1 de nov2016

NA REGIÃO SUL, AGROECOLOGIA SE DESTACA COMO ALTERNATIVA PARA PRODUTORES RURAIS

por deniseviola
Articulação Nacional de Agroecologia (logo: divulgação)

Articulação Nacional de Agroecologia (logo: divulgação)

Nos últimos tempos, a preocupação com a origem do alimento que vai para a mesa dos brasileiros tem aumentado. Os produtos orgânicos são encontrados com mais facilidade nos supermercados e as feiras agroecológicas têm se tornado mais populares nas cidades.

Porém, pouco se sabe sobre os bastidores da produção agroecológica no Brasil. Por isso que a Pulsar Brasil, junto com a Articulação Nacional de Agroecologia, Rede Ecovida de Agroecologia e AS-PTA, lança a série especial de reportagens ‘Caravana Agroecológica’.

A série é composta por 10 reportagens radiofônicas que irão retratar as dificuldades e os benefícios encontrados pelos produtores rurais que optam  por cultivar os seus alimentos a partir de uma perspectiva ecológica de respeito à natureza.

Na primeira reportagem convidamos os nossos ouvintes a viajar para a Região Sul, especificamente pelo Litoral Norte do Rio Grande do Sul e saber como o Sistema Participativo de Conformidade Orgânica, que garante o selo de produto orgânico, tem contribuído para fortalecer a agricultura familiar livre de veneno na região.

As reportagens têm como base os estudos realizados pelo projeto ‘Promovendo a Agroecologia em Rede’, realizado com o apoio da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). (pulsar)

Para ouvir, clique em: http://brasil.agenciapulsar.org/mais/politica/brasil-mais/na-regiao-sul-agroecologia-se-destaca-como-alternativa-para-produtores-rurais/

 

31 de jan2013

Tragédia em Santa Maria mobiliza legisladores; estudantes pedem por mais espaços públicos de lazer

por pulsar brasil

Manifestação em frente a boate em Santa Maria reuniu centenas de pessoas (foto: taxiemmovimento)

Após tragédia ocorrida na madrugada de domingo (27) na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, o Congresso Nacional mobilizou uma comissão de parlamentares para estudar a legislação federal sobre as normas nestes estabelecimentos. Estudantes exigem mais investimentos em espaços públicos abertos e gratuitos.

Na retomada das atividades na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na próxima sexta-feira (1º), deputados gaúchos devem protocolar pedido de audiência pública para discutir com especialistas e órgãos públicos uma reforma na legislação estadual.

No caso da comissão instituída nesta terça-feira (29) pelo presidente da Câmara Federal, Marco Maia (PT-RS), sete deputados federais irão acompanhar as investigações sobre as causas do incêndio que causou, até o momento, a morte de 235 pessoas. Eles também deverão discutir a possibilidade de uma lei nacional para regulamentar as normas de segurança e de licenciamento para casas noturnas.

Estudantes de Santa Maria também se manifestaram a respeito da tragédia. Em uma carta pública, a gestão Vozes Em Movimento do Diretório Acadêmico de Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) apontou para necessidade da cidade oferecer mais espaços públicos de cultura e lazer, principalmente para a juventude.

De acordo com a nota,  nos últimos anos, diversos espaços gratuitos destinados aos usufruto dos jovens foram fechados ou interditados e condenados, sem esforço do setor público para viabilizar estes locais. Dessa forma, segundo os estudantes, “ o acesso ao direito do lazer e da diversão tem ficado a mercê do mercado e sua desordem natural ocasionada pela lógica da lucratividade”.

Dentre outros pontos, a carta dos estudantes registra descontentamento com “ o tratamento sensacionalista que a grande mídia tem dado a essa tragédia”. De acordo com os universitários, os meios de comunicação, em geral, têm usado a dor de inúmeras famílias e milhares de amigos como “ uma potente fábrica de lucros no mercado da informação”.  (pulsar/sul21)

28 de jan2013

Poder público mobiliza doações de sangue e estoque de pele após incêndio em Santa Maria

por pulsar brasil

Bombeiros trabalham diante da única saída da boate. (foto: deivid dutra/razão)

O governo federal acionou bancos de pele de todo o país e dos vizinhos Uruguai, Argentina e Peru para possíveis enxertos em vítimas no incêndio da Boate Kiss, na cidade gaúcha Santa Maria. Já o governo do Rio Grande do Sul chama a população a fazer doações de sangue.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cerca de 20% das vítimas internadas sofreram grandes queimaduras. Segundo informações da Agência Brasil, 121 pessoas envolvidas no episódio recebem tratamento em hospitais de quatro cidades do estado.

A maioria das vítimas é de estudantes universitários. O estoque de sangue foi suficiente para atender até o momento os pacientes, mas a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul pede o apoio da população para a reposição do material nos hemocentros.

