6 de maio2011

Conselheiro da AMARC Brasil participa de reunião do Conselho Regional da AMARC Alc

por arthurwilliam
Conselho Regional da Amarc ALC - América Latina e Caribe

Conselho Regional da Amarc ALC - América Latina e Caribe

O representante nacional e conselheiro da AMARC Brasil, João Paulo Malerba, participou da reunião do Conselho Regional da AMARC América Latina e Caribe, em Lima (Peru), dos dias 28 de março a 1º de abril de 2011. A reunião coincidiu com o fim da gestão de Ernesto Lamas na Coordenação Regional, iniciada em 2003 e concluída no dia 31 de março de 2011. O novo escritório regional da rede funciona em Lima desde o dia 1º de abril, com a coordenação de Carlos Rivadeneyra.

 

Em setembro de 2010, todas as associadas foram convocadas a participar das eleições para a Vicepresidência e Vicepresidência da Rede de Mulheres da AMARC Alc, onde Carlos Aparício, do México, e Perla Wilson, do Chile, foram eleitos, respectivamente, para essas funções. Na reunião do Conselho Regional, a eles se somaram: Liliana Belforte, da Argentina, pela sub-região Cono Sul; Ana Limachi, de Bolívia, sub-região dos Países Andinos; João Paulo Malerba, sub-região Brasil; Guillermo Ramos, de El Salvador, sub-região Centro América; Sócrates Vásquez, sub-região México e Sony Esteus, de Haiti, pela sub-região Caribe. Também esteve presente María Pía Matta, eleita na AMARC 10 Presidente da AMARC Internacional.

 

Durante a reunião foi apresentado o informe da última gestão (que pode ser acessado emhttp://www.agenciapulsar.org/documentos/informe-amarcalc-2003-2011.pdf) e que foi o ponto de partida para um balanço coletivo.

 

Foi mantido o esquema em que as linhas de ação da rede estarão organizadas através dos Programas: de Legislação e Direito à Comunicação; Agência Pulsar; Formação; Gestão; TICs; Onda Rural e Gênero. Um novo programa foi criado, o de Comunicações, para sistematização e difusão de produções e materiais da rede em diferentes formatos.

 

Foram definidos os temas prioritários para a rede nessa nova etapa: gestão de riscos e crise climática; povos originários; línguas indígenas e migração, todos prevendo o enfoque de gênero. A reivindicação do direito à comunicação continua como princípio articulador da missão da AMARC Alc.

 

Além disso, durante a reunião foi tirada uma série de resoluções, decididas coletivamente e por consenso. O conjunto das resoluções foi divulgado na lista das associadas da AMARC Alc. Mas cabe destacar algumas aqui, pela sua importância e/ou relação direta com a rede brasileira:

 

– tendo em vista que, durante o ano passado, 10 jornalistas foram mortos em Honduras, decidiu-se prestar atenção à situação política do país, com os Programas atendendo preferencialmente suas demandas;

– manter atenção permanente sobre a discussão da nova lei de comunicações no Brasil;

– formar a comissão para elaborar e validar – em três meses – o Regulamento da AMARC Alc, integrada por Liliana Belforte; João Paulo Malerba; Carlos Aparício, e; Carlos Rivadeneyra;

– a partir de abril de 2011, as publicações realizadas pela AMARC Alc também serão editadas em português, atendendo em primeiro lugar o tema das Legislações;

– assim que foi realizada a reunião com a junta dirigente da ALER e de avaliar muito positivamente o caminho percorrido durante os cinco anos de atividade do Programa Ritmo Sul, ambas as redes decidem continuar com a relação de colaboração e associação e deixam aberta a possibilidade de convocar novas formas de aliança nos países a nível regional. Porém, para o momento, não está prevista qualquer ação de continuidade do programa Ritmo Sul.

 

5 de maio2011

Novidades da Pulsar

por arthurwilliam

Em março seguimos com a organização do escritório, que se mudou em pleno carnaval.

