5 de jan2017

EM RONDÔNIA, EXPERIÊNCIAS COM AGROECOLOGIA COLOCAM EM XEQUE O MODELO AGROPECUÁRIO

por deniseviola

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O convite desta reportagem da série Caravana Agroecológica é para conhecermos experiências de sucesso no estado de Rondônia. A região é marcada pela agropecuária e mineração, além da luta por direitos dos povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares.

A série Caravana Agroecológica é uma parceria da Pulsar Brasil com a Articulação Nacional de Agroecologia, FASE e AS-PTA e visa mostrar um pouco mais dos bastidores da produção de alimentos livres de veneno e os benefícios trazidos para as comunidades que investem nas técnicas agroecológicas.

A série é composta por 10 programas radiofônicos que irão retratar as dificuldades e os benefícios encontrados pelos produtores rurais que optam  por cultivar os seus alimentos a partir de uma perspectiva ecológica de respeito à natureza.

As reportagens têm como base os estudos realizados pelo projeto ‘Promovendo a Agroecologia em Rede’, realizado com o apoio da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). (pulsar)

5 de jul2013

Organizações e movimentos do campo levam reivindicações à presidenta Dilma

por Pulsar Brasil

Reforma Agrária é reivindicação central. (imagem: reprod.)

Na tarde desta sexta-feira (5), organizações e movimentos sociais do campo se reunirão com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em Brasília. Na ocasião, entregarão a Carta aos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

O documento denuncia que as desigualdades são cada vez maiores no campo. Segundo o texto, cerca de 8 mil e 300 grandes proprietários concentram 83 milhões de hectares, enquanto 4,3 milhões de famílias agricultoras possuem apenas 70 milhões. Além disso, repudia o agronegócio e informa que, mesmo com poucas terras, a pequena agricultura responde por 70% dos alimentos fornecidos à população brasileira.

As entidades exigem Reforma Agrária e a desapropriação de terras controladas por transnacionais. Pedem pelo imediato banimento dos agrotóxicos já proibidos em outros países do mundo e pela proibição das pulverizações aéreas dos venenos.

Também propõem a retirada do regime de urgência na análise do novo Código de Mineração. Reivindicam, ainda, a urgente demarcação das terras indígenas, quilombolas e dos direitos dos atingidos por barragens, territórios pesqueiros e outros.

O documento afirma que as lutas nas ruas exigem mudanças estruturais. E destaca que reivindicações como as melhorias no transporte, na saúde e educação públicas e a democratização dos meios de comunicação dizem respeito ao campo e a cidade.

Por fim,  as organizações demonstram apoio à convocação de um plebiscito popular sobre Reforma Política. A Carta, que ressalta que as reivindicações das ruas exigem mudanças estruturais no país, é assinada pela Via Campesina, pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), pela Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), dentre outras entidades. (pulsar)

7 de maio2013

Campanha exige apuração de caso de avião que pulverizou agrotóxico em escola

por Pulsar Brasil

Pulverização aérea de agrotóxcos contamina o solo, os rios, as plantações (foto:bahiatododia)

Organizações que apoiam a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida divulgaram nota pública na qual exigem a apuração do caso ocorrido em Rio Verde, em Goiás, onde um avião pulverizou uma escola e intoxicou dezenas de crianças e funcionários.

O agrotóxico que foi usado na pulverização é exatamente um dos que o IBAMA havia proibido em pulverização aérea devido à morte de abelhas. No entanto, o órgão voltou atrás da decisão. Segundo as organizações da Campanha, isso se deve  ao lobby das empresas.

Recentemente, alguns outros casos parecidos ganharam destaque. Um deles foi em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, quando um avião pulverizou a cidade. Pesquisas feitas logo em seguida demonstraram contaminação da água da chuva, dos rios, e até do leite materno no município.

Este e outros casos estão fartamente documentados nas três edições do dossiê “Um alerta sobre os Efeitos dos Agrotóxicos na Saúde”, produzido pela ABRASCO e pela Campanha Permanente Contra Agrotóxicos e pela Vida. As entidades apontam que a luta pela proibição da pulverização de venenos por aviões já obteve algumas vitórias no país. No municípios capixabas de Nova Venécia e Vila Valério, movimentos sociais conseguiram barrar a aplicação aérea de agrotóxicos.

A nota, divulgada nesta segunda-feira (6), destaca ainda os dados do relatório produzido pela subcomissão especial que tratou do tema na Câmara Federal, segundo os quais 70% dos agrotóxicos aplicados por aviões não atingem o alvo. A chamada “deriva” contamina o solo, os rios, as plantações que não utilizariam químicos e até mesmo, populações inteiras.

