4 de ago2016

ARTIGO 19 E REDE DE MULHERES DA AMARC REALIZAM OFICINA COM COMUNICADORAS DO NORDESTE SOBRE VIOLAÇÃO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO

por deniseviola

rede de mulheres
Atividade realizada durante o projeto Compreendendo a Violência contra Mulheres Comunicadoras no Brasil. (foto: artigo 19)
O aumento nos casos ameaças e intimidações a comunicadores durante o exercício profissional tem preocupado organizações como a Artigo 19 e a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc Brasil).

Segundo o último relatório Violações à Liberdade de Expressão, da Artigo 19, houve um aumento de 67 por cento no número de graves violações à liberdade de expressão, sendo que a região Nordeste concentrou a maioria dos casos.

O índice alarmante chamou atenção para um dado que ainda é pouco explorado em pesquisas como essa: quais as dificuldades enfrentadas pelas mulheres comunicadoras num cenário marcado pela violação à liberdade de expressão?

Com o intuito de responder a esta pergunta e propor ações em conjunto com as comunicadoras nordestinas, a Artigo 19, em parceria com a Rede de Mulheres da Amarc Brasil, realizou, entre os dias 16 e 20 de julho, o projeto Compreendendo a Violência contra Mulheres Comunicadoras no Brasil.

A atividade consistiu em encontros nas cidades de Valente, na Bahia e Olinda, em Pernambuco. Ao todo, 22 mulheres radialistas participaram das oficinas, que tiveram como principal objetivo mapear as principais violências sofridas pelas mulheres comunicadoras durante o exercício da profissão.

A coordenadora da área de proteção à liberdade de expressão da Artigo 19 e responsável pelo projeto, Julia Lima, conversou com a Pulsar Brasil sobre a iniciativa. Segundo ela, a ideia é que o projeto tenha uma abrangência nacional, mas num primeiro momento, a intenção foi começar pelo Nordeste por conta do grande número de casos de violações contra comunicadores na região.

As dinâmicas propostas pelos dois encontros foram mediadas pela Rede de Mulheres da Amarc. A representante nacional da Rede, Ligia Apel, falou que o encontro buscou debater sobre a maior probabilidade das mulheres serem vítimas de assédios sexual e moral no ambiente de trabalho. Segundo Ligia, todas as 22 participantes já sofreram algum tipo de violência durante o exercício profissional.

O próximo passo da Artigo 19 será analisar a pesquisa realizada com as radialistas e propor atividades que fortaleçam a presença das mulheres nos meios de comunicação. Além disso, a intenção do projeto é também ampliar o debate sobre a questão de gênero para a esfera administrativa das emissoras e para o poder público local. (pulsar)

12 de jun2013

Centro Nacional de Defesa Direitos Humanos denuncia violações contra moradores de rua em Belo Horizonte

por pulsar brasil

Moradores de rua sofrem violações em Belo Horizonte (foto:racismoambiental)

O Centro Nacional de Defesa de Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores de Materiais Recicláveis (CNDDH), manifestou repúdio e exigiu providências urgentes contra as graves violações ocorridas em Belo Horizonte contra a População em Situação de Rua.

O Centro, instituído pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República em 2011, recebe e acompanha casos de violência contra a população de rua em todo o país. Nos últimos dois anos, o CNDDH registrou cem homicídios de moradores de rua em Belo Horizonte, sendo que trinta ocorreram em 2011, cinquenta e dois em 2012 e já constam dezoito homicídios em 2013.

De acordo com a estimativa da própria Prefeitura da capital mineira, atualmente há cerca de dois mil moradores em situação de rua na cidade. Dessa forma, se conclui que 5% da população em situação de rua foi vítima de homicídio, ou seja, um em cada vinte moradores de rua foi assassinado em Belo Horizonte nos últimos dois anos.

Além do alto número  de homicídios contra essa população, também é grande o número de denúncias com relação à violência institucional, como omissão nos serviços públicos como moradia, saúde, trabalho e renda, assistência familiar, e a violência policial, ocorridas de diversas maneiras.

De acordo com a instituição,  ações higienistas têm acontecido corriqueiramente na cidade. Segundo denúncias, agentes municipais, apoiados pela Polícia Militar, têm passado pelas ruas recolhendo os pertences pessoais dos moradores de rua, como remédios, documentos, cobertores e material de trabalho, pois muitos vivem da catação de material reciclável.

O CNDDH teme que com a aproximação do primeiro jogo da Copa das Confederações na cidade, no dia 17 de junho, as ações de violações contra a população de rua se intensifiquem ainda mais. Esse número se completou na noite do dia 10 para o dia 11 de junho de 2013 quando mais dois moradores de rua foram assassinados brutalmente. (pulsar)

22 de jan2013

Negros são os mais agredidos em casos de violações aos direitos humanos

por pulsar brasil

Negros são mais agredidos, segundo pesquisa. (foto: biblioafrogriot)

Uma pesquisa divulgada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República mostra que os negros são os mais agredidos em casos de denúncia de violações aos direitos humanos. Crianças e adolescentes negros lideram os casos de violência com 61% das denúncias. Já entre violações contra idosos, os negros ficam na frente com 36,2% e entre pessoas com deficiência, 59,3%.

De acordo com dados do Disque 100, de janeiro a novembro de 2012, foram feitas 155 mil 336 denúncias contra 87 mil 764 em 2011, o que corresponde a um aumento de 77%. As informações foram divulgadas pela revista Afro.

As denúncias que mais aumentaram foram sobre agressões contra os idosos, que apresentaram uma subida acentuada de 199%: de 7 mil 160, em 2011, para 21 mil 404, em 2012. Denúncias contra violação a crianças e adolescentes são ainda mais frequentes. Ao todo foram 120 mil 344 este ano.

O Amapá é o estado que está no topo do número de aumento de denúncias, com 153%, equivalente a 428, contra 169 ano passado. O Distrito Federal, considerando o número de denúncias por habitante,  é o “campeão”, com 4 mil 729 em 2012, equivalente a 92 denúncias para cada 50 mil habitantes. (pulsar)