Além do poder público, a sociedade civil também se mobiliza. Mais de 90 profissionais da área de saúde mental estão envolvidos no atendimento aos familiares das vítimas. Para manter o fluxo constante de equipe, o Conselho Regional de Psicologia está organizando o cadastro de psicólogos voluntários para trabalhar em Santa Maria. Na rede social Facebook, a página “Somos Santa Maria” presta solidariedade e organiza vagas para acomodação de parentes das vítimas.

O incêndio na Boate Kiss ocorreu na madrugada deste domingo (27), deixando pelo menos 231 mortos. Depoimentos de sobreviventes apontam que o fogo começou quando um dos integrantes da banda que se apresentava soltou um sinalizador e faíscas atingiram o teto. O Corpo de Bombeiros informou que o alvará do estabelecimento estava vencido desde agosto do ano passado.

Com mais de 260 mil habitantes, Santa Maria é a quinta maior cidade gaúcha e está a 285 quilômetros de Porto Alegre. Dilma Rousseff decretou luto oficial de três dias no país após o episódio. A presidenta retornou do Chile, onde  participaria da 1ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e União Europeia (UE),  e seguiu para o Rio Grande do Sul acompanhada de ministros.

Ouça aqui a declaração de Dilma logo que soube do incêndio em Santa Maria. (pulsar)

 

23 de jan2013

Ibama autua contrabando de agrotóxicos no Rio Grande do Sul

por pulsar brasil

Venenos apreendidos foram adquiridos no Uruguai. (fonte: ibama)

Em ação de fiscalização realizada nesta terça-feira (22), agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) autuaram, em rodovia do Rio Grande do Sul, um motorista que transportava um carregamento de agrotóxicos contrabandeados.

De acordo com informações do Ibama, foram apreendidos 100 litros do produto Linurex 500 Flow e 60 quilos do herbicida Goltix 70. Os venenos, procedentes de Israel, foram adquiridos em Rio Branco, cidade localizada no Uruguai, e entraram irregularmente no Brasil.

Os agrotóxicos eram transportados em carro de passeio fiscalizado em posto da Polícia Rodoviária Federal, que comunicou o fato ao Ibama. O motorista, localizado na altura da cidade gaúcha de Eldorado do Sul, recebeu uma multa de 30 mil reais por adquirir, transportar e comercializar produto perigoso em desacordo com a lei.

Cléber Folgado, coordenador da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, lembra que desde 2008, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. As quantidades despejadas nas lavouras equivalem a cerca de 5,2 litros de veneno por habitante ao ano.

No entanto, em artigo de título “A luta constante contra os agrotóxicos”, Folgado afirma que o Brasil representa apenas 5% da área agrícola entre os 20 maiores países produtores do mundo. Ou seja, a produtividade brasileira não justifica a posição de “liderança” no ranking de uso de venenos.

Folgado, que integra a Via Campesina, também lembra que a grande quantidade de agrotóxicos utilizada no país é resultado das plantações do agronegócio. Segundo dados do ultimo Censo Agropecuário, 30% das pequenas propriedades declararam usar agrotóxicos, enquanto que 70% das grandes propriedades agrícolas adotam a prática. (pulsar)

11 de jan2013

Brasil é denunciado à OEA por más condições de presídio em Porto Alegre

por pulsar brasil

Presídio é tido como pior do país (foto: prisional)

Entidades de Direitos Humanos denunciaram a “grave situação” do Presídio Central de Porto Alegre, na capital do Rio Grande do Sul, à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (Cidh), da Organização dos Estados Americanos (OEA). Dentre os problemas enfrentados pelo presídio estão a superlotação da população carcerária e precariedade das instalações.

A denúncia foi apresentada por oito entidades que compõem o Fórum da Questão Penitenciária. Os denunciantes querem que a OEA pressione a União para intervir no estado visando à correção dos problemas.

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário, da Câmara dos Deputados, já havia classificado a unidade prisional como a pior do país. Procuradas pela Agência Brasil, as assessorias do governo gaúcho e da Secretaria Estadual de Segurança Pública ainda não se manifestaram sobre o assunto.

Segundo a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), uma das entidades que integram o Fórum da Questão Penitenciária, o presídio de Porto Alegre, construído em 1959, tem capacidade para mil 984 presos, mas abriga atualmente 4 mil e 86.

Entre as 20 medidas cautelares propostas pelas entidades está o pedido de separação dos presos provisórios daqueles já condenados. Além da superlotação, as entidades apontam a precariedade das estruturas, a falta de saneamento e a “perversa relação de comprometimento entre os detentos do presídio”, classificado como um “reprodutor de criminalidade”. (pulsar)