21 de jun2013

Com entrada de pautas conservadoras, Movimento Passe Livre decide não convocar mais protestos

por Pulsar Brasil

Movimento Passe Livre decide não convocar mais protestos

Após ataques e hostilidade contra os com militantes de partidos políticos e a entrada de pautas conservadoras nos protestos das últimas semanas em todo o país, o Movimento Passe Livre (MPL) decidiu que não fará mais convocação para manifestações.

Em entrevista à radio CBN, Douglas Beloni, que integra do movimento, destacou que alguns partidos participavam desde o começo do movimento pela redução das tarifas de ônibus, reivindicação que deu origem à onda de protestos.

Ele lembrou que desde o princípio os partidos estavam apoiando a luta contro o aumento das tarifas de transporte .

Douglas acrescentou, ainda, que o surgimento de pautas conservadoras também foi um dos motivos para suspender as convocações dos protestos. Ele citou como exemplo o fato de alguns manifestantes estarem pedindo pela diminuição da maioridade penal.

O ativista destacou que o Movimento Passe Livre tem como principal causa a luta por transporte público, mas que apoia as pautas de outros movimentos sociais. Ele também afirmou que continuarão “lutando pela tarifa zero, colhendo assinaturas para viabilizar um projeto de lei.”

Como um dos fundadores do Movimento Passe Livre em Fortaleza, o psicólogo Alexandre Zappa vê na decisão do MPL um recuo tático já que está se vendo uma despolitização das manifestações. Apesar da entrada das pautas conservadoras, ele considera positivo “o debate sobre a implicância do sujeito na luta política está sendo reacendido”. (pulsar)

Clique e ouça os áudios:

Alexandre Zappa, um dos fundadores do MPL, fala sobre o recuo do movimento nas manifestações.

Alexandre Zappa aponta para questões positivas na mobilizações atuais no Brasil.

 

13 de jun2013

Vídeo mostra jornalista sendo espancado pela Polícia Militar enquanto cobria protesto em São Paulo

por Pulsar Brasil

PM reprimiu e prendeu jornalistas que cobriam a manifestação (foto:revistaforum)

Um vídeo que circulou pelas redes socias nesta quarta-feira (12) mostra um dos repórteres do Portal Aprendiz, Pedro Ribeiro Nogueira, sendo agredido por policiais militares durante a manifestação contra o reajuste da tarifa de ônibus, trem e metrô de São Paulo.

Como dezenas de profissionais da imprensa, Pedro foi às ruas cobrir a terceira manifestação popular contra o reajuste da tarifa de ônibus, trem e metrô em São Paulo, que no último dia 2 passou de três reais para três e vinte.

As imagens deixam claro que Nogueira é cercado por um grupo de policiais que o golpeiam repetidas vezes com cassetetes. O jornalista foi um dos profissionais da imprensa punidos pela PM por exercer sua função de registrar os acontecimentos e reportá-los à sociedade. Repórteres da Folha de S. Paulo, R7, Brasil de Fato e outros veículos também sofreram na pele a violência, que, desta vez, não ficou restrita aos manifestantes.

Além de ter sido detido, Pedro, de 27 anos, está sendo indiciado por danos ao patrimônio e formação de quadrilha, crimes sem direito a fiança. Por isso, continua detido. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) emitiu nota condenando a agressão contra os repórteres Fernando Mellis e as prisões de Leandro Machado, Leandro Morais e Pedro Nogueira.

Em todos os casos, a Abraji diz enxergar tentativa de atrapalhar o trabalho de cobertura das manifestações. A associação considera preocupante que esta ação contrária ao trabalho da imprensa parta do estado, e justamente da PM, mandada à rua para manter a ordem e garantir direitos. Mais manifestações estão marcadas para a noite de hoje (13) em São e no Rio de Janeiro. (pulsar/brasilatual)

10 de jun2013

Mais uma manifestação contra o aumento da passagem será realizada amanhã em São Paulo

por Pulsar Brasil

Ativistas se manifestam contra aumento da passagem em São Paulo (foto:brasilatual)

Já está marcado para amanhã (11) o terceiro grande ato pela revogação do aumento da passagem em São Paulo. Os protestos tiveram início na semana passada, quando prefeito e o governador anunciaram que as tarifas de ônibus, trem e metrô devem subir para três reais e 20 centavos no início de junho.

