12 de jul2013

Centrais sindicais e movimentos sociais podem chamar novos protestos para agosto

por pulsar brasil

Atos chegaram a todos os estados e ao Distrito Federal. (foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ ABr).

Para as oito centrais sindicais e os movimentos sociais que organizaram a Jornada Nacional de Lutas e Paralisações, a mobilização desta quinta-feira (11) preparou o terreno para novas manifestações. Caso não ocorra avanços nas negociações com o governo, as entidades devem promover novos protestos em agosto.

As pautas trabalhistas ganharam mais peso e chegaram a todas as regiões brasileiras, reunindo inúmeras categorias como bancários, professores,  metalúrgicos, entre tantas. Os manifestantes pediram mais investimentos em saúde, transporte e educação pública. Reivindicaram também o fim dos leilões do petróleo e a realização da Reforma Agrária.

Para Marcelo Durão, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), “as pautas dos trabalhadores estiveram concretamente nas ruas”. A Jornada chega na esteira das manifestações que eclodiram pelo país. Mas, no mês passado, os protestos ganharam proporção nacional sendo organizados principalmente via redes sociais.

O início de tudo, lembra Durão, foi o repúdio ao aumento das passagens de ônibus e “não excluía lutas de interesse dos trabalhadores”.  Sobre ontem, o militante avalia que houve uma “unidade na diversidade”, já que os atos foram chamados por entidades de diferentes campos políticos. Além de cartazes e faixas com reivindicações, bandeiras partidárias foram balançadas.

Pelo menos 50 trechos de rodovias foram parcial ou totalmente bloqueados. Foram realizados protestos em todas as capitais e em centenas de municípios do interior. Participaram, ainda, outros movimentos sociais: grupos que lutam por moradia, contra o racismo, a homofobia, feministas, críticos à realização dos megaeventos esportivos  e organizações da juventude.  A luta pela democratização da mídia esteve presente. Atos em frente à Rede Globo, símbolo da concentração dos meios, ocorreram em São Paulo, Bahia e Minas Gerais. (pulsar)

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Marcelo Durão, do MST, fala sobre a Jornada durante ato unificado realizado no Rio de Janeiro.

11 de jul2013

Trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias realizam atos por todo o Brasil

por pulsar brasil

Campo e cidade nas lutas por direitos. (foto: CUT)

Centrais sindicais e movimentos sociais do campo vão às ruas para a Jornada Nacional de Lutas e Paralisações nesta quinta-feira (11). Fechamento de estradas, greves e outras mobilizações são realizadas em todos os estados e na capital do país.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Brasília, para exigir o assentamento de 150 mil famílias acampadas no país. Cerca de 15 mil pessoas participam de manifestação em Campo Grande, na capital do Mato Grosso do Sul. Em Goiânia, 40 sindicatos integram os protestos.

No Amazonas, 60% da frota de ônibus está parada na capital Manaus. Por lá, o Movimento Passe Livre (MPL), movimentos feministas e negro também  participam dos atos. Em Belém do Pará, grande parte das agências bancárias não funciona.

Em Pernambuco, os protestos se concentraram no complexo industrial portuário de Suape. Na Bahia, a principal rodovia entre capital Salvador e o interior foi bloqueada. Operários da construção civil, servidores públicos e funcionários de indústrias de castanhas aderiram à greve no Ceará.

Em São Paulo, cerca de 600 motoboys fizeram um protesto na capital. Também há atividades de metalúrgicos no ABC paulista. No Rio de Janeiro, 150 caminhões dos Correios não saíram para entregas.  Uma passeata unificada será realizada pela tarde na capital fluminense. Em Minas Gerais, os metroviários pararam 100% das atividades em Belo Horizonte.

No Paraná, manifestantes liberaram a passagem de veículos em 21 praças de pedágios. No Rio Grande do Sul, passeatas devem seguir até a Câmara dos Vereadores da capital gaúcha, onde desde ontem jovens realizam uma ocupação.

