8 de jul2013

Brasil cobra explicações dos EUA sobre espionagem revelada por ex-consultor da CIA

por Pulsar Brasil

Cartaz faz alusão à campanha de Obama: “Sim, você pode. Proteja este homem!”. (foto: reprod.)

O governo federal pediu neste domingo (7) explicações aos Estados Unidos sobre a espionagem de pessoas e empresas no Brasil. De acordo com documentos vazados pelo ex-consultor da CIA Edward Snowden, telefonemas e mensagens em diversos países foram vigiados. O Brasil seria o mais monitorado na América Latina.

As informações são do Opera Mundi. A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), por meio de parceria com uma grande empresa de telefonia estadunidense, estabelece relações de negócios com outros serviços de comunicação. Desse modo, teria acesso às redes de diversos países.

Além de entrar em contato com a Embaixada dos Estados Unidos, o governo vai enviar uma moção à ONU pedindo por mais segurança cibernética. Desde o dia 23 de junho, Snowden se encontra na zona de trânsito de um aeroporto da capital russa Moscou. Os Estados Unidos pedem sua extradição.

O ex-consultor da CIA já pediu asilo a 27 países, recebendo negativas de muitos deles. Nos últimos dias, três países latino-americanos ofereceram asilo a Snowden: Venezuela, Nicarágua e Bolívia. O chanceler da Venezuela, Elías Jaua, afirmou que espera a confirmação se Snowden quer se refugiar em seu país até esta segunda-feira (8).

Em entrevista à VTV, o vice-presidente venezuelano, Jorge Arreaza, disse que a decisão segue o exemplo deixado por Hugo Chávez e pela Venezuela entender a importância dos direitos humanos. Para ele, o recente episódio vivido pelo presidente boliviano mostrou a gravidade da perseguição ao ex-técnico da CIA. Evo Morales foi impedido de passar por espaços aéreos europeus pela suspeita de que Snowden estivesse a bordo. (pulsar)

18 de abr2013

OEA se retifica e reconhece vitória eleitoral de Maduro na Venezuela

por Pulsar Brasil

Maduro recebeu 50,66% da preferência dos eleitores.(foto: Opera Mundi)

O secretário geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou que será “respeitoso” com a decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela. O órgão reconheceu Nicolás Maduro como novo presidente da Venezuela.

Dessa maneira, a OEA se retifica da primeira posição, em que pediu uma nova contagem dos votos devido a pequena margem, que chegou 265 mil votos, entre Maduro e o candidato derrotado Henrique Capriles.

Insulza declarou nesta quarta-feira (17) que a OEA respeitará as formas legais e constitucionais da Venezuela, demonstrando apoio e desejando “o melhor governo ao presidente eleito”. Ele também pediu que se realize um diálogo entre os diferentes setores políticos da Venezuela com a finalidade de trazer calma à tensão social vivida no país.

O secretário da OEA condenou os atos de violência que ocorreram nos últimos dias. O Ministério Público da Venezuela apura as mais de 16o denúncias de violações ocorridas em decorrência de divergências entre aliados de Maduro, herdeiro político do falecido presidente Hugo Chávez, e do conservador Capriles. Cerca de 70 pessoas ficaram feridas e oito morreram após conflitos.

Capriles continua não reconhecendo o resultado e pedindo a recontagem de 100% dos votos. O governo dos Estados Unidos é o único das Américas que aderiu a essa campanha.

De acordo com informações do Opera Mundi, os países do Mercosul parabenizaram a população da Venezuela pela alta participação eleitoral que, mesmo não sendo obrigatória, foi superior a 80%. Outros organismos como Unasul, Caricom e Alba também enviaram expressões de apoio “à decisão da maioria dos venezuelanos”. (pulsar)

Versão em espanhol.

15 de abr2013

Maduro aceita recontagem de votos solicitada por opositor nas eleições venezuelanas

por Pulsar Brasil

Maduro vence com 50,66% dos votos. (foto: revistaovies)

Nicolás Maduro, herdeiro político de Hugo Chávez, saiu como vencedor das eleições presidenciais na Venezuela realizadas neste domingo (14). A diferença entre ele e o candidato de direita Henrique Capriles foi de menos de 300 mil votos. O candidato derrotado pediu recontagem de votos.

Maduro recebeu 50,66% da preferência dos eleitores. Capriles, que ficou com 49,07% dos votos, anunciou não reconhecer os resultados.

Em declaração em frente Palácio de Miraflores, sede da Presidência da Venezuela, Maduro afirmou que houve um “triunfo eleitoral justo, legal, constitucional e popular”. E disse que está preparado para uma auditoria para que que não se tenha dúvida sobre os resultados.