Também fomos convidados para participar de uma das oficinas territoriais do encontro Diálogos e Convergências que está sendo organizado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) Rede Brasileira de Justiça Ambiental, Fórum Brasileiro de Economia Solidária, entre outras redes, movimentos e articulações. A ideia é buscar as interfaces para articulação e ação política sobre estes vários temas – agroecologia, saúde, justiça ambiental, soberania alimentar, economia solidária – sempre levando em conta as lutas nos territórios com o óbvio objetivo de fortalecer a atuação de cada um desses atores. Fomos convidados porque a ANA tem pautado a comunicação e a disputa de ideias como ponto fundamental nesta articulação. Sem fazer circular a informação, como vamos mudar a realidade que enfrentamos hoje? Por lá falamos da atuação da Pulsar e sobre a importância das rádios comunitárias e da mídia alternativa, junto, inclusive, das comunicadoras populares que atuam na Articulação do Semiárido (ASA) no norte de Minas e têm feito trabalho de mapeamento de emissoras comunitárias por lá.

No mês de abril o escritório da Pulsar Brasil ficou mais solitário. As pulsantes Gilka Resende e Katarine Flor embarcaram para Berlim na Alemanha, aonde, durante três meses, vão experienciar a produção do coletivo Matraca que integra o projeto Onda Npla. Onda produz conteúdos para rádios livres da Alemanha. Matraca é a parte do projeto que aborda questões relacionadas à América Latina. Em breve a produção será publicada em português e espanhol também no site da Pulsar.

Em abril a Agência Pulsar também esteve em uma das mesas do encontro sobre leitura crítica da mídia promovido pelo coletivo de Hip Hop Luta Armada e pelo Sindipetro-RJ. Falamos sobre as diferenças de linguagem e conteúdo quando falamos, na mídia comunitária e alternativa, sobre os mesmos assuntos que estão na mídia comercial. E sobre os interesses por trás dessas diferenças. (A associada individual Denise Viola também participou, em outro espaço de debate, falando sobre a representação das mulheres na mídia.)

Neste momento em que menos pessoas estão dedicadas integralmente ao trabalho na Pulsar, o escritório no Brasil mantém, sobretudo, a atualização diária do site. As notícias podem também ser recebidas por e-mail, é só ir no site e assinar o recebimento do panorama diário através do link: http://www.brasil.agenciapulsar.org/suscripciones.php.

Equipe Pulsar Brasil

5 de maio2011

AMARC Brasil adere à campanha Banda Larga é um direito seu!

por arthurwilliam

A AMARC Brasil acompanhou o lançamento e é signatária da Campanha Banda Larga é um Direito Seu! Uma ação pela Internet barata, de qualidade e para todos. O lançamento nacional da Campanha foi no dia 25 de abril, simultaneamente em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. As associadas podem aderir à Campanha. Para aderir, ver o manifesto na íntegra e obter mais informações, acesse http://www.campanhabandalarga.org.br.

5 de maio2011

FrenteCom é lançada em Brasília

por arthurwilliam

A AMARC Brasil, através da coordenadora do Programa de Legislação e Direito à Comunicação, Taís Ladeira, participou do lançamento – e de seus desdobramentos – da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (FrenteCom), no dia 19 de abril, em Brasília.

De acordo com o relato de Taís, pela manhã do dia 19, houve uma reunião com entidades da sociedade civil para avaliação do papel na Frente Parlamentar e definição das entidades que iriam compor a coordenação paritária da Frente, tanto as titulares quanto as suplentes. Estavam presentes representantes:AMARC, Artigo 19, Intervozes, FITTERT, Frenavatec, Ciranda, MNDH, FNDC, CFP, Frente Paulista, ANDI, Barão de Itararé, EDEC, ULEPICC Brasil (Marcos Dantas), CONAJIRA, ABRAÇO.

Sobre a atuação na Frente Parlamentar, ficou consensuado que  é um espaço importante e que a Frente nacional deve incentivar a criação de outras Frentes, estaduais e municipais. Em seguida, foram discutidos critérios para o preenchimento das vagas disponíveis na coordenação, tanto para entidades titulares quanto suplentes. A composição da coordenação ficou assim, com as suplências entre parênteses:

AMARC Brasil (ARPUB)
CUT (FITTEL)
ANDI (Viração)
ABRAÇO (Barão de Itararé)
FRENAVATEC (Campanha Ética na TV)
Intervozes (Artigo 19)
FNDC (CFP)
FITTERT (Ciranda)

Em seguida, ficou combinado que Rosane Bertotti (CUT) seria a representante da sociedade civil na mesa de abertura da Frente e o que ela falaria em nosso nome.

