jornalistas – mais de 60 pessoas, na maioria, mulheres- vindas de várias partes do país, estiveram reunidas em São Paulo, no dia 8 de agosto, no seminário promovido pelo Instituto Patrícia Galvão – Mídia e Direitos, com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres.
O pesquisador Luis Felipe Miguel, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília, associa o acesso das mulheres à política à forma como nossa sociedade divide os papéis sociais entre masculino e feminino. Ele afirma que nas cidades menores, onde as mulheres são mais eleitas, o trabalho e a campanha política ocupam menor volume de horas, tornando menos inviável a competição e o exercício da representação política – seja na prefeitura, seja na Câmara Municipal.
Para a socióloga e especialista em pesquisas de opinião Fátima Jordão, a sociedade está mais à frente do que os partidos políticos. “A sociedade é contemporânea, o partido não é.” E ela vai além ao afirmar que muitas vezes, os maiores obstáculos para as candidaturas femininas não são seus adversários, e sim, seus próprios partidos.
E onde entra o papel da mídia neste contexto de desigualdade? Onde estão as notícias sobre os equipamentos municipais, como creches, escolas em tempo integral, postos de saúde, utilizados majoritariamente por mulheres? Onde é possível se informar e refletir sobre as questões de gênero?
Para muito além dos números divulgados nas pesquisas eleitorais, rádios, TVs, jornais, revistas, blogs ou sites, sobretudo as rádios comunitárias pela proximidade com seu público, podem fazer a diferença no processo eleitoral, fornecendo informações e provocando reflexões que possibilitem que eleitoras e eleitores façam de fato suas escolhas.

22 de abr2013

Após eleições, Paraguai deve voltar a integrar o Mercosul e à Unasul

por pulsar brasil

Paraguaios escolheram ainda deputados, senadores, governadores, entre outros. (foto: reprod.)

O presidente do Uruguai, José Pepe Mujica,  e a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, afirmaram que desejam a volta do Paraguai ao Mercosul e à Unasul. As declarações foram dadas após a realização das eleições deste domingo (21) que resultaram na vitória de Horacio Cartes, do Partido Colorado.

Os dirigentes afirmaram que o Paraguai demonstrou ter respeitado as instituições democráticas durante o pleito. O país foi suspenso dos blocos após o polêmico processo de impeachment do então presidente Fernando Lugo, em junho 2012. As informações são do Opera Mundi.

O colorado Horacio Cartes foi eleito com cerca de 46% dos votos e substituiu o liberal Federico Franco, que assumiu o poder após o julgamento político expresso de Lugo, que denunciou ter sofrido um golpe. Efraín Alegre, do Partido Liberal, ficou em segundo lugar com 37% das preferências.

A disputa foi polarizada entre esses que são os dois maiores partidos do país. Líderes chegaram a sinalizar possível união para aumentar as chances nas eleições. Nas vésperas, porém, alegaram que divergências ideológicas impediram aliança.

O ex-presidente Fernando Lugo seguiu apoiando a Frente Guasu, que teve como candidato o médico Aníbal Carrillo. Já López Perito, seu antigo chefe de gabinete, defendeu a coalizão Avança País, do ex-apresentador de televisão Mario Ferreiro.

Com a vitória, o Partido Colorado volta ao Palácio de López. Até 2008, quando Lugo assumiu a presidência, os colorados somavam mais de seis décadas seguidas à frente do Paraguai, incluindo os 35 anos da ditadura de Alfredo Stroessner.

Horacio Cartes entrou para o Partido Colorado em 2009. Para ser candidato, convenceu o grupo a alterar o estatuto interno. Até então, o representante no pleito precisava ter pelo menos dez anos de filiação. O novo presidente paraguaio é um milionário do setor tabagista, proprietário de mais de 20 empresas e presidente do clube de futebol Libertad. (pulsar)

Em espanhol.

 

15 de abr2013

Maduro aceita recontagem de votos solicitada por opositor nas eleições venezuelanas

por pulsar brasil

Maduro vence com 50,66% dos votos. (foto: revistaovies)

Nicolás Maduro, herdeiro político de Hugo Chávez, saiu como vencedor das eleições presidenciais na Venezuela realizadas neste domingo (14). A diferença entre ele e o candidato de direita Henrique Capriles foi de menos de 300 mil votos. O candidato derrotado pediu recontagem de votos.

Maduro recebeu 50,66% da preferência dos eleitores. Capriles, que ficou com 49,07% dos votos, anunciou não reconhecer os resultados.

Em declaração em frente Palácio de Miraflores, sede da Presidência da Venezuela, Maduro afirmou que houve um “triunfo eleitoral justo, legal, constitucional e popular”. E disse que está preparado para uma auditoria para que que não se tenha dúvida sobre os resultados.

O presidente da União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore), Roberto Rosario, ressaltou a qualidade do processo eleitoral venezuelano. Ele reiterou a transparência, eficácia e segurança do pleito, de acordo com informações do site da TeleSur.

Roberto Rosario felicitou a população da Venezuela por ir para ir às urnas de forma massiva. Na opinião dele, o fato demonstra um compromisso com a democracia. Agregou ainda que a alta participação se traduz na valorização do desempenho do Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Para atestar a idoneidade do processo de escolha de um novo presidente venezuelano após a morte de Hugo Chávez, que morreu no último dia 5 de março vítima de câncer, mais de 170 observadores internacionais acompanharam as eleições. Entre eles, representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), do Mercosul e da União Africana. (pulsar)

 

18 de fev2013

Rafael Correa é reeleito no Equador com 56,7% dos votos

por pulsar brasil

Rafael Correa foi reeleito com 56, 7% dos votos (foto: agenciapulsar)

O presidente do Equador, Rafael Correa, foi reeleito com metade das urnas apuradas, com 56,7% dos votos válidos. Esse número foi semelhante ao que previam algumas pesquisas de opinião. De acordo com as leis equatorianas, foi descartada a realização de segundo turno.

O candidato do partido Alianza País definiu o resultado como “uma linda vitória popular”.  Reeleito, Rafael Correa aproveitou a ocasião para dedicar o início de seu novo e último mandato aos policiais e militares assassinados durante a tentativa de golpe de Estado que sofreu em 30 de setembro de 2010. O presidente ressaltou que estes “morreram defendendo o presidente e a democracia”. Rafael Correa acredita que sua vitória esmagadora consolida de uma vez por todas seu projeto para o Equador.  Segundo ele, agora há  “um movimento organizado, com grande capacidade de mobilização”.

O apoio que Rafael Correa recebeu da população na jornada eleitoral de domingo foi ainda maior do que a votação que conseguira nas eleições de 2009, quando foi reeleito pela primeira vez já segundo as normas estabelecidas pela nova Constituição. Na ocasião, o presidente contou com 51% dos votos válidos. O que também lhe deu a vitória no primeiro turno.

Em seu discurso, Correa reconheceu que seu governo pode “ter cometido muitos erros”, no entanto, conseguiu o principal pois, segundo ele, no Equador, “já não mandam as oligarquias, os banqueiros, os meios de comunicação, o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou os países hegemônicos”.

Após a reeleição, o governo Rafael Correa promete colocar em pauta a votação de um novo regulatório da mídia no pais. O Projeto de Lei Orgânica da Comunicação no Equador, assim como a Lei dos Meios na Argentina, buscará redistribuir o espectro radioelétrico e financiar meios públicos e comunitários.  (pulsar/brasilatual)