4 de jul2013

IBGE aponta que menos de 4% dos municípios do país têm plano de transporte

por pulsar brasil

O tema mobilidade urbana motivou onda de protestos no país. Foto: reprod./dce ufrn)

De acordo com a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2012, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (3), cerca de 25% das prefeituras não têm estrutura organizacional para tratar do serviço de transporte público. Menos de 4% tinham feito o Plano Municipal de Transportes.

Em entrevista à Agência Brasil, a gerente da Munic, Vânia Pacheco, lembra que realizar plano não é obrigatório por lei, mas que o instrumento é importante para definir as políticas setoriais sobre transporte coletivo, trânsito e vias públicas. Ela explica, por exemplo, que o instrumento pode tratar da acessibilidade nas calçadas, determinar áreas destinadas apenas a pedestres, contribuir para o estabelecimento de políticas tarifárias, entre outras questões.

Os dados do estudo destacam ainda que, dos municípios com estrutura organizacional sobre o tema, apenas de 19% têm secretaria exclusiva. O Conselho Municipal de Transportes, com representação da sociedade civil na gestão, tinha sido instituído em apenas 6% das prefeituras.

Os ônibus intermunicipais chegam a 85% das cidades. Já os municipais são utilizados em 38% delas, subindo para 100% nas que têm mais de 500 mil habitantes. Apenas 0,3% têm sistema de metrô e 2,5% de trem urbano. Enquanto isso, a van chega a quase 68% dos municípios. O mototáxi é utilizado em 55%  e o serviço de táxi está presente em 83% deles.

A demanda por transporte realmente público e de qualidade motivou a onda de protestos que se espalhou pelo Brasil. De acordo com a Constituição Federal, o serviço de transporte coletivo deve ser prestado e organizado pelos municípios, sendo operado sob a forma de concessão, permissão ou diretamente pela administração pública. (pulsar)

14 de jun2013

Ativistas dizem que ato no Rio de Janeiro é pelo direito à cidade

por pulsar brasil

Ativistas dizem que protesto no Rio vai além do aumento da passagem (foto:pulsar)

O ato contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro reuniu cerca de 10 mil pessoas na noite desta quinta-feira (13). Manifestantes explicam que o protesto não é apenas contra o aumento da passagem mas pela garantia de outros direitos como o direito à cidade.

A manifestação começou por volta das cinco horas da tarde na Igreja da Candelária, no cruzamento das avenidas Rio Branco e Presidente Vargas, as duas principais da região central . Gritos de guerra demonstravam a insatisfação dos manifestantes com as políticas empregadas pelos atuais governantes. Os ativistas cantavam “Cabral é ditador” e carregavam cartazes com dizeres como “O Rio é nosso, não é negócio” e “ Violento é o Estado”.

O artista Pedro Victor Brandão, que esteve presente nos protestos anteriores disse que nunca tinha visto uma manifestação tão massiva no Rio de Janeiro. Ele acredita que parte disso se deva à uma articulação nacional e é uma resposta à forte repressão da Polícia Militar .

Pedro Victor explicou que a manifestação vai além da reivindicação contra aumento da passagem. Segundo ele, estão “ lutando pelo direito à cidade e pelo direito de criar e se recriar dentro da cidade, quem faz esse trabalho de criação e recriação é o cidadão, não é o estado, não são as empresas”. De acordo com ele, se você não consegue se criar na sua própria cidade, acaba perdendo o acesso aos outros direitos.

Alguns manifestantes também se muniram com o humor e sarcasmo para protestarem. Lincoln da Mata andava embaixo de um guarda chuva no qual estava escrito “Bolha Imobiliária”. Ao ser interpelado ele disse, ironicamente, que, devido aos preços abusivos de aluguel na cidade, “teve que morar nos ônibus, só que, com o aumentou da passagem,  também foi despejado desse meio de trasporte.

De acordo com Lincoln, “ ao contrário do que se diz na grande mídia, a manifestação não é apenas contra o aumento da passagem”.  Ele afirma que “a cidade está a venda”. Por isso, defende que “temos que protestar para mudar as coisas”. (pulsar)

Gritos de guerra na manifestação contra o aumento da passagem no Rio de Janeiro.

O artista Pedro Vitor Brandão sobre as manifestações e o direito à cidade.

Lincoln da Mata denuncia a bolha imobiliária gerada no Rio de Janeiro.

