21 de dez2012

Concentração de meios impede diversidade na mídia brasileira

por pulsar brasil

Mídia nas mãos de poucos.

Dados divulgados pelo Ministério das Comunicações em 2012 mostram a concentração de rádios e TVs no setor comercial.  Organizações e movimentos sociais que lutam pelo direito à comunicação destacam que essa condição prejudica a diversidade de vozes nos meios.

Essa realidade vai contra a própria da Constituição Federal, que indica que a programação de todos os tipos de emissoras devem ter preferencialmente finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas.

O texto aponta também que “os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio”, ou seja, não podem ser controlados por poucos. E mais: a Constituição destaca a complementaridade entre os setores público, estatal e comercial.

No entanto, segundo dados do Sistema de Controle de Radiodifusão, do total de emissoras analógicas no país, mais de 70% têm fins de lucro. E muitas emissoras regionais estão vinculadas a grandes redes nacionais.

Nesse contexto, ativistas pela democratização da mídia chamam atenção para as contradições da Lei 9612, que regula das rádios comunitárias no país. Com tantas restrições ao setor, a norma viola o pleno exercício da liberdade de expressão.

Ouça a reportagem e conheça os depoimentos do comunicador Julimar Gonçalves, da Alternativa Fm, no Distrito Federal; de João Brant, que integra o Coletivo Intervozes; de Camila Marques, da organização Artigo 19; e de Frank La Rue, relator especial da ONU para Promoção e Proteção do Direito à Liberdade de Opinião e Expressão.

Acesse o áudio aqui. (pulsar)

 

21 de dez2012

Câmara dos Vereadores do Rio adia votação do tombamento do Museu do Índio

por pulsar brasil

Manifesto pelo tombamento do Museu do Índio

A Câmara dos Vereadores do Rio decidiu adiar para a próxima semana a votação do tombamento do prédio do antigo Museu do Índio, ameaçado de demolição por causa das obras de reforma do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã.

Apesar da pressão popular, a matéria só foi colocada em votação depois das dez horas da noite, quando já não havia o quórum mínimo necessário para a aprovação, que é de 26 parlamentares. Mesmo assim, os vereadores presentes votaram o projeto de tombamento, que registrou 18 votos a favor e nenhum contra, pois a bancada do governo já havia se retirado. Segundo o  presidente da Câmara, Jorge Felippe (PMDB),  a matéria poderá entrar em pauta na próxima quarta-feira (26).

O cacique Carlos Tukano, líder da ocupação do Museu do Índio, disse à Agência Brasil que haverá resistência à tentativa de retirá-los do imóvel. O vereador Reimont (PT), um dos autores da proposta de tombamento do Museu do Índio, juntamente com Eliomar Coelho (PSOL) e Leonel Brizola Neto (PDT), lamentou a postura da Câmara.

Outro projeto de tombamento, da Escola Municipal Friedenreich, que funciona ao lado do Maracanã e também está ameaçada de demolição, não pôde ser votado porque foi apresentada emenda à matéria. Dessa maneira, o processo para votação sobre a  escola deverá estar concluído apenas no próximo ano.

Apesar da demora na votação do tombamento dos imóveis, os vereadores aprovaram o orçamento para 2013 além de um projeto que institui o campo de golfe olímpico, na Barra da Tijuca. Esse processo inclui aumento da altura permitida para construção de edifícios, e a redução de 58 mil metros quadrados de uma área de proteção ambiental (APA). Duas emendas apresentadas de última hora foram aprovadas, garantindo a isenção total de impostos municipais do futuro campo de golfe. (pulsar)

21 de dez2012

MST tranca rodovias em São Paulo em defesa do Assentamento Milton Santos

por pulsar brasil

MST bloqueia rodovia em SP (mst)

Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram nesta quinta-feira (20) o trancamento de dez rodovias em diferentes regiões do estado de São Paulo contra o decreto de reintegração de posse do Assentamento Milton Santos.