De acordo com o Movimento Passe Livre (MPL), cada vez que a tarifa sobe, aumenta também o número de pessoas excluídas do sistema de transporte. Em 2010, já eram 37 milhões de brasileiros que deixavam de usar o ônibus todo dia por não ter dinheiro.

Um forte aparato da polícia militar cercou os manifestantes na última manifestação realizada na sexta-feira (7). Mesmo o protesto seguindo de maneira pacífica, policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo nas pessoas, causando irritação nos olhos de quem passava pelo local. Os manifestantes prosseguiram a caminhada até chegar novamente no Largo da Batata. O protesto terminou sem nenhum ferido.

Para Marcelo Hotimsky, integrante do Movimento Passe Livre (MPL), a dura repressão da polícia militar durante o ato dessa quinta-feira (6) na avenida Paulista, fez com que diversas pessoas ficassem revoltadas e aderissem ao protesto junto aos movimentos sociais. Durante o primeiro dia de protesto, a PM reprimiu duramente os manifestantes, deixando vários feridos, de acordo com o MPL.

Cabe ressaltar que os protestos não são organizados apenas pelo movimento Passe livre mas por outros grupos e organizações sociais partidárias e não partidárias. Além da revogação do aumento , o movimento reivindica o direito real ao uso coletivo do transporte público. No Rio de Janeiro também estão acontecendo manifestações.(pulsar)

7 de jun2013

Protesto contra aumento da passagem é reprimido por Polícia Militar em São Paulo

por Pulsar Brasil

Manifestantes protestam contra aumento da passaegm em SP (foto: rba)

A Polícia Militar reprimiu duramente o protesto contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo, realizado no final da tarde desta quinta-feira (6). Os policiais usaram gás lacrimogênio e balas de borracha contra os manifestantes que fechavam a avenida 23 de maio com uma barricada de pneus em chama.

Também fecharam as duas pistas da venida paulista. De acordo com o Movimento Passe Livre (MPL), que organizou a manifestação, a ação da PM resultou em vários manifestantes feridos.

A mobilização teve início em frente ao Teatro Municipal de São Paulo, no centro da capital paulista. Os manifestantes fizeram um protesto na porta da Prefeitura, no Viaduto do Chá, gritando palavras de ordem contra o aumento da passagem que passou três reais para três e vinte, no início desse mês.

Por volta das oito horas da noite a mobilização se concentrou na avenida Paulista e onde os manifestantes foram reprimidos. Segundo o Movimento Passe Livre (MPL), cerca de 4 mil pessoas participam da mobilização. No entanto, a PM afirma que são cerca de 2 mil.

Este foi o primeiro grande ato contra o aumento das tarifas realizado pelo MPL neste ano. Outros protestos menores foram realizados desde o anúncio do reajuste e, segundo o movimento, mais mobilizações ocorrerão nos próximos dias.

Para esta sexta-feira (07), foi convocado um protesto às cinco horas no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da cidade. Além da revogação do aumento da passagem o Movimento Passe Livre reivindica o direito real ao uso coletivo do transporte público. (pulsar)

3 de jun2013

Parada do Orgulho LGBT defende a luta contra homofobia em São Paulo

por Pulsar Brasil

Parada LGBT de São Paulo é a maior do Brasil (foto:abgltbrasil)

A 17ª edição da Parada do Orgulho Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) tomou as ruas de São Paulo neste domingo (2). com o tema Para o Armário Nunca Mais! A manifestação buscou fortalecer a luta anti homofobia.

Durante entrevista coletiva concedida na manhã de ontem (2), Fernando Quaresma, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT), disse que a Parada não pode ser vista apenas como um carnaval fora de época. Segundo ele, “ este é o maior movimento de visibilidade massiva de uma parcela da comunidade que sofre diariamente preconceito e discriminação, violência, ódio e intolerância”.

