Amarc Realiza Seminário Internacional sobre “Espectro e Redes Digitais”
A Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC Brasil) convida radialistas, coletivos de mídia, midialivristas, professores, estudantes e demais interessados para compartilhar experiências e conhecimentos sobre o espectro electromagnético brasileiro durante os dias 31 de março e 1° de abril, em Campinas, São Paulo.
O Seminário Internacional “Espectro e Redes Livres”, com apoio da Ford Foundation e em parceria com o Laboratório de Jornalismo da Unicamp (Labjor), entende o espectro eletromagnético como um bem comum que precisa ser defendido e regulado democraticamente. Para aprofundar o tema, a programação do evento, com entrada livre na Universidade de Campinas (UNICAMP), dará continuidade ao ciclo de encontros sobre “O futuro das rádios comunitárias em tempos digitais”.
O debate será iniciado com uma mesa sobre práticas e propostas do uso do espectro pela sociedade civil junto à diferentes radialistas associados à AMARC Brasil, representantes de AMARC América latina e Caribe e AMARC internacional além de pesquisadores, ativistas e instituições que trabalham pela garantia da democratização da comunicação no país.
Em seguida, teremos a apresentação do representante para América Latina do Repórteres Sem Fronteiras, Emmanuel Colombié.
À tarde serão realizadas oficinas paralelas, divididas em dois blocos, relacionadas ao tema do Seminário.
No primeiro bloco teremos: construção de mini-transmissores, com a equipe programa Oxigênio-LabJor; / radiojornalismo científico com COMRADIO DE Piaui; debate sobre o Contexto e Construção do espectro com o coletivo espectrolivre.org; oficina de aplicativos para rádio comunitária com a AMARC Brasil; e uma oficina sobre mecanismos legais de defesa para comunicadores/as comunitários/as com a ONG Artigo19.
No segundo bloco teremos diretamente de Oaxaca, no México, o representante da Rhizomatica falando sobre telefonia comunitária; uma oficina sobre comunicação das comunidades tradicionais offline e online com Nils Brockenquanto espectrolivre.org continuará com a temática de redes digitais e rádios comunitárias e do mesmo modo o Instituto de Bem Estar trabalhara sobre radios comunitarias como provedores de internet.
O dia finaliza com um evento cultural apresentado pela a comunidade Jongo Dito Ribeiro de Campinas que através da memoria de Benedito Ribeiro, com rodas, tambores, canto e dança irão compartilhar a cultura ancestral do Brasil.
No dia seguinte continuaremos com a mesa “desafios para politicas publicas em tempos digitais” onde iremos ter uma diversa participação entre ativistas, radialistas, instituições defensoras da comunicação e a liberdade de expressão e representantes de AMARC ALC e o secretariado internacional de AMARC.
Historicamente os recursos comuns como a água ou a terra têm sido apropriados por grandes empresas privadas e multinacionais. O espectro electromagnético tem sofrido sistematicamente este mesmo processo, visto como uma mina de ouro, está ao mesmo tempo sendo utilizado para influenciar políticas públicas e tecnologias que não estão ao alcance dos menos favorecidos. Diante disso, se faz necessário conhecer os avanços tecnológicos pelos quais passam as mídias digitais e enfrentar esta grande disputa com ferramentas pensadas, discutidas e criadas coletivamente, garantindo também a auto-sustentabilidade dos que dela se apropriarem.
Programação Completa
Inscrições Aqui.
*08.30 BOAS-VINDAS E ABERTURA*
Pedro Martins (Amarc Brasil)
Profa. Marta Mourão Kanashiro (LabJor/LAVITS-UNICAMP)
Cleyton Torres (EDICC – Labjor)
*09.05 APRESENTAÇÃO DA PROGRAMAÇÃO*
Claudia Nuñez Arango (Amarc Brasil)
*09.15 PALESTRA*
Rafael Evangelista (Labjor/LAVITS – UNICAMP)
Redes e espectro: os caminhos para um uso participativo e democrático
*09.40 MESA DE DEBATE I*
Práticas e propostas do uso do espectro pela sociedade civil
Moderação: Karina Quintanilha
João Paulo Malerba (Amarc Brasil)
Francisco Caminati (UNESP)
Diego Vincentin (UNICAMP)
Peter Bloom (Rhizomatica, México)
TC-Antonio Carlos Santos Silva – (Rede Mocambos)
Francesco Diasio (Amarc Internacional)
*11:45 APRESENTACÃO:
Emmanuel Colombié (Repórteres Sem Fronteira – América Latina)
*12:00 INFORMES*
Claudia Nuñez Arango – Amarc Brasil
*12.15 ALMOÇO*
*14.00: OFICINAS – Bloco 1*
– Construção de minitransmissores
Local: Sala CL01 (IEL)
Montagem de um minitransmissor FM portátil de pequeno alcance (50 -100 metros), baseado no projeto de Tetsuo Kogowa. Discussões sobre comunicação livre e comunitária. Autonomia tecnológica a partir de projetos “Faça Você Mesmo (D.I.Y)”.