Apesar de ser reconhecido como assentamento pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) desde 2006, em 28 de novembro deste ano, o Assentamento Milton Santos foi devolvido pela Justiça aos antigos proprietários, a família Abdala. Em conjunto com a Usina de Cana Ester, que cerca o assentamento, os Abdala ganharam a ação em segunda instância na Justiça.

Em resposta, o Movimento vem realizando uma série de ações para pressionar o governo federal a tomar as providências. No entanto, a solicitação formal do Incra para cancelamento da reintegração de posse foi indeferida.

Junto com outros movimentos sociais e sindicatos em defesa da Reforma Agrária, exige que a presidenta Dilma Rousseff assine o Decreto de Desapropriação por Interesse Social do Sítio Boa Vista e das demais áreas em conflito, para que as famílias assentadas possam permanecer nas terras conquistadas.

O assentamento Milton Santos já recebeu investimentos de programas governamentais de fomento, constituindo uma ilha de produção de alimentos orgânicos em torno de um mar de monocultora de cana de açúcar.  Mesmo com precariedades de moradia e falta d´água, parte dos alimentos produzidos pelos agricultores familiares é destinada a mais de 30 entidades de municípios vizinhos. (pulsar)

20 de dez2012

Norte Energia terá que fazer novo cadastro de atingidos por Belo Monte

por pulsar brasil

Comunidade desapropriada pela construção da Usina

A Justiça Federal  ordenou que a Norte Energia  faça, dentro de 60 dias, o cadastro de moradores atingidos por Belo Monte no núcleo urbano de Altamira. A ideia é que esse novo registro seja feito de acordo com os dados apurados pelo Ministério Público Federal (MPF) em estudo independente.

A ordem atende a liminar expedida pelo próprio  MP F. O relatório independente, feito por meio de cooperação técnica com a Universidade Federal do Pará (UFPA), aponta erros de cálculo no Estudo de Impacto Ambiental (Eia-Rima) usado pelos empreendedores.

De acordo com o estudo do MPF, o número de pessoas deslocadas da cidade de Altamira pelo alagamento que a usina poderá causar pode ser bem maior que o previsto pelos empreendedores. Nesse caso, se forem usados os números incorretos para indenizações e reassentamentos, milhares de moradores de Altamira podem ficar sem compensação ou mitigação, conforme exige a licença ambiental.

A juíza federal Carina Cátia Bastos de Senna concordou que se confirmado o erro do Estudo de Impacto, pode haver esse grave prejuízo à população. Ela  afirma na liminar  que caso esse cadastro, que é uma das condicionantes da licença, seja baseado no estudo realizado pela empresa,  mais de 9 mil moradores  ficarão desprotegidos. (pulsar)

20 de dez2012

Chile: Jornalistas são vítimas de intimidações por investigações sobre a ditadura militar

por secretaria

Jornalista Mauricio Weibel, vítima de perseguição no Chile

Se o jornalista Mauricio Weibel Barahona foi vítima de uma verdadeira perseguiçãopor conta da publicação da informação de arquivos sobre a ditadura militar em seu livro “Associação ilícita: os arquivos secretos da ditadura”(Ed. Ceibo, outubro de 2012), ele não é o único. Outros jornalistasque trabalham sobre o mesmo tema também têm sido vítimas de roubos e ameaças.

Carlos Dorat Guerra, co-autor do livro mencionado, junto com Mauricio Weibel, recebeu telefonemas de desconhecidos que estranhamente permaneciam em silêncio do outro lado da linha. Na noite de 15 de dezembro de 2012, o jornalista Javier Rebolledo, autor do livro “A dança dos corvos”, que menciona casos de violaçõesaos direitos humanos cometidas pela polícia secreta, teve um disco rígido de computador roubado. Finalmente, a Cristóbal Peña, autor do livro “Os fusileiros, Crônica secreta de uma guerrilha no Chile”, relato político sobre os anos de ditadura, também lhe roubaram seu computador. Faz um mês, Pascale Bonnefoy, a quem os Repórteres sem Fronteiras defendeu em 2010 por conta de um julgamento em que o acusavam de “caluniar” e “injuriar” a um ex-militar que esteve sob as ordens de Pinochet (http://es.rsf.org/chile-una-periodista-acusada-por-un-ex-19-01-2010,36101.html), também sofreu o roubo de seu computador, HD externo e uma câmera fotográfica.