 

13 de jun2013

Vídeo mostra jornalista sendo espancado pela Polícia Militar enquanto cobria protesto em São Paulo

por pulsar brasil

PM reprimiu e prendeu jornalistas que cobriam a manifestação (foto:revistaforum)

Um vídeo que circulou pelas redes socias nesta quarta-feira (12) mostra um dos repórteres do Portal Aprendiz, Pedro Ribeiro Nogueira, sendo agredido por policiais militares durante a manifestação contra o reajuste da tarifa de ônibus, trem e metrô de São Paulo.

Como dezenas de profissionais da imprensa, Pedro foi às ruas cobrir a terceira manifestação popular contra o reajuste da tarifa de ônibus, trem e metrô em São Paulo, que no último dia 2 passou de três reais para três e vinte.

As imagens deixam claro que Nogueira é cercado por um grupo de policiais que o golpeiam repetidas vezes com cassetetes. O jornalista foi um dos profissionais da imprensa punidos pela PM por exercer sua função de registrar os acontecimentos e reportá-los à sociedade. Repórteres da Folha de S. Paulo, R7, Brasil de Fato e outros veículos também sofreram na pele a violência, que, desta vez, não ficou restrita aos manifestantes.

Além de ter sido detido, Pedro, de 27 anos, está sendo indiciado por danos ao patrimônio e formação de quadrilha, crimes sem direito a fiança. Por isso, continua detido. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) emitiu nota condenando a agressão contra os repórteres Fernando Mellis e as prisões de Leandro Machado, Leandro Morais e Pedro Nogueira.

Em todos os casos, a Abraji diz enxergar tentativa de atrapalhar o trabalho de cobertura das manifestações. A associação considera preocupante que esta ação contrária ao trabalho da imprensa parta do estado, e justamente da PM, mandada à rua para manter a ordem e garantir direitos. Mais manifestações estão marcadas para a noite de hoje (13) em São e no Rio de Janeiro. (pulsar/brasilatual)

11 de jun2013

Polícia Militar reprime ato contra aumento da passagem no Rio de Janeiro

por pulsar brasil

A Polícia Militar (PM) prendeu 31 pessoas na manifestação contra o aumento das passagens no Rio de Janeiro no início da noite de segunda-feira (10). A manifestação, que ocorria normalmente no centro da cidade foi reprimida pela Tropa de Choque da PM com spray de pimenta e bombas de efeito moral, em frente ao Tribunal de Justiça.

No trajeto, os manifestantes carregavam uma faixa com os dizeres: “Desculpe o trânsito. Estamos lutando pelos seus direitos”. Segundo informações da Agência Brasil o protesto terminou pouco depois das 19 horas, mas homens da Tropa de Choque ficaram posicionados, até duas horas depois, em todos os cruzamentos ao longo da Avenida Presidente Vargas para evitar novos protestos.

Todos os detidos foram levados para a 5ª Delegacia Policial, na Avenida Mem de Sá. O advogado André Barros, representante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, que estava deixando o fórum na hora da manifestação, foi até a delegacia protestar pela forma violenta como a polícia agiu.

Barros disse que a ação correta da Polícia Militar deveria ser acompanhar o movimento social para proteger as pessoas. Ele explicou que o previsto na Constituição Federal diz “que todos podem reunir-se pacificamente sem armas em locais abertos ao público, independentemente de autorização”.

Dos detidos sete são menores de idade e apenas um deles permanecerá na delegacia, acusado de dano ao patrimônio público. O delegado Antônio Bonfim disse que ele só será liberado mediante pagamento de fiança. (pulsar)

10 de jun2013

Mais uma manifestação contra o aumento da passagem será realizada amanhã em São Paulo

por pulsar brasil

Ativistas se manifestam contra aumento da passagem em São Paulo (foto:brasilatual)

Já está marcado para amanhã (11) o terceiro grande ato pela revogação do aumento da passagem em São Paulo. Os protestos tiveram início na semana passada, quando prefeito e o governador anunciaram que as tarifas de ônibus, trem e metrô devem subir para três reais e 20 centavos no início de junho.

De acordo com o Movimento Passe Livre (MPL), cada vez que a tarifa sobe, aumenta também o número de pessoas excluídas do sistema de transporte. Em 2010, já eram 37 milhões de brasileiros que deixavam de usar o ônibus todo dia por não ter dinheiro.

Um forte aparato da polícia militar cercou os manifestantes na última manifestação realizada na sexta-feira (7). Mesmo o protesto seguindo de maneira pacífica, policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo nas pessoas, causando irritação nos olhos de quem passava pelo local. Os manifestantes prosseguiram a caminhada até chegar novamente no Largo da Batata. O protesto terminou sem nenhum ferido.

