22 de fev2011

AMARC Brasil acompanha formação da CCTCI

por arthurwilliam

Com as eleições de outubro de 2010 e a nova composição do Congresso Nacional, deputados e deputadas de todos os partidos políticos podem escolher duas comissões temáticas para atuarem durante seus mandatos.

 

Assim, a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática também está sendo renovada. E é fundamental que legisladores/as que defendam o direito à comunicação e à liberdade de expressão estejam como protagonistas dessa Comissão, para acolher as reivindicações dos setores sociais não empresariais que atuam neste campo.

 

A deputada Luiza Erundina (PSB/SP) fez parte da Comissão em seu último mandato, e com uma atuação intensa e comprometida com os interesses das entidades e movimentos sociais que atuam pelo direito à comunicação.

 

A boa notícia é que ela não só permanece na CCTCI como também tem feito contatos com outros deputados e deputadas sensíveis ao tema para que optem por esta Comissão, conformando um grupo propositivo e atuante.

22 de fev2011

AMARC Brasil contribui em consulta pública da Anatel

por arthurwilliam

A Anatel abriu consulta pública sobre a proposta de alteração do Plano de Referência para Distribuição de Canais do Serviço de Radiodifusão Comunitária. A AMARC Brasil contribui com a seguinte sugestão:

 

“A Associação Mundial de Rádios Comunitárias – Amarc Brasil exige a isonomia no tratamento da agência reguladora para com as emissoras de rádio e TV. Recentemente, uma situação similar ocorreu com a TV Brasil na cidade de São Paulo, quando o sinal do canal 69 UHF causou interferência no serviço conhecido como Nextel. Neste caso, a solução da Anatel foi designar novos canais para a emissora operada pela Empresa Brasil de Comunicação: 62 e 63 UHF. Sugerimos que o órgão competente encontre novos canais para o serviço de radiodifusão comunitária, o qual cumpre um papel singular nas comunicações de massa, sem que haja, contudo, redução de potência irradiada ou qualquer outra limitação para execução do proposto em lei. Indicamos ainda que a agência arque com os custos da adaptação destas emissoras à nova distribuição, comprando os equipamentos necessários a tal, como transmissor e antena, além de financiar a divulgação da mudança nos meios de comunicação locais.”

21 de fev2011

Conselheiro e associadas participam do VII Congresso Nacional da Abraço

por arthurwilliam

João Paulo Malerba, representante nacional e conselheiro da AMARC Brasil pela Região Sudeste, participou do VII Congresso Nacional da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço. Malerba acompanhou as atividades do Congresso e participou do colóquio sobre “As rádios comunitárias e os movimentos sociais”. A AMARC Brasil aproveita para saudar a nova Direção Executiva Nacional da Abraço, onde o coordenador executivo, José Sóter, foi reconduzido para o triênio 2011/2014 com a aprovação unânime das 24 delegações presentes no Congresso. A Pulsar Brasil fez a cobertura do evento, com Luiza Cilente e Lívia Duarte. Participaram também Taís Ladeira, coordenadora do Programa de Legislação e Direito à Comunicação e Sofía Hammoe, diretora do Programa de Gestão da AMARC ALC, além das associadas Luzia Franco, da Rádio Comunidade Friburgo e Arthur William.

19 de fev2011

AMARC Brasil participa de reunião com RadCom Santa Marta e Fase

por arthurwilliam

No dia 18 de fevereiro, a AMARC Brasil acompanhou o coordenador da Rádio Comunitária Santa Marta, o rapper Fiell, em uma reunião com a ong Fase, no Rio de Janeiro. A rádio está iniciando o processo de pedido de legalização e o objetivo do encontro foi formalizar o convite para que a Fase participe de seu conselho comunitário. Além da proximidade física, o encontro serviu para o reconhecimento de objetivos e lutas comuns entre as três entidades.

8 de fev2011

AMARC Brasil reivindica marco regulatório inclusivo para as rádios comunitárias

por arthurwilliam

A Associação Mundial de Rádios Comunitárias – AMARC Brasil foi convidada para uma audiência com o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo Silva, sobre radiodifusão comunitária. O encontro aconteceu no dia 07 de fevereiro de 2011, às 15 horas, com a presença de Genildo Lins de Albuquerque Neto, secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica, Cezar Alvarez, secretário-executivo do MiniCom, e Alessandra Cristina Cardoso, assessora do ministro. O convite foi recebido pela AMARC como um aceno positivo por parte do governo, já que é a primeira vez que entidades representativas do setor são recebidas pelo Ministério.