Agora não existe nenhuma dúvida sobre a finalidade destes roubos e intimidações, que estão diretamente relacionados com o trabalho de investigação que realizam estes diferentes jornalistas. Eles estão ameaçados porque trabalham sobre temas muito delicados que interessam de forma direta aos serviços secretos. Debe ser outorgada a eles e suas famílias rapidamentes proteção pessoal. Não obstante, cabe recordar que o terceiro roubo de que foi vítima Mauricio Weibel aconteceu quando a polícia efetuava rondas de vigilância próximo ao seu domicílio. Tais falhas no dispositivo de segurança que lhe foi concedido poderiam parecer estranhas. “Por acaso isso não deveria levar a cabo uma investigação interna entre a polícia e os serviços secretos?”, se pregunta o Repórteres sem fronteiras.

Mauricio Weibel, correspondente da aagência informativa alemã DPA, presidente da União Sulamericana de Correspondentes de Imprensa e correspondente do Repórteres sem Fronteiras no Chile, foi vítima de três invasões e roubos em seu domicílio entre 14 e 16 de dezembro de 2012.

Em 14 de dezembro, roubaram seu carro, o qual foi encontrado pouco depois pela polícia na Comuna da Cisterna (zona sul de Santiago) completamente desmantelado. Horas depois do roubode seu veículo, um sujeito vestido como carabineiro foi ao seu antigo domicílio e pediu ao porteiro do edifício informações sobre a família do jornalista. O indivíduo se negou a dar sua identificação e partiu em um táxi.

No dia seguinte, desconhecidos entraram na casa de Mauricio weibel e roubaram dois computadores portáteis onde se encontrava informação de sua investigação sobre o papel que desempenharam os serviços secretos durante a ditadura. Nesta mesma tarde amigos da família do jornalista surpreenderam um homem tirando fotos da casa. Ele fugiu quando pediram para identificar-se.

No dia 16 de dezembro, quando a polícia já efetuava rondas próximo ao seu domicílio, aconteceu o terceiro roubo. Desta vez, um sujeito conseguiu entrar no jardim da casa de Mauricio Weibel, enquanto o jornalista falava por telefone com o Ministro do Interior, Andrés Chadwick, que garantiu sua segurança.

 

REPORTERES SEM FRONTEIRAS

Benoît Hervieu
Despacho Américas / Americas Desk, Reporteros sin Fronteras

20 de dez2012

Entidades pedem fim da criminalização de migrantes no México

por pulsar brasil

São 70 mil migrantes desaparecidos desde 2006.

Em carta, organizações sociais, intelectuais e entidades de direitos humanos pediram que o Estado mexicano garanta o acesso a uma vida digna aos migrantes no país. Reivindicaram ainda que tenham fim as prisões contra eles.

A “Declaração por Direitos das e dos Migrantes” solicitou que o tema seja visto como um fenômeno sociocultural e econômico. Por isso, foi ressaltado que é preciso separar a questão da estratégia de segurança nacional.

Ao contrário, exigiram um enfoque de segurança humana ao tema. Também reivindicaram a não criminalização da assistência humanitária que se oferece em albergues e casas de migrantes.

A carta foi assinada por organizações como o Centro de Direitos Humanos Miguel Algustin Pro Juárez, a Rede Todos os Direitos para Todas e Todos e a Assembleia Popular de Famílias Migrantes e Sem Fronteiras.

Essas e outras entidades demandaram do governo mexicano que solicite aos Estados Unidos a realização de uma reforma migratória. Ao mesmo tempo, exigiram a garantia ao livre trânsito de migrantes e suas famílias.

Por fim, a carta reivindica políticas públicas para evitar a expulsão de populações. As organizações da sociedade civil estimam que 70 mil migrantes desapareceram, desde 2006, ao passarem pelo México em direção aos Estados Unidos.