Oficineiro: Ricardo Franco Llanos, é graduando em Ciências Econômicas pela Unicamp. Estuda Democratização da Comunicação e Comunicação Livre. Foi bolsista de Iniciação Científica do programa PIBIC/CNPq. Possui experiência em montagem de minitransmissores e em transmissão de rádios FM.
– Radiojornalismo de C,T&I (módulo 2)
Local: Sala CL02 (IEL)
As fontes são elementos determinantes para a qualidade da informação produzida pela imprensa, seja para a área de política, economia e cultura – com o jornalismo científico não é diferente. A escolha das fontes é fundamental para obter não só a informação em si, mas também algumas opiniões ou vieses que se pretende dar à matéria. Entretanto, é preciso considerar algumas características nessa escolha. Na oficina, pretende-se orientar os interessados na busca de fontes para a realização de notícias e reportagens relevantes sobre C,T&I.
Oficineiros: equipe do programa Oxigênio, produção jornalística e de divulgação científica dos alunos do Labjor/Unicamp, com apoio técnico da RTV Unicamp, que passou a ser publicado na grade de programação da Web Rádio Unicamp em 2015; e Milena Rocha, estudante de jornalismo da UFPI, coordenadora do projeto “Um olhar para a Cidadania”, no Instituto ComRádio (Amarc Brasil) e membro da Renajoc.
Requisitos: Levar computador
– Rádio Digital e Telefonia comunitária
Local: Sala CL03 (IEL)
Nessa oficina serão abordadas duas tecnologias que podem ser assimiladas pela sociedade e proporcionar um grande potencial de comunicação, tanto através da transmissão de dados, aplicações interativas e multiprogramação do rádio digital, como através do uso de telefonia GSM e a infinidade de serviços de voz e SMS que podem ser implementadas comunitariamente.
– – Oficineiros: Peter Bloom é ativista comunitário e coordenador do Rhizomatica, uma organização dedicada a conectar as comunidades rurais e indígenas com tecnologias de comunicação, que funciona na Nigéria e no México. Atualmente, mestrando em Desenvolvimento Rural, na Universidade Autônoma Metropolitana do México; e Rafael Diniz, que é engenheiro, mestre pelo Laboratório Telemídia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutorando pela Universidade Nacional de Brasília (UNB).
– Mecanismos legais de defesa para comunicadores/as comunitários/as
Local: Sala CL04
Diante do cenário de crim– inalização e imposição de grandes entraves para que as rádios comunitárias possam existir, a Artigo 19 fará uma oficina com o objetivo de pensar formas de prevenção e defesa das rádios e dos seus responsáveis frente às atuações desempenhadas pela Anatel, pela Polícia Federal, pelo Ministério das Comunicações e pelo Sistema de Justiça. Aproveitaremos também para apresentar a publicação recentemente lançada pela Artigo 19, “Defesa da liberdade de expressão das rádios comunitárias no Brasil: teses jurídicas aplicáveis”, com o objetivo de contribuir na defesa das rádios comunitárias brasileiras, as quais são instrumentos essenciais para a concretização da liberdade de expressão.
Oficineira: Camila Marques é advogada e coordenadora do Centro de Referência Legal em Liberdade de Expressão e Acesso à Informação da Artigo 19. Formou-se na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), cursou um semestre como ouvinte na disciplina de Direito Internacional na Ludwig-Maximilians-Universität München (Alemanha) e, atualmente, é Conselheira Consultiva da Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública do Estado de São Paulo.