São pautas da Jornada de Lutas: o fim da terceirização; a redução da jornada de trabalho; mais verbas para Educação e Saúde; transporte público de qualidade; valorização das aposentadorias; Reforma Agrária; democratização da mídia; suspensão dos leilões do petróleo; dentre outras. (pulsar)

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Agenda Nacional – Jornada Nacional de Lutas e Paralisações chega a todas as regiões brasileiras.

Com informações da Brasil Atual,  MST e Conlutas.

15 de abr2013

Julgamento de acusado por massacre de Felisburgo tem nova data marcada

por pulsar brasil

Local do Massacre de Felisburgo: Acampamento Terra Prometida (Foto: Divulgação)

Quase nove anos depois, o acusado de ser o mandante do massacre de Felisburgo, Adriano Chafik, terá seu primeiro júri. O julgamento, inicialmente previsto para janeiro deste ano, foi finalmente marcado para o dia 15 de maio, em Belo Horizonte.

Em novembro de 2004, jagunços armados invadiram o acampamento Terra Prometida, em Felisburgo, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, e mataram cinco trabalhadores. Outros vinte ficaram gravemente feridos, além disso, barracos e plantações foram queimados.

Sílvio Netto, da Direção Estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), disse ao Portal Minas Livre que o motivo do adiamento de quase cinco meses se deve a transferência do caso da comarca de Jequitinhonha. O MST defendia que o julgamento fosse em Belo Horizonte, e não na comarca do caso para evitar pressões políticas pela absolvição.

Além de Chafik, também será julgado seu primo Calixto Luedy, acusado de ser responsável pela contratação dos pistoleiros, por alojá-los na cidade após o crime e de armar um esquema de fuga. Os pistoleiros serão julgados em Jequitinhonha, isoladamente. O MST pretende organizar um acampamento por Justiça para Felisburgo durante o julgamento, que deve durar ao menos três dias.

No dia 17 de abril, data de outro massacre, o de Eldorado dos Carajás, e dia internacional da luta pela terra, será realizada uma plenária da campanha por Justiça em Felisburgo. A partir de hoje (15) serão realizadas diversas manifestações em todo país em memória ao massacre. (pulsar)

6 de mar2013

Mulheres camponesas organizam acampamento pela Reforma Agrária

por pulsar brasil

Mulheres se mobilizam no acampamento em Brasília (foto: mst)

Nesta quarta-feira (6), o Acampamento Nacional Sem Terra, batizado na assembleia realizada ontem (5) de acampamento Hugo Chávez, soma-se à Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília (DF). Com o tema “Em defesa da cidadania, do desenvolvimento e da valorização do trabalho”, a marcha também reivindica a reforma agrária e a soberania alimentar no Brasil.

Os acampados decidiram batizar o acampamento nacional por Hugo Chávez, em homenagem ao presidente venezuelano que faleceu vítima de um câncer

Desde a manhã de terça-feira (5), cerca de 700 mulheres camponesas montaram o acampamento Sem Terra em Brasília, próximo ao prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

A Jornada tem como objetivo principal pressionar o governo federal para realização da Reforma Agrária com o assentamento 150 mil famílias acampadas no país. A atividade faz parte da Jornada de Lutas das Mulheres da Via Campesina, que ocorre anualmente no mês de março. A pretensão é concluir esta semana com pelo menos 2 mil pessoas no acampamento.

Rosana Fernandes, da coordenação nacional do MST, explica que a alternativa ao modelo de agronegócio defendida pela Jornada é o modelo de agricultura baseado na produção agroecológica e na defesa da soberania alimentar. A prática agroecológica une conhecimentos científicos a saberes populares e tradicionais.

Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), atualmente 30% dos alimentos consumidos pelos brasileiros são impróprios para o consumo somente por conta da contaminação por agrotóxicos,

De acordo com informações do site do MST, o acampamento não será apenas um espaço de pressão e reivindicação ao governo. As camponesas também defendem que o diálogo sobre a produção de alimentos saudáveis seja estendido a toda a sociedade. (pulsar)