26 de maio2013

Marcha das Vadias ocupa ruas de São Paulo e denuncia agressão contra a mulher

por pulsar brasil

Marcha das Vadias em São Paulo denuncia agressões (foto: marcelocamargo)

Com o tema Quebre o Silêncio”, a terceira edição da Marcha das Vadias de São Paulo ocupou hoje (25) as ruas do centro da cidade incentivando a denúncia da agressão contra mulheres. A passeata, que partiu da Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, chegou a ocupar cinco quarteirões da Rua Augusta, a caminho da Praça Roosevelt, onde o ato se encerra.

O texto distribuído durante a manifestação explica que a palavra vadia foi apropriada pelo movimento de mulheres para resignificá-lo. A proposta é rechaçar “o ideario disseminado pelo patriarcado que nos ensina que vadia é uma mulher vulgar, promíscua, que não esconde seus desejos sexuais e que isso é algo negativo”, explica o texto. Nesse sentido, rechaçaram a ideia de que a roupa ou o comportamento justifiquem violência contra elas.

Na manifestação também foram distribuídos “cartões de emergência” às mulheres, que podem ser levados na carteira, com telefones de delegacias especializadas em crimes contra a mulher, como da central de atendimento à mulher, o 180. Além de São Paulo, outras treze cidades do país recebem neste final de semana a Marcha das Vadias, dentre elas sete capitais: Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, São Luiz e Aracaju.

A Marcha teve início em 2011, quando um policial disse às estudantes da Universidade de Toronto, no Canadá, que para se proteger de uma onda de violência sexual, as mulheres deveriam não se vestir como vadias. Três mil pessoas tomaram as ruas da cidade em um manifesto denominado SlutWalk, no Brasil conhecido como Marcha das Vadias. (pulsar/brasilatual)

13 de mar2013

Governo federal lança programa de combate à violência contra mulheres

por pulsar brasil

Programa visa integrar serviços públicos para combate à violência de gênero. (imagem: cfess)

O Programa Mulher: Viver sem Violência foi lançado nesta quarta-feira (13) pelo governo federal. Durante a apresentação, a ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, explicou que o objetivo será integrar ações de atendimento às mulheres.

Ela afirmou que hoje a “vítima de violência de gênero acessa os serviços públicos por meio de delegacias, hospitais e do Ligue 180”. No entanto, avalia que “a busca por direitos pode levar muito tempo e até mesmo custar a vida da mulher”.

A ministra anunciou a construção de centros chamados de Casa da Mulher Brasileira nas capitais de todos os 26 estados no país e no Distrito Federal. Nos próximos dois anos, o governo deverá investir 265 milhões de reais no combate à violência patriarcal.

A iniciativa visa promover um atendimento humanizado às agredidas, segundo Eleonora. Ela defendeu que o serviço psicossocial especializado é essencial, já que “acontece em um momento de grande sofrimento e humilhação da mulher”.

A ministra disse que as políticas de gênero são importantes para resgatar as mulheres como “sujeito de direitos”. Contra as “algemas da dependência econômica”, ressaltou que o Programa prevê políticas para geração de renda e voltadas para os filhos e filhas das mulheres vítimas de violência.

Eleonora anunciou que serão promovidas campanhas educativas “para mudar mentalidades”. E garantiu o aprimoramento de sistemas de coleta de materiais de crianças, adolescentes e mulheres que sofrem violência sexual.

Dados da Central de Atendimento à Mulher apontam que, ao longo do ano passado, a cada hora dez mulheres sofreram maus tratos. Em 89% dos registros, o agressor foi o atual companheiro, ex-marido ou ex-namorado. (pulsar)

21 de fev2013

Marcha em Brasília encerra 1º Encontro Nacional de Mulheres Camponesas

por pulsar brasil

Participaram camponesas de 22 estados. (foto: marcelo casal/abr)

Uma marcha e um ato político em frente a Praça dos Três Poderes concluíram hoje (21) as atividades do 1º Encontro Nacional do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) do Brasil. Nos últimos três dias, cerca de 3 mil mulheres de 22 estados do país se reuniram em Brasília.

A carta divulgada durante o encerramento do evento aponta que a violência contra as mulheres é “resultado do sistema capitalista, da cultura patriarcal e machista que perpassa todas as dimensões da sociedade”.

Diante dessa realidade, o movimento assumiu o compromisso de continuar construindo relações de igualdade entre os seres humanos e a natureza, com a produção de alimentos diversificados e saudáveis, cultivados sem o uso de agrotóxicos.

Durante o Encontro, uma exposição de sementes tradicionais, plantas medicinais, artesanatos e alimentos deu visibilidade à importância do trabalho das mulheres no campo. Foi significativa ainda a socialização cultural e artística por meio de poemas, músicas, teatros e danças que animaram a programação.

Adelia Schmitz, do MMC de Santa Catarina, explica que que organização em movimentos sociais proporciona mudanças reais na vida das mulheres. Inclusive, um dos desafios apontados no Encontro foi o de fortalecer e ampliar os espaços de reflexão e conscientização da condição feminina na sociedade.

As camponesas criticam o agronegócio e a exploração dos recursos naturais em vista do lucro e da concentração de renda. Em contraponto, defenderam uma agricultura camponesa feminista e agroecológica. Nos debates, também ganharam destaque temas como: direitos reprodutivos; saúde; divisão social e sexual do trabalho; superação das desigualdades de gênero, raça, gerações e etnia; dentre outros. (pulsar)

Áudio: Adelia Schmitz, do MMC de Santa Catarina, fala sobre a importância da organização popular e feminista.