Para Marcelo Hotimsky, integrante do Movimento Passe Livre (MPL), a dura repressão da polícia militar durante o ato dessa quinta-feira (6) na avenida Paulista, fez com que diversas pessoas ficassem revoltadas e aderissem ao protesto junto aos movimentos sociais. Durante o primeiro dia de protesto, a PM reprimiu duramente os manifestantes, deixando vários feridos, de acordo com o MPL.

Cabe ressaltar que os protestos não são organizados apenas pelo movimento Passe livre mas por outros grupos e organizações sociais partidárias e não partidárias. Além da revogação do aumento , o movimento reivindica o direito real ao uso coletivo do transporte público. No Rio de Janeiro também estão acontecendo manifestações.(pulsar)

7 de jun2013

Protesto contra aumento da passagem é reprimido por Polícia Militar em São Paulo

por pulsar brasil

Manifestantes protestam contra aumento da passaegm em SP (foto: rba)

A Polícia Militar reprimiu duramente o protesto contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo, realizado no final da tarde desta quinta-feira (6). Os policiais usaram gás lacrimogênio e balas de borracha contra os manifestantes que fechavam a avenida 23 de maio com uma barricada de pneus em chama.

Também fecharam as duas pistas da venida paulista. De acordo com o Movimento Passe Livre (MPL), que organizou a manifestação, a ação da PM resultou em vários manifestantes feridos.

A mobilização teve início em frente ao Teatro Municipal de São Paulo, no centro da capital paulista. Os manifestantes fizeram um protesto na porta da Prefeitura, no Viaduto do Chá, gritando palavras de ordem contra o aumento da passagem que passou três reais para três e vinte, no início desse mês.

Por volta das oito horas da noite a mobilização se concentrou na avenida Paulista e onde os manifestantes foram reprimidos. Segundo o Movimento Passe Livre (MPL), cerca de 4 mil pessoas participam da mobilização. No entanto, a PM afirma que são cerca de 2 mil.

Este foi o primeiro grande ato contra o aumento das tarifas realizado pelo MPL neste ano. Outros protestos menores foram realizados desde o anúncio do reajuste e, segundo o movimento, mais mobilizações ocorrerão nos próximos dias.

Para esta sexta-feira (07), foi convocado um protesto às cinco horas no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da cidade. Além da revogação do aumento da passagem o Movimento Passe Livre reivindica o direito real ao uso coletivo do transporte público. (pulsar)

1 de mar2013

Rodoviários vão manter paralisação no Rio de Janeiro por reposição salarial e melhores condições de trabalho

por pulsar brasil

Rodoviários anunciam paralisação por melhores salários e condições de trabalho (foto: agenciat1)

Rodoviários decidiram durante Assembleia realizada na tarde de hoje (1º) manter a greve de ônibus municipais no Rio de Janeiro por tempo indeterminado. Além da campanha salarial, sindicalistas denunciam péssimas condições de trabalho.

A categoria já havia decidido realizar uma paralisação de 24 horas após a realização de uma Assembleia que reuniu cerca de 3 mil trabalhadores na quinta-feira.

De acordo com Francisco Crespo, diretor financeiro do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio de Janeiro (Sintraturb-Rio), existem motoristas com carga horária de mais de 14 horas por dia, sem receber hora extra, sem vale alimentação, e casos de funcionários sem acesso a  diversos outros direitos.

O sindicalista ainda explica que os trabalhadores reivindicam um aumento de 2 mil reais já que, segundo ele, há vinte anos a categoria não recebe aumento acima da inflação.

A Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus, pedirá ao Tribunal Regional do Trabalho a decretação da ilegalidade da greve. O argumento é de que os rodoviários não teriam avisado sobre a paralisação. No entanto, Francisco Crespo garante que o sindicato dos motoristas e cobradores notificou a Rio Ônibus há 10 dias e que existem “comprovantes de que todas as autoridades sabiam que a greve estava para acontecer”. (pulsar)

Ouça:

Francisco Crespo, diretor financeiro do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de ônibus do Rio de Janeiro, fala sobre as péssimas condições de trabalho dos rodoviários.

Francisco Crespo, diretor financeiro do sindicato dos Motoristas e Cobradores de ônibus do Rio de Janeiro afirma que a categoria havia notificado as autoridades a respeito da paralisação.