A apresentação do documento sobre a criminalização de migrantes foi seguida de uma marcha até a Secretaria de Governança, que estabelece ralação com o governo e os demais poderes do Estado mexicano.(pulsar)

Versão em espanhol.

20 de dez2012

Quilombo baiano Rio dos Macacos sofre novo ataque armado

por pulsar brasil

Apenas um quilombo foi titulado em 2012.

Atiradores dispararam contra moradores do Quilombo Rio dos Macacos, localizado em Simões Filho, próximo à capital baiana Salvador. O ataque ocorreu na noite de terça-feira (18), não deixando feridos.

Os tiros foram na direção de pessoas que estavam próximas à residência de Seu Antônio Alexandria, ex-morador que faleceu de infarto em julho após ser ameaçado, junto com sua família, por integrantes da Marinha do Brasil.

A área do Quilombo Rio dos Macacos é disputada na Justiça pelos militares. O território tradicional foi doado ainda na década de 60 pela prefeitura de Salvador à Marinha. Atualmente, as cerca de 70 famílias quilombolas se encontram ameaçadas de despejo.

Para Rosemeire dos Santos, uma das lideranças do quilombo, o interesse pela terra não é só da Marinha, mas também dos governos da Bahia e federal. Na hora do ataque, ela se trancou em casa com a filha. Já o pai e os irmãos de Rosemeire se jogaram no mato para se proteger dos disparos. Por conta da escuridão, já que a comunidade não tem acesso à luz elétrica, nenhuma testemunha conseguiu dar pistas sobre os autores do ataque.

A exemplo do ano passado, apenas uma terra quilombola foi titulada pelo governo de Dilma Rousseff em 2012. De acordo com a Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP), somente 6% das 3 mil comunidades quilombolas já identificadas no Brasil têm suas terras tituladas. (pulsar/brasildefato)

19 de dez2012

Famílias de comunidade têm moradias demolidas em Fortaleza

por pulsar brasil

Policias demoliram casas da comunidade (foto:africas)

Cerca de 80 famílias tiveram suas casas demolidas na manhã desta terça-feira (18), na comunidade Nova Estiva, em Fortaleza. A ação de despejo foi efetivada pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar.

Moradores e advogados que estão à frente da ocupação alegam que o despejo foi ilegal, já que o terreno está sem nenhuma função social há 40 anos. Uma outra decisão foi emitida para adiar o despejo, mas antes disso a ação já havia acontecido.

Ainda ontem pela manhã, houve uma audiência no Ministério Público (MP) com a Comissão da Comunidade de Nova Estiva para resolver a questão, mas com poucos resultados. Somente depois que as casas estavam destruídas, a Prefeitura Municipal de Fortaleza acordou em desapropriar o terreno.

De acordo com Patrícia Oliveira, advogada do Escritório Frei Tito de Direitos Humanos, os moradores têm direito a serem ressarcidos pelos danos sofridos.

Rosinele Lima Mendes, moradora de comunidade Raízes da Praia, próxima ao local do despejo, contou que o Defensor Público responsável havia prometido avisar sobre qualquer ação de despejo, mas descumpriu a promessa. Segundo ela, no local há escombros e destruição por toda parte.

Desde de agosto deste ano,  a comunidade cearense Nova Estiva está em situação de conflito fundiário diante das tentativas de despejo dos que reivindicam a propriedade do imóvel.  (pulsar/adital)

19 de dez2012

Câmara aprova tombamento de escola próxima ao Maracanã

por pulsar brasil

Manifestantes pressionam pelo tombamento (Fotos: Samuel Tosta)

A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou nesta terça-feira (18), por unanimidade, o tombamento da Escola Municipal Friedebreich, que faz parte do Complexo do Maracanã. Faltou quórum para aprovar o tombamento do antigo Museu do Índio.

Após a decisão da Câmara, o destino do colégio ficará nas mãos do prefeito Eduardo Paes, que pode sancionar ou vetar o projeto. A votação pelo tombamento da escola atingiu o quórum mínimo, foram 26 votos a nenhum contrário.

