2 de jul2013

Caminhoneiros mantêm protestos nas estradas e esperam negociação com governo

por pulsar brasil

Caminhões com faixas de protesto na Bahia. Foto: Luís Eduardo Magalhães/ MUBC.

Os protestos dos caminhoneiros, com adesão de trabalhadores, empresas e cooperativas de transporte, estão programados para ocorrer até quinta-feira (4). Hoje (2) a categoria realiza bloqueios em estradas da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

Representantes do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) e da Associação Brasileira dos Caminhoneiros foram a Brasília e aguardam negociação com o governo federal.

As manifestações chegaram a 22 rodovias federais nesta segunda-feira (1º). Porém, o Ministério dos Transportes, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) conseguiram um interdito proibitório. Uma liminar na Justiça fixou multa de 10 mil reais por hora de interrupção do tráfego.

Os protestos pedem redução dos preços de pedágios em todas as rodovias do Brasil e o fim da cobrança de tarifas por eixos. Também visam a criação de uma secretaria nacional de transportes, vinculada à Presidência da República, além da redução do preço do óleo diesel com a finalidade de baratear os valores dos alimentos e produtos.

Os caminhoneiros exigem, ainda, a votação e sanção do Projeto de Lei 12619/12, relacionada ao tempo de direção, hora extra e descanso do motorista. Eles afirmam que essa é uma pauta pelo aumento da segurança nas estradas.

O MUBC recomenda à categoria não programar viagens para esse período, de maneira a reduzir o número de veículos de carga nas rodovias e, consecutivamente, eliminar possibilidades de transtornos aos demais motoristas. (pulsar/brasilatual)

1 de mar2013

Rodoviários vão manter paralisação no Rio de Janeiro por reposição salarial e melhores condições de trabalho

por pulsar brasil

Rodoviários anunciam paralisação por melhores salários e condições de trabalho (foto: agenciat1)

Rodoviários decidiram durante Assembleia realizada na tarde de hoje (1º) manter a greve de ônibus municipais no Rio de Janeiro por tempo indeterminado. Além da campanha salarial, sindicalistas denunciam péssimas condições de trabalho.

A categoria já havia decidido realizar uma paralisação de 24 horas após a realização de uma Assembleia que reuniu cerca de 3 mil trabalhadores na quinta-feira.

De acordo com Francisco Crespo, diretor financeiro do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio de Janeiro (Sintraturb-Rio), existem motoristas com carga horária de mais de 14 horas por dia, sem receber hora extra, sem vale alimentação, e casos de funcionários sem acesso a  diversos outros direitos.

O sindicalista ainda explica que os trabalhadores reivindicam um aumento de 2 mil reais já que, segundo ele, há vinte anos a categoria não recebe aumento acima da inflação.

A Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus, pedirá ao Tribunal Regional do Trabalho a decretação da ilegalidade da greve. O argumento é de que os rodoviários não teriam avisado sobre a paralisação. No entanto, Francisco Crespo garante que o sindicato dos motoristas e cobradores notificou a Rio Ônibus há 10 dias e que existem “comprovantes de que todas as autoridades sabiam que a greve estava para acontecer”. (pulsar)

Ouça:

Francisco Crespo, diretor financeiro do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de ônibus do Rio de Janeiro, fala sobre as péssimas condições de trabalho dos rodoviários.

Francisco Crespo, diretor financeiro do sindicato dos Motoristas e Cobradores de ônibus do Rio de Janeiro afirma que a categoria havia notificado as autoridades a respeito da paralisação.