O presidente da União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore), Roberto Rosario, ressaltou a qualidade do processo eleitoral venezuelano. Ele reiterou a transparência, eficácia e segurança do pleito, de acordo com informações do site da TeleSur.

Roberto Rosario felicitou a população da Venezuela por ir para ir às urnas de forma massiva. Na opinião dele, o fato demonstra um compromisso com a democracia. Agregou ainda que a alta participação se traduz na valorização do desempenho do Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Para atestar a idoneidade do processo de escolha de um novo presidente venezuelano após a morte de Hugo Chávez, que morreu no último dia 5 de março vítima de câncer, mais de 170 observadores internacionais acompanharam as eleições. Entre eles, representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), do Mercosul e da União Africana. (pulsar)

 

6 de mar2013

Presidenta Dilma decreta luto oficial pela morte de Hugo Chávez

por Pulsar Brasil

Partidos brasileiros publicam notas sobre a morte de Chávez. (foto: redefonte)

Dilma Rousseff decretou luto de três dias, a partir de hoje (6), pela morte de Hugo Chávez. A presidenta afirmou que as transformações econômicas, sociais e políticas na Venezuela fizeram dele “a mais importante referência da história daquele país”.

Chávez morreu em Caracas ontem (5), aos 58 anos, após complicações de um câncer na região pélvica. A notícia foi anunciada pelo vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em rede nacional de rádio e televisão.

A informação foi recebida com pesar por partidos que se declaram de esquerda, inclusive brasileiros. O PT, assim como Dilma, destacou o protagonismo de Chávez na integração da América Latina, o caracterizando como “uma liderança mundial das forças populares”.

Parlamentares do PCdoB desejaram que os avanços contra a desigualdade na Venezuela não cessem. Já o PCB reafirmou “sua confiança de que os trabalhadores e o povo venezuelanos saberão construir unidade, ampliar a organização e derrotar forças conservadoras”.

O Psol considerou o processo político venezuelano como um dos mais importantes no enfrentamento do imperialismo no continente. E afirmou que Chávez se empenhou para fazer da Revolução Bolivariana um processo rumo ao socialismo.

O PSTU ressaltou que se deve “respeitar a comoção de inúmeros ativistas e militantes”, mas disse que “é importante discutir o real significado do chavismo”. Na avaliação do partido, se por um lado o governo Chávez “é produto da mobilização das massas”, por outro não rompeu com a burguesia.

Neste mesmo sentido, o PCO não classifica o governo Chávez como socialista, mas sim de propaganda nacionalista. Isso sem deixar de reconhecer que a morte do líder colocará uma “redobrada pressão do imperialismo” sobre a política no país.

O funeral de Hugo Chávez deve acontecer na próxima sexta-feira (8). Além de Dilma Rousseff, outros presidentes confirmaram presença. Os do Uruguai, José Mujica, da Bolívia, Evo Morales, e da Argentina, Cristina Kirchner, são alguns dos que anunciaram viagem a Caracas. (pulsar)

Ouça:

Presidenta Dilma lamenta morte de Hugo Chávez durante o 11º Congresso Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras.

 

19 de fev2013

Chávez volta à Venezuela após dois meses de tratamento em Cuba

por Pulsar Brasil

Chávez posa com suas filhas após Cirurgia em Cuba (foto: Miraflores Presidential Press Office)

O presidente venezuelano Hugo Chávez anunciou nesta segunda-feira (18) que desembarcou em Caracas, mais de dois meses após uma cirurgia em Havana para combater um câncer. Para o Ministro da Comunicação e Informação da Venezuela, Ernesto Villegas, o retorno do presidente Chávez ao seu país, significa a derrota das “vozes agourentas” que desconfiavam de informações do governo sobre a saúde do presidente.

O ministro Villegas informou que a agenda principal do presidente Chávez, em Caracas, é sua recuperação. Villegas também negou suposições de que o retorno de Hugo Chávez na Venezuela seriam devido a uma possível deterioração da sua saúde.

O presidente venezuelano ficou hospitalizado por mais de 60 dias na cidade de Havana, Cuba, depois de enfrentar uma delicada operação cirúrgica contra o câncer. Chávez foi reeleito em 7 de outubro de 2012 para um terceiro mandato de seis anos. Devido ao tratamento, recebeu antes da data da posse, marcada para 10 de janeiro, autorização da Assembleia Nacional para permanecer quanto tempo fosse necessário em Cuba.

O Tribunal Superior de Justiça (TSJ) venezuelano corroborou a decisão dos deputados. Se optar por seguir à frente da Presidência, como até agora tem feito, o vice-presidente Nicolás Maduro é quem continuará liderando o governo, assumindo funções que podem ser delegadas por Chávez. Se decidir renunciar para continuar com o tratamento médico, novas eleições devem ser convocadas num prazo de 30 dias. (pulsar/operamundi)

15 de jan2013

Irmão de Hugo Chávez desmente estado de coma do presidente

por Pulsar Brasil

Hugo Chávez ao lado do irmão mais velho.

