10 de mar2017

No interior do Ceará, mulheres se mobilizam por direitos e contra a Reforma da Previdência

por deniseviola
Mulheres realizam ato no Ceará pelo 8 de março (foto: reprodução)

Mulheres realizam ato no Ceará pelo 8 de março (foto: reprodução)

Na última quarta-feira (8), foram muitas as mobilizações pelo Brasil e pelo mundo para lembrar o Dia Internacional da Mulher. Nas grandes capitais ou no interior, as mulheres foram para as ruas por seus direitos. Na região do Cariri, no sul do Ceará, mais de 500 mulheres participaram do dia de luta na cidade do Crato.

De acordo com Célia Rodrigues, comunicadora de gênero e integrante da Rede de Mulheres da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC) e da Frente de Mulheres de Movimentos do Cariri, a principal reivindicação do ato foi contra a Reforma da Previdência, que, se aprovada, vai prejudicar sobretudo as mulheres trabalhadoras.

A mobilização foi organizada pela Frente de Mulheres de Movimentos do Cariri, que reúne mulheres das mais diversas origens. O calendário de atividades está previsto para todo o mês, chamado de março lilás, e o encerramento será no dia 31 com uma aula pública da professora Rivânia Moura, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, sobre a Reforma da Previdência. (pulsar)

*Acesse a matéria com os áudios aqui

30 de ago2016

Dez anos da Lei Maria da Penha em debate no Ceará

por deniseviola

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O Conselho Municipal de Defesa da Mulher de Juazeiro do Norte – COMDEM – realizou neste dia 23 de agosto de 2016 no Centro Regional de Referência à Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador, o I FÓRUM DE DEBATE: Lei Maria da Penha e o PLC.07/2016.
Convidadas afinadas e conhecedoras da realidade das mulheres discorreram seus pontos e contrapontos acerca das mudanças que ferem a Lei e fragilizam e desresponsabilizam o Judiciário! 

O Conselho da Mulher de Juazeiro está criando comissões e grupos temáticos, quando necessários, para estudos e análises de questões atinentes às mulheres, promovendo seminários, fóruns como esse, campanhas e encontros municipais sobre os temas importantes para as mulheres do município, buscando parcerias com outros órgãos regionais, estaduais e nacionais e integrando um trabalho coletivo e de ação, com outros segmentos feministas.

Na mesa de debate estavam representados a Defensora Pública do Juizado da Mulher, pela advogada  Aline Marinho, Comissão da Mulher Advogada OAB Mulher Juazeiro, pela advogada Derineide Barboza, o Centro Regional de Referência da Mulher, pela advogada Anne Dulcinéia, a Frente de Mulheres dos Movimentos do Cariri e Conselho Municipal dos Direitos da Mulher da cidade de Crato, pela Profª Verônica Isidorio, o Centro Regional de Referência da Mulher, pela psicóloga Vanessa Cruz, o Grupo de Valorização da Pessoa Negra Cariri- GRUNEC, pela Profª Maria Eliana de Lima e a Presidenta do COMDEM, Profª  Karol Dias Magalhães. E evento, que contou com total interação da plateia, foi apresentado pela comunicadora Célia Rodrigues – Conselheira e uma das fundadoras do COMDEM.
Os desafios são imensos, mas, com a força e o compromisso de todas as conselheiras, o COMDEM cumprirá sua agenda de gestão 2016/2018. Quer seja no protesto, na cobrança, no envolvimento dos Conselhos, dos coletivos de mulheres, dos núcleos universitários, dos movimentos sociais feministas; quer seja da sociedade de mulheres e homens, exigindo dos sistemas, consulta pública às mulheres, em consequência da angústia dos direitos violados.

26 de jul2016

Bingo que sorteava mulher é fechado no Ceará

por deniseviola
(foto: divulgação)

(foto: divulgação)

Um cartaz de um bingo dançante que anunciava como prêmio uma garota e uma caixa de cerveja causou indignação às frentes de mulheres articuladas do Cariri – Região Centro Sul do Ceará. O evento aconteceria numa chácara, na cidade de Barbalha, em uma casa dirigida por exploradores da prostituição.