Dados do Censo Agropecuário de 2006, do IBGE, mostram que apenas 0,73% das propriedades rurais que usam agrotóxicos o fazem através de aeronaves, mas dados do setor indicam que 30% do uso de agrotóxicos no país se dá por meio da aplicação aérea. Desde abril de 2011, as mais de 60 organizações que compõem a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida reivindicam como uma de suas principais bandeiras o banimento da pulverização aérea de venenos no Brasil. (pulsar)

9 de abr2013

Shell e Basf fecham acordo de indenização a trabalhadores por contaminação causada por agrotóxicos

por Pulsar Brasil

Ex-trabalhadres da Shell e Basf em manifestação em frente ao TST em fevereiro (foto: Antônio Cruz)

O acordo de indenização da Shell e Basf com ex-trabalhadores da fábrica de agrotóxicos controlada pelas empresas foi homologado nesta segunda-feira (8). A fábrica de agrotóxico doi controlada pelas empresas de 1974 a 2002 no município de Paulínia, no interior de São Paulo.

As multinacionais comprometeram-se a pagar atendimento médico vitalício a mais de mil ex-trabalhadores, diretos e terceirizados, e seus dependentes. Além disso, elas devem pagar ainda 200 milhões de reais em indenização por danos morais coletivos e aproximadamente outros 170 milhões de reais aos ex-trabalhadores e seus dependentes, a título de indenização individual. O caso é um dos mais abrangentes da história do Tribunal Superior do Trabalho (TST), onde a ação seria julgada se não houvesse o acordo.

De acordo com informações da Agência Brasil, a ação teve início em 2007, quando diversos estudos ligando a contaminação do lençol freático pela empresa e a saúde dos trabalhadores foram analisados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Para o Ministério Público, além de terem contaminado o meio ambiente por produzir agrotóxicos em desacordo com as normas ambientais, a Shell e a Basf foram negligentes “em relação à saúde, à vida e à integridade física e psíquica” dos trabalhadores.

Em nota, Shell disse considerar o acordo “uma excelente oportunidade para o término da disputa judicial”, mas que não reconhece a contaminação dos trabalhadores. De acordo com a empresa “a ocorrência de contaminação ambiental não implicou, necessariamente, em exposição à saúde de pessoas”.

Em entrevista à Repórter Brasil, o advogado dos trabalhadores Vinícius Cascone ironizou o posicionamento da companhia afirmando que seria o mesmo que dizer que alguém pulou em numa piscina cheia de água e, ao sair, não ficou molhado”. A Basf, também confirmouem nota o acordo. (pulsar)

21 de mar2013

Entidades nacionais e internacionais manifestam preocupação com liberação de transgênico na África do Sul

por Pulsar Brasil

O volume de agrotóxicos comercializados no Brasil aumentou em 360% entre 2000 e 2009

Organizações da sociedade civil da África do Sul, América Latina e Estados Unidos manifestaram preocupação com a recente autorização dada pelo governo da África do Sul à importação da soja transgênica da empresa Dow. Essa semente foi geneticamente modificada para resistir à aplicação dos herbicidas 2,4 D, glufosinato de amônio e glifosatomas e ainda não é cultivada comercialmente em nenhum país.

Em cartas dirigidas ao Comissário da Organizações das Nações Unidas (ONU) para os Diretos Humanos e ao Secretário Executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, as organizações condenaram a decisão e pediram intervenção das autoridades.

Mariam Mayet, do Centro Africano de Biossegurança, explicou que o transgênico aprovado, batizado de “agente laranja”, utiliza um ingrediente usado na Guerra do Vietnã e possui efeitos devastadores. De acordo com as entidades, a aprovação também evidencia “a falácia do argumento das empresas de biotecnologia que prometeram que a adoção de transgênicos reduziria o uso de agrotóxicos” . Hoje, a soja transgênica resistente a herbicidas ocupa cerca de 50% da área global cultivada com o grão.

O volume de agrotóxicos comercializados no Brasil aumentou em 360% entre 2000 e 2009. Além disso, três pedidos da empresa para liberação de soja e milho tolerantes ao agrotóxico estão prontos para ser votados pela CTNBio, que se reúne em Brasília hoje e amanhã.

Segundo Gabriel Fernandes, da AS-PTA as sementes resistentes a herbicidas são o motor das vendas dessas empresas. Além disso, de acordo com as entidades o agrotóxico 2,4-D tem a característica de ser volátil e com a tendência a atingir áreas além daquelas onde é aplicado, afetando plantações vizinhas e a vegetação nativa, o que prejudica a biodiversidade. (pulsar)

1 de mar2013

Auditoria na Anvisa avaliará processo de liberação de agrotóxicos

por Pulsar Brasil

Agrotóxicos afetam saúde das pessoas e do meio ambiente (imagem: ufrn)

O Tribunal de Contas da União (TCU) fará auditoria na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com objetivo de avaliar os procedimentos para a liberação da comercialização de agrotóxicos no país.