Hugo Chávez não está em coma e avança com os tratamentos contra o câncer. Foi o que afirmou Adán Chávez, irmão do presidente reeleito da Venezuela. Dessa forma, desmentiu os recentes rumores sobre a piora da saúde do Chefe de Estado.

Adán garante que, depois de complicações, Hugo Chávez se recupera da delicada operação pela qual passou em Havana, Cuba. Ele afirmou que são falsas as informações que apontaram que a família estaria debatendo a desconexão de aparelhos que estariam postergando a vida de Hugo Chávez.

Adán, que também é governador do estado venezuelano de Barinas,  criticou os partidos de oposição da Venezuela e certos meios de comunicação por alimentarem a difusão desses rumores.

O irmão mais velho do presidente da Venezuela não quis dar mais detalhes sobre o estado de saúde de Hugo Chávez. Explicou que a informação sobre sua recuperação será comunicada oficialmente ao povo venezuelano pelo vice-presidente, Nicolás Maduro.

O juramento à Constituição foi acompanhado por cerca de 1 milhão de venezuelanos durante manifestação no último dia 10, data em que Hugo Chávez tomaria posse. A população lotou as ruas da capital Caracas em apoio à decisão da Justiça, que adiou a cerimônia de posse pela impossibilidade de comparecimento do presidente venezuelano.

Versão em espanhol. (pulsar)

 

10 de jan2013

Justiça determina continuidade do governo sem posse imediata de Chávez

por Pulsar Brasil

Após determinação do TSJ, Nicolás Maduro, agora chefe de Estado, se reuniu com ministros (Imagem: VTV)

O Tribunal Supremo Justiça (TSJ) da Venezuela autorizou que o governo Chávez siga administrando o país a partir deste 10 de janeiro.  A posse do presidente reeleito Hugo Chávez, marcada para hoje (10),  foi adiada.

O TSJ tem a última palavra sobre os sentidos da Constituição do país. De acordo com a presidenta da máxima corte venezuelana, Luisa Estella Morales, a posse é apenas um formalismo, que não pode “ interromper a continuidade administrativa ou o início do mandato “.

Portanto, prevaleceu o entendimento sustentado pelos partidários do presidente, e ratificado ontem pela Assembleia Nacional , de que Chávez poderia tomar posse mais adiante, perante o TSJ, quando sua saúde permitir. Ele padece de um câncer e passa por tratamento em Cuba. Esta possibilidade está expressa no artigo 231 da Constituição, citado pela juíza para validar a decisão do colegiado.

A magistrada recordou que a ausência de Hugo Chávez tem sido repetidamente autorizada pelo Legislativo venezuelano, como manda a Constituição. Por isso, essa ausência não pode ser interpretada como uma das faltas previstas na Carta Magna que poderiam impedir que o presidente eleito assumisse o cargo.  (pulsar/brasilatual)

8 de jan2013

Diferentes interpretações geram tensão em torno da posse de Chávez

por Pulsar Brasil

Chávez ao lado da procuradora Cilia Flores.

Em meio ao momento político que vive a Venezuela devido às incertezas sobre o estado de saúde de Hugo Chávez, surgem diferentes interpretações sobre sua posse marcada para quinta-feira (10). Para os opositores, caso Chávez não esteja em condições de assumir o cargo, o Legislativo deverá determinar sua “ausência definitiva”.

Já a procuradora geral da República, Cilia Flores, explica que o artigo 231 da Constituição da Venezuela estabelece que, se por qualquer motivo inesperado ou de força maior, o presidente não possa fazer seu juramento na Assembleia Nacional, o realizaria diante do Tribunal Supremo de Justiça. Para a procuradora geral, a delicada cirurgia pela qual Chávez passou para o tratamento de um câncer se enquadrar no que diz este trecho da Carta Magna.

Cilia Flores disse ainda que Chávez é um presidente reeleito e não um candidato eleito, ressaltando a diferença entre as duas posições. Ela ressalta que o caso de Chávez é distinto porque ele já estava no cargo. Ou seja, para ela Chávez já assumiu os símbolos de poder por estar em pleno exercício como presidente da República.

Nesse sentido, Cilia Flores aponta que a possível ausência de Chávez na cerimônia de posse não deve significar o não reconhecimento da vontade do povo venezuelano, que em 7 de outubro de 2012 o reelegeu. A procuradora general Cilia Flores é companheira do vice-presidente Nicolás Maduro e uma das dirigentes mais influentes no partido do governo venezuelano.(pulsar)

Versão em espanhol.