A primeira denúncia pública foi feita a partir do rádio, por Célia Rodrigues (Rede Mulheres Amarc/Brasil), produtora e apresentadora do Quadro Sexo Verbal, de orientação sexual comportamental. O quadro é veiculado pela Rádio Vale FM, em Juazeiro do Norte. A repercussão foi tamanha, que ouvintes prestaram informações detalhadas sobre o bordel de luxo, que existia naquele local.

Logo em seguida, as articulações feministas compartilharam o cartaz nos grupos do whatsapp, e a denúncia ganhou as redes sociais.

A Comissão da Mulher Advogada (OAB), Conselhos e Centro Regional de Referência da Mulher, junto à Coordenação de Políticas para as Mulheres do Ceará, denunciaram ao Ministério Público, que prontamente compareceu ao local. Acompanhados da polícia, fecharam a casa e proibiram a realização do bingo dançante.

As garotas que lá se encontravam prestaram depoimentos, e esclareceram que recebiam uma parte do dinheiro arrecadado, que era dividido com a dona do bordel. O inquérito foi aberto no início de julho e aguarda-se uma decisão da justiça para punir todos os culpados (as).

As mulheres caririenses estão sempre alertas, para coibir qualquer tipo de violência, inclusive contra as garotas de programa, tratadas como objeto, e, neste caso, com seu valor equiparado a uma caixa de cerveja. Elas querem dar um basta à coisificação da mulher e lembram que incitar à prostituição é crime!

*Célia Rodrigues

 

10 de jun2016

Nota de Repúdio à Cultura do Estupro

por nils

Desde que o crime de estupro coletivo de uma adolescente, no Rio de Janeiro se tornou público, muitos setores da sociedade civil se solidarizaram à situação da jovem mulher, e se manifestaram através das redes sociais e em forma de Cartas Abertas, chamando o Brasil para o debate e o repúdio à cultura do estupro, ao machismo, à sociedade que coisifica e escraviza as mulheres. Chamam a atenção para a sociedade misógina que ainda vivemos. Parte da sociedade brasileira exigiu e exige que o país deixe de cultivar a impunidade a quem não nos deixa viver. Por outro lado, seja na mídia, nas redes sociais ou em espaços presenciais dos mais diversos, uma considerável parte da sociedade questiona se houve de fato um crime de estupro, ou busca argumentos refutáveis de que a vítima teria sido responsável pela situação. Cabe destacar que este é o único crime em que o local, a hora, as roupas ou o comportamento da vítima são usados para “determinar” ou “decidir” se houve crime ou não.

Até o ano de 2009, o estupro era considerado crime contra a honra, e é um dos crimes menos notificados do Brasil – seja por medo de retaliações, certeza da impunidade, vergonha de se expor, e até mesmo por receio de serem culpadas ou tachadas pela violência sofrida.

O Código Penal Brasileiro em seu artigo 213 (na redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009), diz que estupro é: constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.

A cultura do estupro está presente em todos os espaços cotidianos – nas ruas, nas piadas, nos assédios, nas músicas, no cinema, na publicidade, na mídia, na pornografia – naturalizando, banalizando e perpetuando a violência contra a mulher.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou em 2015 sua conclusão: a cada onze minutos uma mulher é violentada no Brasil. Isto representa uma média de 130 estupros por dia. A cada ano, são quase 50 mil casos de estupro registrados. Levando em conta que apenas 10% dos casos são registrados, este número pode ser dez vezes maior!

E mais! Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de estupros no Brasil subiu 18,17% em 2012, na comparação com o ano anterior.

Enquanto isso, o Senado Federal aprovou, no dia 31 de maio deste ano, Projeto de Lei que prevê o aumento da pena para crimes de estupro praticado por dois ou mais criminosos. Se aprovado pela Câmara e sancionado pela presidência, a pena pode chegar a 25 anos de prisão em casos de estupro a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Será que o aumento da pena vai impedir o estupro? E ainda – será que vai impedir a impunidade, como a representada pelo habeas corpus concedido pelo Ministro do STF, Gilmar Mendes, ao médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de cadeia, por estupro de mais de 50 mulheres e abusar sexualmente de outras tantas?