A decisão, anunciada nesta quinta-feira (28), atende o pedido da Comissão de Agricultura do Congresso Nacional, que tomou por base denúncias feitas por um ex-servidor da Anvisa. Pelo menos sete agrotóxicos teriam sido liberados mediante falsificações de assinatura ou desaparecimento de processos em situação irregular.

O texto assinado pelo relator do processo, o ministro Walton Alencar Rodrigues, destaca que “os agrotóxicos liberados sem avaliação toxicológica seriam utilizados para a ferrugem da soja e estariam ligados a interesses do agronegócio brasileiro”.

Entre os dados utilizados pelo relator, estão os do dossiê “Um alerta sobre os impactos dos Agrotóxicos na Saúde”, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O documento chama atenção para a contaminação do ambiente e das pessoas, classificando como severos os impactos dos agrotóxicos à saúde pública. Aponta ainda que o processo produtivo agrícola está cada vez mais dependente de agrotóxicos e fertilizantes.

De acordo com relatório do Observatório da Indústria dos Agrotóxicos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a própria Anvisa, nos últimos dez anos o mercado mundial destes produtos cresceu 93%. Já o mercado brasileiro, aumentou em 190%.

Para localizar riscos, os trabalhos de auditoria na Anvisa mapearão os processos de emissão dos Informes de Avaliação Toxicológica (IAT) dos agrotóxicos, documentos obrigatórios para que estes produtos possam ser vendidos no Brasil. (pulsar)

23 de jan2013

Ibama autua contrabando de agrotóxicos no Rio Grande do Sul

por Pulsar Brasil

Venenos apreendidos foram adquiridos no Uruguai. (fonte: ibama)

Em ação de fiscalização realizada nesta terça-feira (22), agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) autuaram, em rodovia do Rio Grande do Sul, um motorista que transportava um carregamento de agrotóxicos contrabandeados.

De acordo com informações do Ibama, foram apreendidos 100 litros do produto Linurex 500 Flow e 60 quilos do herbicida Goltix 70. Os venenos, procedentes de Israel, foram adquiridos em Rio Branco, cidade localizada no Uruguai, e entraram irregularmente no Brasil.

Os agrotóxicos eram transportados em carro de passeio fiscalizado em posto da Polícia Rodoviária Federal, que comunicou o fato ao Ibama. O motorista, localizado na altura da cidade gaúcha de Eldorado do Sul, recebeu uma multa de 30 mil reais por adquirir, transportar e comercializar produto perigoso em desacordo com a lei.

Cléber Folgado, coordenador da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, lembra que desde 2008, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. As quantidades despejadas nas lavouras equivalem a cerca de 5,2 litros de veneno por habitante ao ano.

No entanto, em artigo de título “A luta constante contra os agrotóxicos”, Folgado afirma que o Brasil representa apenas 5% da área agrícola entre os 20 maiores países produtores do mundo. Ou seja, a produtividade brasileira não justifica a posição de “liderança” no ranking de uso de venenos.

Folgado, que integra a Via Campesina, também lembra que a grande quantidade de agrotóxicos utilizada no país é resultado das plantações do agronegócio. Segundo dados do ultimo Censo Agropecuário, 30% das pequenas propriedades declararam usar agrotóxicos, enquanto que 70% das grandes propriedades agrícolas adotam a prática. (pulsar)

17 de dez2012

Mapa interativo mostra localização de feiras orgânicas no país

por Pulsar Brasil

Mapa visa fortalecer agricultura sem venenos.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) lançou um mapa na internet com dias e horários de funcionamento de 140 feiras orgânicas em diversos estados do país.

Informações sobre novos locais de venda podem ser incluídas. Após checagem, os dados serão acrescentados ao mapa interativo. O objetivo é estimular as famílias brasileiras a adotarem uma alimentação mais saudável.

Um levantamento do Idec com cerca de 500 internautas apontou que 23% deles optariam por orgânicos se houvesse mais feiras especializadas.Além disso, 70% consumiriam mais desses alimentos caso fossem mais baratos.

Em entrevista à Agência Brasil, o pesquisador do Idec João Paulo Amaral disse que a ferramenta “vai ajudar a fortalecer as economias locais na medida em que as vendas são feitas pelos produtores”.

Amaral enfatizou que os preços dos orgânicos nas feiras, por possibilitarem uma comercialização direta, costumam ser menores do que nos supermercados. Essa diferença, segundo o pesquisador, pode chegar a 400%.

Organizações e movimentos sociais destacam que os alimentos orgânicos são saudáveis para os consumidores, mas também para para os produtores, já que estes deixam de aplicar agrotóxicos. Destacam ainda que este modelo de agricultura é alternativo ao agronegócio.

Em agosto, o país conquistou a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. Entidades sociedade civil avaliaram que o texto poderia ter avançado mais, pois deixou questões fundamentais como a reforma agrária de fora. Como desdobramento da Política, uma comissão foi formada em novembro para elaborar o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. (pulsar)

Foto: Agência Brasil.