Segundo Quaresma, nos últimos 20 anos, mais de 3 mil pessoas morreram no país vítimas da intolerância social. Ele se mostrou preocupado com a presidência do deputado Marcos Feliciano na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. O deputado é acusado de posturas e declarações homofóbicas.

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), que também participou da entrevista à imprensa, disse que há três eixos principais da luta pelos direitos LGBT tramitando no Congresso Nacional. O primeiro é o do direito ao casamento igualitário que, apesar de garantido pelo Supremo Tribunal Federal, ainda precisa, segundo ele, estar previsto em lei.

O segundo ponto é a questão da lei de identidade de gênero. Esta prevê, entre outras coisas, o nome social para as travestis e transexuais. O último, o da aprovação da projeto de lei complementar (PLC) que criminaliza a homofobia, mais conhecida como PLC 122. (pulsar/brasilatual)

28 de maio2013

Festival de teatro reune artistas e realiza espetáculos na periferia paulista

por Pulsar Brasil

Festival reune artistas na periferia paulista (foto:brasilatual)

Ocorre a partir de amanhã (29) a 8ª edição do Festival Nacional de Teatro do Campo Limpo (Festcal), na zona sul da capital paulista. Organizado pela Trupe Artemanha de Investigação Teatral, o festival reúne doze grupos de diferentes estados em espetáculos, oficinas e debates. Os artistas virão de São Paulo, Ceará, Rio Grande do Sul.

A curadora do festival Dêssa Souza explica que “a ideia é mostrar que as pessoas da periferia não têm de atravessar a cidade para ter e fazer arte” pois tudo que precisam já está lá. Neste ano, o evento ocupará ruas e espaços do Campo Limpo, do Capão Redondo e de Paraisópolis.

O grupo homenageado este ano pelo Festcal é o Movimento Escambo Livre de Rua, que reúne grupos de teatro e artistas populares de nove estados do país.

Junio Santos, integrante-fundador do Movimento Escambo afirma que o festival serve para mostrar que “o artista não precisa ir onde o povo está, porque o povo é o artista. A arte é um direito de todos”. O 8º Festival Nacional de Teatro de Campo Limpo terá como parte de sua programação a 3ª Revirada Cultural da Resistência, evento artístico-político que reúne coletivos artísticos em 36 horas ininterruptas de atividades.

A revirada marca dois anos de ocupação do Cita, espaço público que ficou abandonado por 16 meses e hoje é sede da Trupe Artemanha. A programação do festival e da revirada estão disponível no site da Trupe Artemanha. (pulsar/brasilatual)

8 de maio2013

Ativistas fazem manifestação contra criminalização das rádios comunitárias em Campinas

por Pulsar Brasil

Ativistas manifestam contra criminalização das comunitárias em frente à Justiça Federal de Campinas (foto: Robson B. Sampaio)

Uma vigília contra a criminalização das rádios comunitárias foi realizada nesta terça-feira (7), em Campinas, São Paulo. A manifestação denunciou a perseguição da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Polícia Federal às emissoras e a seus dirigentes. O ato ocorre no dia em o comunicador Jerry Oliveira, criminalizado por trabalhar com emissoras comunitárias, presta depoimento à Justiça Federal.

Partindo do Largo do Pará, os manifestantes seguiram até o Fórum da Justiça Federal de Campinas. Lá prestaram depoimento as testemunhas de defesa de Jerry, que é coordenador executivo da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no estado de São Paulo (Abraço-SP), indiciado por calúnia, injúria, extorsão, ameaça, resistência e incitação à violência.

A representação da Anatel diz respeito ao acompanhamento que Jerry fez de duas ações da Agência em 2010. De acordo com a Abraço-SP, em outubro daquele ano, a Anatel realizou fiscalizações truculentas e descumpriu uma decisão que a própria agência tinha anunciado. O acordo previa que a Anatel não entraria sem mandado judicial nos locais onde funcionam rádios comunitárias.