20 de fev2013

Encontro nacional de camponesas diz basta à violência contra mulheres

por pulsar brasil

Cerca de 3 mil mulheres se reúnem em Brasília (foto: eduardo sá)

Com o tema “Na Sociedade que a Gente Quer, Basta de Violência contra a Mulher!”, cerca de três mil mulheres camponesas, de 22 estados do Brasil, fizeram na tarde de segunda-feira (18) a abertura do 1º Encontro Nacional do Movimento das Mulheres Camponesas (MMC) em Brasília (DF).

De acordo com a reportagem da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA),  mulheres sujas de barro representaram a importância da terra para a vida camponesa na mística de abertura. Outras carregavam bandejas com frutas e legumes, em referência à alimentação saudável, que é também bandeira do movimento.

Por meio de músicas, o movimento expôs algumas de suas pautas aos participantes:  igualdade de gêneros; combate à violência contra as mulheres; valorização do trabalho feminino na produção de alimentos; soberania alimentar e combate aos transgênicos e agrotóxicos; defesa da agroecologia; reforma agrária, entre outros.

De acordo com a coordenadora do MMC Justina Cima a expectativa é que as mulheres levem para seus estados as lutas a serem travadas localmente. O evento conta com a participação de diversos movimentos sociais, inclusive de outros países, sindicatos, parlamentares, representantes de órgãos do governo e setores da pesquisa, dentre outros segmentos.

Dilma Rousseff participou do encontro nesta terça-feira (19).A presidenta ressaltou que “uma sociedade mais desenvolvida exige o respeito e a igualdade entre homens e mulheres”, sendo que “essa igualdade deve ser a regra e não a exceção”. O evento promovido pelo Movimento do Mulheres Camponesas(MMC) acontece até esta quinta-feira (21), quando será realizada uma marcha à Praça dos Três Poderes.(pulsar)

14 de fev2013

Camponesas se reunem pra discutir soberania alimentar e violência contra mulheres

por pulsar brasil

Movimento de Mulheres Camponesas organiza encontro que reunirá cerca de 3 mil mulheres (foto: divulgação)

Com o tema “Na Sociedade que a Gente Quer, Basta de Violência contra a Mulher!”, cerca de três mil mulheres camponesas, de vinte e dois estados do Brasil, estão sendo esperadas para os dias 18 a 21 de fevereiro, no Parque da Cidade em Brasília.

Segundo a dirigente da região Sul do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Noeli Taborda o objetivo deste encontro será dar “visibilidade ao papel importante que a mulher exerce na produção de alimentos, celebrando conquistas e planejando o futuro”.

Durante os dias do encontro, as mulheres discutirão temas como a produção de alimentos saudáveis, o combate a violência contra as mulheres e o feminismo. Segundo a dirigente do Movimento da região Amazônica, Tânia Chantel a importância do encontro se situa no fato de “reunir mulheres do campo de todo o Brasil para discutir e dialogar sobre temas como o projeto de agricultura camponesa que defendem.

Tânia também aponta para o tema da violência que atinge muitas mulheres do campo, “mas que não é visibilizada pela sociedade, pelas autoridades e pela mídia”. O encontro também pretende ser propositivo no sentido de fomentar a criação de políticas públicas.

O MMC possui como missão a libertação das mulheres trabalhadoras de qualquer opressão e discriminação. O Movimento tem a preocupação com a soberania alimentar, entendida como a produção de alimentos saudáveis e diversificados para o consumo de toda população brasileira, e não apenas de suas famílias. (pulsar)

15 de jan2013

Ministra reconhece desafios para implementação da Lei Maria da Penha em todo país

por pulsar brasil

Graffiti em homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha, que deu nome à lei que coíbe a violência contra mulher (imagem: Anarkia)

A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, afirmou que até o final do governo da presidenta Dilma Rousseff espera implantar a Lei Maria da Penha em todo o país. Ela reconheceu as dificuldades na implantação da Lei e disse  também ser necessária uma mudança de mentalidade na sociedade.

Para ativistas, a lei por si só não basta. A militante feminista Neila Batista defende a criação de outros aparatos. Ela afirmou em entrevista ao Brasil de Fato que a rede de apoio é muito falha. Neila se refere à falta de equipamentos como Casas de Abrigo e delegacias especializadas.

A ministra Eleonara reconhece a necessidade de fortalecer a rede de atendimento às mulheres.  Segundo ela, “são apenas cinco casas-abrigo na cidade de São Paulo”. No entanto, “o mínimo necessário seria uma para cada subdistrito de prefeitura”.

As dificuldades na implantação da lei, de acordo com Eleonara, também envolvem a melhor qualificação dos profissionais que vão atender às ocorrências de violência contra a mulher e uma mudança de mentalidade da sociedade. Para ela, essa mudança já está ocorrendo, e se nota, por exemplo,  no fato da sociedade ter aceitado uma punição maior para agressores e estupradores.

Outro desafio que o governo federal pretende enfrentar, segundo a ministra, é fazer com que os equipamentos de saúde voltados para as mulheres estejam abertos todos os dia, durante 24 horas.

A ministra fez a declaração sobre a Lei Maria da Penha na última segunda-feira (14), ao participar de um evento promovido pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de São Paulo que propôs um primeiro diálogo da nova gestão com os movimentos sociais.  (pulsar)

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