 

João Paulo Malerba, representante nacional, e Taís Ladeira, coordenadora do Programa de Legislação e Direito à Comunicação, priorizaram o tema do novo marco regulatório e colocaram a AMARC à disposição para, juntamente com outras entidades e as rádios, aportarem propostas para a nova lei de comunicação. A postura do ministro foi de receptividade e abertura ao diálogo, inclusive indicando que conversas acontecerão também com outras entidades.

 

A AMARC Brasil falou do acúmulo da entidade sobre o tema e entregou ao ministro os 14 Princípios para um Marco Regulatório Democrático sobre Rádio e TV Comunitária (www.amarcbrasil.org/amarc-principios-14-pontos-port.pdf), elaborado pela AMARC América Latina e Caribe, fruto de uma pesquisa realizada em 29 países para identificar boas experiências em legislação de todo o mundo. O documento é citado pela Relatoria de Liberdade de Expressão da ONU na recomendação aos Estados Nacionais para que reconheçam o setor comunitário em suas leis. Os 14 princípios expressam o entendimento da AMARC sobre o que caracteriza um veículo comunitário: o seu caráter sócio-cultural, a gestão coletiva e a ausência de finalidade de lucro. A partir desses princípios, a definição da potência da emissora, por exemplo, deve responder às necessidades da própria comunidade, seja ela territorial ou de interesse. Atualmente, entidades e movimentos sociais diversos são impedidos legalmente de criarem rádios comunitárias com grande abrangência territorial. Com isso, a AMARC Brasil entende que a nova regulamentação é uma grande oportunidade para serem superados os limites da Lei 9.612/98, a partir de uma ampliação do atual conceito legal de meio comunitário, desvinculando-o de qualquer restrição territorial, entre outras limitações.

 

O ministro afirmou que a radiodifusão comunitária será tratada como prioridade em sua gestão e admitiu que até o momento o setor não tinha recebido a ênfase merecida. Paulo Bernardo se comprometeu a dar mais agilidade e transparência às outorgas relacionadas às rádios comunitárias.

 

Sobre o novo marco regulatório, o ministro disse que o projeto recebido de Franklin Martins (ex-Ministro da Secretaria de Comunicação Social) será debatido internamente por setores do governo nas próximas semanas. Há possibilidade de o projeto entrar em consulta pública por 30 a 60 dias. Bernardo adiantou que, sobre os meios comunitários, o projeto entregue por Franklin Martins inclui as rádios comunitárias na modalidade de meios públicos não-estatais. Apesar de não ter aprofundado o tema, a definição vai ao encontro do princípio da complementaridade dos sistemas de radiodifusão (privado, público e estatal), previsto no art. 223 da Constituição da Constituição Federal de 1988.

 

O encontro foi finalizado com o aceno de novas reuniões para aprofundamento das propostas. Essa atitude de interlocução com as entidades parece demonstrar que o Ministério das Comunicações está assumindo um espaço de formulação no setor. O que vai exigir que a sociedade civil esteja preparada para fazer os aportes necessários.

 

P.S.: Inicialmente a audiência seria conjunta com a Associação Brasileira de Rádios Comunitárias – Abraço. Alegando uma pauta extensa e exclusiva, a Abraço solicitou que as reuniões fossem separadas.

4 de fev2011

Pulsar dá oficina no morro Santa Marta

por arthurwilliam

As jornalistas da Pulsar Brasil, Lívia Duarte, Gilka Resende e Katarine Flor ministraram uma oficina de radiojornalismo para os locutores e locutoras da Rádio Comunitária Santa Marta. A emissora, que há pouco completou um ano no ar, tem sido acompanhada por associados da AMARC Brasil do Rio de Janeiro. Inicialmente, no dia 30 de janeiro, foi realizada uma conversa entre membros da rádio e jornalistas da Pulsar Brasil e associadas da AMARC Brasil. Nessa ocasião, João Paulo Malerba e Arthur William conversaram sobre a conjuntura das rádios comunitárias brasileiras e Gilka e Lívia acertaram os detalhes da oficina. Enfim, no dia 3 de fevereiro foi realizada a capacitação. Gilka, Katarine e Lívia apresentaram técnicas de produção de notícias radiofônicas, com foco nas especificidades da comunicação comunitária. Cerca de 20 participantes da Rádio Comunitária Santa Marta estiveram presentes. Está prevista mais uma oficina de continuidade, agora com foco na locução e na prática de produção de notícias radiofônicas.