Por fim, à tarde, foi realizada a cerimônia de lançamento da FrenteCom. Com a tarefa de pautar, discutir e aprofundar no Congresso Nacional a reformulação no marco regulatório do setor, a FrenteCom foi criada com o aval de mais de 190 deputados federais de dez partidos e com o apoio de mais de 100 entidades da sociedade civil.

No dia seguinte, 20 de abril, foi realizada uma reunião da sociedade civil com o ministro Paulo Bernardo, que estava acompanhado de César Alvarez, Secretário-executivo, e Genildo Neto, Secretário de Comunicação Social Eletrônica, além de assessores/as. Pela sociedade civil estiveram presentes:

Marcos Dantas – União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (ULEPICC–Brasil)
Taís Ladeira – AMARC Brasil
Roseli Goffman – FNDC e Conselho Federal de Psicologia
Miro Borges – Barão de Itararé e Movimento dos Blogueiros
Brígido Roland – FITTEL
Veridiana Alimonti – IDEC
Laura Tresca – Artigo 19
Flávia Lafévre – Proteste
José Sóter – ABRAÇO e FNDC
Juliana Cézar Nunes – Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira)
Marcelo Saldanha – Instituto Bem Estar Social
Terezinha Vicente – Ciranda e Articulação Mulher e mídia
Lilian Romão – Viração / Rede de Jovens Comunicadores
Chico Pereira – FITTERT
Alice Campos – FRENAVATEC – Frente Nacional pela Valorização das TVs do Campo Público
Fábio Senne – ANDI Comunicação e Direitos
João Brant – Intervozes
Bráulio Ribeiro – ARPUB
Fernando Paulino – Laboratório de Políticas de Comunicação da Universidade de Brasília

A pauta da conversa com o ministro foi a seguinte: a política para as comunicações do ministério; o marco regulatório; o Plano Nacional de Banda Larga; e o diálogo com o Minicom.

O ministro recebeu também dois manifestos, Pela Defesa da Democracia na Comunicação e da Campanha Banda Larga é um Direito Seu!

A AMARC Brasil também participou da reunião da FrenteCom com o ministro das comunicações, Paulo Bernardo, no dia 28 de abril, no plenário 10 da Câmara dos Deputados.

4 de maio2011

Publicação sobre futuro do rádio

por arthurwilliam

A publicação “La radio después de la radio” é resultado da pesquisa “Rádio digital, novas tecnologias e rádio comunitária” realizada pelo Programa de TICs de AMARC ALC com o apoio do Fundo Regional para a Inovação Digital na América Latina e Caribe (FRIDA).

Seu enfoque põe em relação o projeto político comunicacional das rádios comunitárias com uma gestão viável e sustentável das comunicações digitais. A publicação compartilha algumas perspectivas para aproximar os projetos das rádios comunitárias, alternativas, populares aos aspectos principais das configurações midiáticas contemporâneas. A certeza sobre a transformação da rádio é o ponto de partida que convida a refletir sobre as chamadas “novas tecnologias”, a digitalização e o universo multimídia, através da ideia de que essas mudanças nos meios estão relacionados com mudanças sociais, com modificações no modelo de organização de que fazem parte.

Ao mesmo tempo, “La radio después de la radio” sistematiza algumas ferramentas específicas para incorporar as chamadas novas tecnologias ao fazer radiofônico: portal para intercâmbio de áudios, telefonia celular, sitios web, blogs, podcast, wiki, software livre, telecentros comunitários, fonotecas, cartografias sonoras, redes sociais, são algumas das ferramentas que se propõem.

Esta publicação está licenciada com Creative Commons e foi produzida entre 2010 e 2011 pelo Programa de Tecnologias da Informação e a Comunicação (TICs) da Associação Mundial de Rádios Comunitárias – América Latina e Caribe (AMARC ALC). A publicação está em espanhol.

Para baixar acesse: http://tics.alc.amarc.org/sites/default/files/LRDdLR_e-book.pdf.