17 de jun2013

Violência policial marca manifestação no Maracanã

por pulsar brasil

Protesto no Maracanã denuncia aumento do custo de vida devido à mega eventos (foto: Estefan Radovicz)

A manifestação realizada na tarde deste domingo (16) em torno do Maracanã, no Rio de Janeiro foi fortemente reprimida pela Polícia Militar. Na tentativa de dispersar um grupo que se refugiou na Quinta da Boa Vista, policiais dispararam bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta em direção ao parque, atingindo famílias que foram ao local em busca de diversão.

Os manifestantes  aproveitaram o início da partida entre México e Itália, pela Copa das Confederações da FIFA, para protestar contra o custo de vida nas cidades que sediarão a Copa do Mundo de 2014. Também exigem mais recursos para saúde e educação.

O primeiro confronto envolveu aproximadamente 600 pessoas e policiais militares, que usaram spray de pimenta para dispersar a multidão. Este grupo foi contido na passarela que liga o estádio à estação do metrô. O clima ficou tenso no local e os manifestantes seguiram para a Quinta da Boa Vista.

A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (ANCOP) e Resistência Urbana, Frente Nacional de Movimentos também programou para toda essa semana uma série de ações e atos em diversas cidades do país com o questionamento “Copa Pra Quem?”. A proposta é denunciar as violações de direitos humanos que estão ocorrendo por conta da realização dos megaeventos esportivos e dos megaprojetos.

Mais manifestações também estão marcadas para hoje (17) e nos próximos dias em todo o país. Acompanhe a lista de cidades em todo mundo no site: www.melhorquebacon.com (pulsar)

 

7 de jun2013

Protesto contra aumento da passagem é reprimido por Polícia Militar em São Paulo

por pulsar brasil

Manifestantes protestam contra aumento da passaegm em SP (foto: rba)

A Polícia Militar reprimiu duramente o protesto contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo, realizado no final da tarde desta quinta-feira (6). Os policiais usaram gás lacrimogênio e balas de borracha contra os manifestantes que fechavam a avenida 23 de maio com uma barricada de pneus em chama.

Também fecharam as duas pistas da venida paulista. De acordo com o Movimento Passe Livre (MPL), que organizou a manifestação, a ação da PM resultou em vários manifestantes feridos.

A mobilização teve início em frente ao Teatro Municipal de São Paulo, no centro da capital paulista. Os manifestantes fizeram um protesto na porta da Prefeitura, no Viaduto do Chá, gritando palavras de ordem contra o aumento da passagem que passou três reais para três e vinte, no início desse mês.

Por volta das oito horas da noite a mobilização se concentrou na avenida Paulista e onde os manifestantes foram reprimidos. Segundo o Movimento Passe Livre (MPL), cerca de 4 mil pessoas participam da mobilização. No entanto, a PM afirma que são cerca de 2 mil.

Este foi o primeiro grande ato contra o aumento das tarifas realizado pelo MPL neste ano. Outros protestos menores foram realizados desde o anúncio do reajuste e, segundo o movimento, mais mobilizações ocorrerão nos próximos dias.

Para esta sexta-feira (07), foi convocado um protesto às cinco horas no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da cidade. Além da revogação do aumento da passagem o Movimento Passe Livre reivindica o direito real ao uso coletivo do transporte público. (pulsar)

4 de fev2013

Protesto em São Paulo pede acesso de doulas às salas de parto

por pulsar brasil

Manifestação reuniu milhares em São Paulo pelo direito à doulas em partos

Uma manifestação reuniu neste domingo (3) cerca de mil gestantes, mães e doulas na Avenida Paulista. A marcha promovida pelo Movimento de Humanização do Parto pediu a liberação da presença das doulas às salas de parto das maternidades. Estas são acompanhantes treinadas para oferecer às gestantes suporte físico e psicológico.

A ideia é que as doulas não precisem ocupar a única vaga de acompanhante, normalmente preenchida pelo pai do bebê. O protesto percorreu a Avenida Paulista em direção ao Hospital Santa Joana, onde foi entregue uma carta com as reivindicações e um abaixo-assinado com mais de 5 mil assinaturas.

Segundo o movimento, o Grupo Santa Joana, responsável pelo Hospital e Maternidade Santa Joana e a Maternidade Pro Matre Paulista, fez um recadastramento de doulas para a participação em partos normais. No entanto, exigiu que elas tenham formação de enfermeira, psicóloga, terapeuta ou fisioterapeuta.

De acordo com Ana Cristina Duarte, uma das organizadoras do movimento, para ser doula a mulher precisa apenas de um curso de capacitação. Para ela, a presença da doula é importante, pois colabora para a diminuição do número de cesáreas, dos procedimentos invasivos, além de trazer segurança à futura mãe.

Thielly Soengas, 28 anos, conta que, após uma primeira gestação traumática,  por recomendações médica teve o segundo filho amparada por uma doula. Ela afirma que se sentiu muito acolhida e sem medo. Hoje, ela também é doula voluntária e ajuda outras mães.

Na capital paulista, 300 mulheres atuam como doulas, sendo que 100 delas fazem o trabalho voluntariamente. De acordo com Ana Lúcia Keunecke, advogada do movimento, o Santa Joana e o Pro Matre Paulista são as maternidades com maior índice de cesarianas do município.

O Grupo Santa Joana informou, por meio de nota, que as doulas credenciadas poderão participar dos partos normais feitos na Unidade para Parto Normal. As doulas que não tiverem realizado o cadastro poderão ter acesso ao local como acompanhante, conforme opção da paciente. Nesse caso é permitido apenas um acompanhante por gestante. (pulsar/brasilatual)