Nós da Rede de Mulheres da Amarc/Brasil queremos ecoar o nosso repúdio a esse e a todos os crimes cometidos contra nós. Nos indigna a reprodução contínua de crimes de estupro no Brasil. Nos indigna mais ainda a negação das estruturas de poder que cercam as nossas vidas, pautando as relações entre homens e mulheres – relações que envolvem exploração e dominação.

Em uma sociedade patriarcal, a violência sexual vem sendo utilizada sistematicamente para subjugar a nós mulheres, nos dominar, nos desqualificar, nos castigar pela violação e pela busca incessante de sermos donas de nossa existência. É roubar nossa possibilidade de existir e ser com autonomia, rompendo as regras de sujeição que o machismo nos impõe todos os dias. Trata-se, portanto, de uma violência que nos reduz à condição de objeto e nos retira do lugar de sujeitas de nós mesmas. Mais uma vez presenciamos a afronta aos direitos fundamentais da mulher, em detrimento ao conceito inserido na Carta Maior da construção de uma sociedade justa, solidária e humana.

Queremos dar um basta à cultura do estupro – este que é um conjunto de conceitos e ações que inferiorizam, dominam, desumanizam as mulheres e as relações de gênero. Uma sociedade que naturaliza em suas várias nuances o predomínio de uma pessoa sobre a outra é uma sociedade doente. E esta doença se trata com o constante diálogo, o debate, a revelação, a indignação e o combate sistemático ao preconceito de gênero.

Conquistar todos os direitos e garantir os já conquistados é nossa palavra-ação de ordem. É urgente darmo-nos o poder, aprimorarmo-nos e jamais nos submeter à depreciação de nossas potencialidades, ao silêncio de nossas vozes e à violação de nossos direitos e nossos corpos.

Rede de Mulheres da Amarc/Brasil

29 de out2015

Rádio Tupancy associada da Amarc Brasil lança Revista Radiofônica

por secretaria

Estreou no dia 27 de outubro, na Rádio Comunitária Tupancy 87.5FM – www.tupancy.com.br, o  programa Hoje Tem. A revista radiofônica, como descreve sua apresentadora, a comunicadora Dóris Macedo – filiada individual da AMARC,  promete envolver as mulheres – mas não só -, com a abordagem autêntica  do universo feminino.O programa irá tratar de assuntos como relacionamentos, carreira, família, moda, dinheiro, entre outros assuntos do dia-a-dia, de forma divertida, leve e informativa, além é claro, de muita música boa. O público, que poderá interagir pela rede social, vai contar, também, com a participação  de especialistas convidados na área do direito e da psicologia.  O Hoje Tem irá ao ar todas as 3ª e 5ªf, das 10 às 12h.

Rádio Comunitária Tupancy FM, que fica em Arroio do Sal – RS.

Tupancy

8 de nov2013

Palavra de Mulher – 20 anos de história

por nils

palavra de mulher
Há 20 anos era lançado o programa de rádio “Palavra de Mulher” pela rádio Difusora de Goiânia. Num período em que os movimentos sociais motivados pelas Comunidades Eclesiais de Base – Cebs da Igreja Católica começavam a se organizar, pós-período ditatorial, também as mulheres se organizavam  em grupos e reivindicavam direitos.

A Pastoral da Mulher aceitou o desafio de produzir e apresentar um programa que falasse não só para as mulheres, mas para toda a sociedade sobre temas  difíceis de serem pautados na mídia convencional. Palavra de Mulher trazia uma proposta inovadora, ousada: denunciar a violência, falar de igualdade entre os sexos, de temas tabus  para a sociedade, como  o direito das mulheres sobre seus próprios corpos, ousava dar visibilidade  àquelas que durante séculos foram submetidas aos desejos e vontades de uma sociedade machista.