16h às 16h30 – Café
Local: prédio do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL)
16h30 às 18h30 – Oficinas – Bloco 2
– Espectro livre e segurança
Local: Sala CL02 (IEL)
A oficina abordará questões sobre a potencialidade do uso do espectro eletromagnético para fins de uma comunicação democrática, livre e não licenciada. Pretende-se apresentar também o conceito de espectro livre, relacioná-lo tanto com outras noções que circulam o tema como com as ideias de segurança, liberdade e autonomia. Ademais, a oficina terá a apresentação do Projeto “Fonias Juruá”, que explorou soluções autônomas de uso do espectro eletromagnético em rádio digital em ondas curtas na região amazônica.
Oficineiro: Adriano Belisário é mestrando em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), membro do MediaLab – UFRJ e membro da rede Espectro Livre. É pesquisador de tecnologias livres.–
– Pororoca – experiência de mídia offline e online nas comunidades tradicionais da Amazônia
Local: Sala CL03 (IEL)
A conectividade na Amazônia é uma pergunta complicada, todo mundo que já viajou pra lá sabe que é difícil fazer uma ligação pelo celular ou checar um e-mail. No entanto, as comunidades tradicionais dos países amazônicos se apropriaram ativamente das tecnologias de comunicação: amplificam as suas expressões culturais, documentam crimes socioambientais e reforçam as suas lutas. Ativistas de três países (Equador, Peru, Brasil) apresentarão nesta oficina diferentes estratégias para adaptar novos (e velhos) meios de comunicação na região amazônica para fazer mídia segundo as demandas das comunidades.
Oficineiro: Nils Brock é radialista. Ele foi programador da Rádio Livre Onda (Berlim, Alemanha). Trabalhou com rádios livres no México, com a produção de materiais midiáticos e a transmissão via internet para essas rádios. É cooperante internacional da Amarc.
– Rádios comunitárias como provedores de internet
Local: Sala CL04 (IEL)
Difusão de conhecimento para criação de provedores comunitários, suas regulamentações perante a Anatel e integração desta iniciativa junto às políticas públicas de inclusão digital e comunicação do governo federal, estado e municípios (telecentros, CVTs, pontos de cultura, rádios e TVs comunitárias). A oficina terá duração de 2 a 3 horas com a seguinte programação:
1 – Apresentação de regulamentação para criação dos provedores comunitários (Resolução de SLP e Resolução 506/2008);
2 – Oficina de montagem e configuração de um provedor comunitário usando tecnologia wi-fi (hardware – MikroTik e Ubiquiti – e software – RouterOS);
3 – Integração dos provedores comunitários às políticas públicas de inclusão digital e comunicação (telecentros, CVTs, pontos de cultura e rádios e TVs comunitárias);
4 – Reunião com participantes para debate do provedor comunitário e sorteio da infraestrutura.
Oficineiro: Marcelo Saldanha é presidente do Instituto Bem Estar Brasil e integrante dos movimentos Espectro Livre, Redes Livres e da Campanha “Banda Larga é Um Direito Seu”.
– Rádio Digital e redes locais de ondas curtas (Rafael Diniz e Francisco Caminati)
O Projeto Fonias Jurua consistiu da instalação de 6 estações de rádio fonia e capacitação da operação e manutenção básica dos equipamentos para as pessoas de cada local onde as estações foram montadas. 5 das estações foram instalas em comunidades dentro da Reserva Extravitista do Alto Juruá, no sudoeste do Acre, e uma instalada na sede da associação que representa a reserva, no município de Marechal Thaumaturgo/AC.
– Aplicativos para rádio comunitária (Arthur William – Amarc Brasil)
*18.30 AVALIAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS*
*EVENTO CULTURAL*
SEGUNDO DIA
01/04/2016
LOCAL: Plenario Jose Matosinho, Rua José Monge, 66, Ponte Preta
*9.00 hrs: inicio. Apresentacao e chamada a mesa.
*9:30 MESA DE DEBATE II* – Desafios para politicas publicas em tempos
digitais
Marcelo Saldanha (Instituto Bem Estar)
Piter Junior (Rádio Coitê, Bahia)
Camila Marques (Artigo19)
Jerry de Oliveira (Vou enviaMNRC)
Pia Matta AMARC Latinoamerica.
(Moderação: Bia Barbosa (Intervozes/FNDC)
*10.45 Discussão*
12.00 ALMOCO