Conforme relato da Abraço-SP, as fiscalizações aconteceram fora dos padrões: numa das residências, a proprietária acordou e se deparou com um agente dentro de seu quarto. Já no local onde funcionava uma segunda emissora, a ação teve efeito direto na saúde da companheira do radialista. Grávida de cinco meses, ela passou mal e acabou perdendo o bebê.

Jerry Oliveira presenciou a ação dos agentes da Anatel, registrou a ocorrência e hoje está sendo processado. De acordo com ele, “a Anatel e a Polícia Federal personalizaram a ação na sua pessoa, mas o movimento de rádios comunitárias entende  que se trata de uma criminalização contra a Abraço”.

Após a audiência, Jerry disse acreditar que dificilmente vão dar prosseguimento à acusação se não forem feitas novas investigações. Segundo ele, a situação foi invertida e agora o movimento de rádios comunitárias cobra a punição dos culpados pelos danos causados aos comunicadores e comunicadoras. (pulsar)

3 de maio2013

Professores estaduais decidem hoje se darão continuidade a greve em São Paulo

por Pulsar Brasil

Manifestação de professores em São Paulo exige reposição salarial (foto:.tvmoginew)

Professores da rede estadual realizam na tarde de hoje (3) uma assembleia para decidir sobre a manutenção da greve que teve início dia 22 de abril. Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o movimento tem adesão de 33% da categoria.

Em entrevista à TVT, a vice-coordenadora da regional da Apeoesp no ABC paulista, Naiara Nabarro, afirmou que o governo “endurece”, enquanto afirma dialogar com a categoria mas “não reconhece que há greve”.

Naiara contou que o governo chamou a Apeoesp para negociar na semana passada mas não apontou medidas significativas para as que as condições de trabalho da categoria melhorem. Segundo ela, a luta é pelo reconhecimento da greve e das situações precárias das escolas.

A categoria reivindica reposição salarial de 36,74% enquanto o governo oferece 8,1%. Segundo a Apeoesp, o aumento proposto pelo governo significa reajuste de 2%, após desconto da inflação.

Os professores também querem o cumprimento da lei que determina que um terço da jornada de trabalho seja destinada a atividades de formação e preparação de aulas. Também exigem a extensão dos direitos da categoria aos contratados temporariamente.

A Secretaria da Educação diz que cumpre a exigência de liberar os professores para as atividades extraclasse. Contudo, de acordo com Naiara é uma lei federal que o governo do estado simplesmente não implementou”.

A assembleia geral será realizada no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na capital paulista. Ontem (2) professores estaduais organizaram uma manifestação em Mogi das Cruzes, no Alto Tiête, que contou com a presença de alunos. (pulsar/brasilatual)

22 de abr2013

Júri condena 23 policiais réus do Carandiru a 156 anos de prisão

por Pulsar Brasil

Massacre do Carandiru matou 111 detentos (foto: Mônica Zarattini)

O primeiro dos julgamentos sobre o chamado massacre do Carandiru condenou 23 soldados da polícia paulistana neste domingo (21). Os agentes da tropa de choque conhecida como Rota foram condenados a 156 anos de prisão cada um. São 12 anos para cada uma das 13 mortes ocorridas no segundo pavimento do Pavilhão 9, em outubro de 1992. O juiz José Augusto Marzagão, porém, permitiu que os condenados recorram em liberdade.

Três dos 26 soldados acusados foram absolvidos. Durante o julgamento foi reduzida também a quantidade de vítimas da invasão policial àquele setor da Casa de Detenção, de 15 para 13. Um dos mortos, Jovemar Ribeiro, foi encontrado em outro local do presídio. O segundo, José Pereira da Silva, foi vítima de golpes de facas, o que indicaria ter sido atacado por outros internos.

A advogada Ieda Ribeiro de Souza, que defendeu os réus, disse que já interpôs o recurso da sentença. Ela disse acreditar que a condenação dos policiais não traduziu a vontade da população. Para Ieda, é possível que o julgamento seja anulado. O Pavilhão Nove do Carandiru abrigava presos primários, ou seja, que haviam cometido pela primeira vez qualquer tipo de crime. Muitos deles ainda nem haviam sido julgados. Com a invasão da polícia, foram mortos 111 dententos.