No dia 04 de outubro de 1993 estreava o programa Palavra de Mulher com o slogan: “Um programa que luta e sonha por um novo relacionamento entre mulher e homem”. Uma revista semanal com notícias, debates e entrevistas. Sendo um programa de um segmento da igreja católica, ousou falar da bíblia sob a ótica da mulher, através de uma especialista no assunto, Maria do Carmo. O programa era gravado, passou a ser feito ao vivo a partir do ano 2000. Veiculou em vários horários na grade de programação da Rádio Difusora até se firmar no sábado, às 12 horas.  Durante todo esse tempo teve várias mulheres colaboradoras: advogadas, educadoras, jornalistas, professoras, psicólogas. Divina Jordão, musicista, educadora e feminista está à frente desde sua criação.

As mulheres que integram o grupo de produtoras do programa, criou há 10 anos a Associação Mulheres na Comunicação e o   programa Voz da Mulher, que completa no mês de novembro,  11 anos de atividades pela rádio Universitária de Goiânia. A militância em favor da igualdade de gênero e da comunicação democrática,  fez do programa Palavra de Mulher e de seus frutos,  ícones de referência e resistência pelos Direitos Humanos e das Mulheres, em favor do Direito de todas e todos à Comunicação. O programa deixou de ser vinculado a Pastoral da Mulher, se firmou como um espaço de luta não só pelos direitos das mulheres, mas também pelos direitos das populações vulnerabilizadas. Além disso, o programa amadureceu na militância em favor de uma  comunicação como um direito de todas as pessoas. Uma comunicação transformadora, democrática, comprometida com a luta pelos direitos humanos e com a sociedade de direitos.

O público do programa  Palavra de Mulher  dá a dimensão do alcance e da responsabilidade que é falar de temas tão complexos, sem contudo deixar de ser ágil, atraente aos ouvidos de quem está ouvindo. Não são poucas as vezes que as participações vêem recheadas de depoimentos. São pessoas que se sentem agradecidas por tomarem conhecimento de temas que naturalmente não são pautados na mídia convencional. Ao produzir conteúdos a partir das demandas dos movimentos sociais, o Palavra de Mulher no seu ineditismo, é vanguarda. Inúmeras vezes pautou conteúdos que em outras épocas não eram sequer pensados como possibilidade de pauta e hoje, são novos nichos para os empresários da comunicação. Antes de virar moda, já falávamos sobre os direitos das mulheres, as culturas tradicionais, as parteiras, benzedeiras, às mulheres negras, a igualdade entre os sexos, a pessoa idosa, as crianças e jovens e tantos outros assuntos.

Cada vez mais, a partir das experiências vivenciadas com os programas, as mulheres do rádio foram se embrenhando por outros espaços, buscando uma comunicação mais engajada, comprometida! Cada produção de programa, nunca se restringe a uma pauta, vai além. São palestras, cursos, oficinas, livros, conferências, seminários e toda a riqueza e diversidade que cada temática se propõe. O que significa dizer que, a comunicação é percebida, de fato como um direito humano.

Ao completar 20 anos o programa Palavra de Mulher faz história não só pelo longo tempo de existência, mas sobretudo, pelo significado que tem para todas as pessoas envolvidas, sejam como produtoras, sejam como ouvintes, sejam como entrevistadas. O programa de rádio é hoje significado de compromisso e credibilidade. Palavra de Mulher!

Geralda Ferraz
Presidenta da Associação Mulheres na Comunicação
Produtora e apresentadora do Programa Palavra de Mulher

17 de ago2011

Denise Viola é a nova representante da Rede de Mulheres

por Rede de Mulheres
Denise Viola e Luzia Franco - 9ª Assembleia Amarc Brasil - 2011

Denise Viola fala durante a 9ª Assembleia da Amarc Brasil

A 9ª Assembleia da Amarc Brasil (Associação Mundial de Rádios Comunitárias) elegeu a associada individual Denise Viola para representar a Rede de Mulheres no Conselho político do movimento.

A jornalista carioca substitiu a gaúcha Rose Castilhos, que também está no Conselho da Amarc Brasil, representando o Ilê Mulher.

Denise Viola foi eleita para a gestão 2011-2013.

15 de ago2011

Rede de Mulheres presente à Assembleia da Amarc

por Rede de Mulheres