Em declarações, o prefeito carioca disse que o prédio da escola tem baixa qualidade e seria alocado para uma estrutura melhor. No entanto, pais e alunos contestaram sua opinião destacando as boas condições do edifício. A escola é a 10ª colocada no ranking do Ideb para o ensino básico do país.

Já o tombamento do edifício do Museu do Índio, construído no século 19 , obteve 22 votos, quórum considerado insuficiente. A matéria deverá ser retomada na quinta-feira (20). A comunidade indígena e apoiadores aproveitaram para convocar a todos que se solidarizam com a causa a comparecer na sessão na Câmara dos Vereadores.

O prédio da Aldeia Maracanã foi o primeiro Museu do Índio construído no Brasil. Desde 2006, índios de várias etnias passaram a ocupá-lo. (pulsar)

18 de dez2012

Amarc defende conceito mais amplo de rádio comunitária

por pulsar brasil

(Djdownload)

Para a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc), a atual lei de rádios comunitárias no Brasil impede a existência de diferentes tipos de emissoras comunitárias.

A Lei 9.612, que regulamenta o setor no país, impõe diversas restrições em relação à potência e ao alcance das emissoras. A norma exige que o transmissor tenha até 25 Watts de potência, antena de até 30 metros e alcance de um quilômetro de raio, impedindo a existência de outra comunitária nos outros três quilômetros em torno.

Apesar de muitas emissoras contribuírem para a difusão de informações úteis aos moradores de uma determinada localidade, militantes pela democratização da mídia entendem que uma emissora comunitária pode ultrapassar os limites geográficos ao desenhar sua função.

De acordo com os princípios da Amarc, todas as comunidades organizadas e entidades sem fins de lucro devem ter o direito de fundar emissoras de rádio e Tv, sem limites arbitrários ou pré-estabelecidos. Essas comunidades podem ser de interesse, como no caso do movimento de mulheres; podem ser comunidades étnicas, em que se inserem os quilombolas; ou ainda comunidades linguísticas, como de as imigrantes.

Um exemplo seriam as rádios quilombolas, que têm a luta pela terra como ponto em comum com diversas comunidades espalhadas pelo Brasil. Ouça nessa reportagem o depoimento de Jociene Silva Gomes, que participa e já coordenou uma rádio quilombola no Maranhão. Denise Viola, da Rede de Mulheres da Amarc-Brasil, também é entrevistada. Ela explica qual é o conceito de comunitário defendido pela entidade.

Acesse a reportagem aqui (pulsar)

18 de dez2012

Projeto de Lei coloca em risco rotulagem de transgênicos no país

por pulsar brasil

Rotulagem respeita direito à informação.

O projeto de lei que propõe extinguir a rotulagem de produtos com ingredientes transgênicos está para ser votado no plenário da Câmara, podendo entrar em pauta ainda neste ano. O texto é criticado por organizações, movimentos sociais e acadêmicos.

Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a aprovação da proposta significaria a impossibilidade de rastrear problemas de saúde que possam afetar a população, além de interferir no direito à informação na hora de escolher qual produto comprar.

O projeto determina que só sejam identificados os produtos que tiverem acima de 1% de ingredientes de origem transgênica em sua composição final. E elimina ainda o triângulo amarelo com a letra T na cor preta, sendo hoje um símbolo obrigatório nos produtos geneticamente modificados.

Além disso, o PL 4148, de 2008, de autoria do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS), propõe criar um novo critério para a detecção de organismos geneticamente modificados (OGMs), deixando de rastrear toda a cadeia produtiva em busca da composição correta de cada produto.

O professor de Pós-Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Rural da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) José Maria Gusman Ferraz defende a rotulagem. Ele destaca que os que produzem alimentos orgânicos preferem a identificação, pois essa permite mostrar que tipo de produto está sendo adquirido.

Nesse sentido, o professor questiona a segurança dos produtos transgênicos, já que seus produtores demostram preocupação em relação à rotulagem. Ferraz lembra ainda que até o momento não existem estudos que comprovem que estes produtos não apresentam risco à saúde no longo prazo, independente da quantidade na sua composição. (pulsar/brasilatual)

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