A ação foi comandada pelo coronel da polícia militar Ubiratan Guimarães, após consentimento do então governador Luiz Antônio Fleury e do ex-secretário de Segurança Pública Pedro Franco de Campos. Ubiratan havia sido codenado em 2001 a 632 anos de prisão. No entanto, o Tribunal de Justiça aceitou um recurso, cinco anos mais tarde, e o absolveu. O ex-governador Luiz Antônio Fleury não foi envolvido como réu no caso. (pulsar)

9 de abr2013

Dia das Mães de Maio é aprovado por governo de São Paulo contra a impunidade

por Pulsar Brasil

Mães de Maio lutam contra a impunidade dos Crimes de Maio de 2006 (foto: brasildefato)

O governo do estado de São Paulo aprovou nesta segunda-feira (8) no diário oficial o “Dia Mães de Maio”. A intenção é que a data 12 de maio seja relembrada todos os anos nos municípios paulistas, com o objetivo de evitar que os crimes ocorridos em maio de 2006 sejam esquecidos e os responsáveis por eles permaneçam impunes.

De acordo com o Movimento Mães de Maio, que é formado por familiares das vítimas, à época, em apenas oito dias, mais de 500 pessoas foram mortas em São Paulo por grupos de extermínio formados por policiais militares.

Um relatório “São Paulo sob Achaque: Corrupção, Crime Organizado e Violência Institucional em Maio de 2006”, lançado em maio do ano passado por organizações sociais indica que o perfil da maioria das vítimas assassinadas por policiais naquela ocasião era de homens jovens, negros, pobres, alguns com tatuagens e com antecedentes criminais.

O projeto, de autoria da deputada estadual Telma de Souza (PT-SP), já havia sido aprovado no mês passado, por unanimidade, pela Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Agora, fica incluído no Calendário Oficial do Estado para que a data seja comemorada anualmente.

Apesar de estarem próximos de completar sete anos, os “Crimes de Maio”, como ficaram conhecidos, ainda não foram solucionados. (pulsar/brasildefato)

 

28 de mar2013

Prefeitura de São Paulo declara interesse social de terreno ameaçado de desocupação

por Pulsar Brasil

Tropa de Choque da PM em SP; Reintegração é suspensa (foto:mundopositivo)

A prefeitura de São Paulo publicou nesta quarta-feira (27), no Diário Oficial, o decreto que declara de interesse social o terreno ocupado no Jardim Iguatemi, na zona leste de São Paulo. A área começou a ser desocupada anteontem pela Tropa de Choque da Polícia Militar, mas a intervenção do prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) junto ao Tribunal de Justiça e o governo do estado conseguiu reverter o processo.

A área de tem  133 mil metros quadrados onde vivem cerca de 700 famílias. Com o decreto, a prefeitura abre caminho para desapropriação, que será feita pela Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab), “judicialmente ou mediante acordo”. O texto informa que a desapropriação ocorrerá para a “implantação de programa habitacional”. O cadastramento das famílias em programas habitacionais pode levar até 120 dias, segundo Haddad.

Na manhã de segunda-feira, as famílias que vivem no terreno enfrentaram um processo truculento de reintegração de posse, marcada por confronto com homens da Tropa de Choque da Polícia Militar, que usavam bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e balas de borracha.

Cerca de 300 moradores já haviam feito uma manifestação no início de janeiro, em frente à prefeitura. O grupo foi recebido por representantes da Secretaria de Habitação que realizaram uma visita na área.

De acordo com eles, o dono da área, Heráclides Batalha, incentivava a ocupação em troca de dez mil reais por lote. Depois, os moradores poderiam pedir a posse do terreno judicialmente, por usucapião. Batalha ainda disse que o negócio precisava ser feito dessa maneira porque não poderia vender legalmente a área.

No entanto, Luciano Santos, integrante da comissão do bairro, contou que depois de as pessoas se estabelecerem no terreno Batalha passou a pedir R$ 35 mil por lote, valor incompatível com a renda da maioria dos moradores. Sem acordo, ele entrou na Justiça pedindo a reintegração.(pulsar/brasilatual)

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