30 de jul2016

Mídia dos Povos chega ao Quilombo de Curiaú, em Macapá

por deniseviola
etnoturismonocuriau.blogspot.com

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O projeto Mídia dos Povos vem com o objetivo de dar continuidade a uma série de encontros e oficinas promovidos em 2015 por dois projetos da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC Brasil) junto de parceiros na Amazônia, no intuito de fortalecer e garantir o direito à comunicação no país.
Nossa aposta para o período 2016-2017 consiste em impulsionar a emergente rede de mídia transamazônica em direção a um diálogo mais intenso e uma auto-organização. A proposta é estimular o intercâmbio e proporcionar uma dinâmica de trocas em torno de conhecimentos tradicionais e midiáticos que se sobressaem em cada local, identificado-os junto com os próprios atores dos povos amazônicos.
Esse processo de aprendizagem mútua e de produções colaborativas consistirá em encontros presenciais no Brasil e na amazônia não-brasileira. A proposta temática, desenvolvida em parceria com diferentes ativistas e coletivos, trará tanto a aprendizagem técnica como estimulará a pesquisa e o intercâmbio entre os diferentes saberes locais do fazer midiático na floresta, contribuindo para uma melhor comunicação transregional da população. O primeiro encontro do ciclo de encontros do projeto Mídia dos Povos, irá acontecer entre os dias 3 a 7 de agosto a 12 km da capital do Amapá, Macapá, no quilombo do Curiaú. Este foi o segundo território quilombola reconhecido no Brasil, certificado pela Fundação Cultural Palmares em 1999. O território é conhecido pela cultura do tambor como o marabaixo e o batuque.
Por estar muito próximo da cidade, o quilombo sobre uma interferência direta dos costumes do modo de vida urbano e, de acordo com algumas lideranças locais, a juventude quilombola, na sua maioria, precisa se apropriar da sua própria ancestralidade.
A temática do encontro será apropriação de tecnologias para rádios livres e comunitárias. Além de debater estratégias para a comunicação dos povos tradicionais, vão ser criados espaços para diferentes oficinas, como construção de mini-transmissores de rádio. Além disso, todos os participantes terão espaço para oferecer oficinas e/ou rodas de conversa sobre algum conhecimento que queiram compartilhar com todos.
A convocatória dos próximos encontros será divulgada em breve. Ainda esse ano será realizado um encontro em Alter do Chão, no Pará e outro junto ao indígenas Mundurukus, em Itaituba, ambos no Pará. Para o ano de 2017 estão sendo programados encontros durante o Fórum Social Pan-Amazônico (FSPA) que vai acontecer em abril, em Tarapoto no Peru e em junho/julho em Tefé no estado do Amazonas.

30 de jul2016

MULHERES NEGRAS DE DESTAQUE SÃO HOMENAGEADAS EM MINAS GERAIS

por deniseviola

 

mulheres negras homenageadasAconteceu em 28 de julho a terceira edição do Destaque Mulher Negra, uma homenagem às mulheres negras brasileiras. O evento é realizado em Belo Horizonte pelo Fórum de Mulheres Negras de Minas Gerais, através do Centro de Referência da Cultura Negra de Venda Nova, Coletivo de Entidades Negras de Minas e Beleza Negra da cidade de Montes Claros.

 

De acordo com Monica Aguiar, do Fórum de Mulheres Negras de Minas Gerais, o objetivo é dar  visibilidade para temas como as desigualdades raciais, falta de oportunidades, diferenças salariais, estereótipos e violência ainda existente. A ideia é proporcionar a interação entre mulheres que atuam  em diversos setores e categorias da sociedade. Serão homenageadas  60 mulheres de vários estados do Brasil e municípios de Minas Gerais.

 

Monica lembra que a população de origem negra corresponde a 53 por cento da sociedade brasileira. Mesmo sendo maioria, essa parcela é constantemente sub-representada. E quando se trata de gênero o quadro fica ainda pior.

 

O evento marca datas importantes desta semana. Como o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, 25 de julho; e o Dia Internacional das Mulheres Africanas, no próximo dia 31.

 

Entre as homenageadas desta edição está Denise Viola, atual coordenadora da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc Brasil). (pulsar)

 

26 de jul2016

Mulheres comunicadoras promovem diálogo sobre violações à liberdade de expressão

por deniseviola

amordoce.com

A violência contra mulheres comunicadoras no Brasil, com especial atenção às radialistas no nordeste brasileiro  foi o tema de dois encontros com mulheres comunicadoras nordestinas, nesse mês de julho. O primeiro na Bahia, município de Valente na região do sisal baiano, nos dias 16 e 17 de julho, e o segundo em Olinda, Pernambuco, nos dias 19 e 20.

Os encontros fazem parte de um Projeto da Organização Não Governamental Artigo 19, em parceria com a Rede de Mulheres da AMARC, e tem como objetivo conhecer os desafios e dificuldades enfrentados por mulheres que trabalham na comunicação radiofônica, mas que, também, atuam em convergência midiática.

A Rede de Mulheres da AMARC há mais de 20 anos está na luta pela defesa da comunicação, da liberdade de expressão e da democratização da comunicação, proporcionando às mulheres o exercício humano à comunicação. Promover e fortalecer a vez e a voz das mulheres na sociedade é a sua missão.

A ONG Artigo 19, com sede em Londres, está no Brasil desde 2007 com a missão de defender e promover o direito à liberdade de expressão e de acesso à informação. Seu nome tem origem no 19º artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU: “Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, este direito implica a liberdade de manter as suas próprias opiniões sem interferência e de procurar, receber e difundir informações e ideias por qualquer meio de expressão independentemente das fronteiras”.

Unindo estas experiências, o Projeto busca entender quais são as violências que as mulheres comunicadoras sofrem e quer promover o diálogo junto com a sociedade para que estas violações sejam denunciadas e combatidas.

Os dados do último relatório anual sobre violações contra comunicadores publicado pela ARTIGO 19 apontam o Nordeste como a região com o maior índice de casos, tendo como radialistas homens os perfis mais frequentes de vítimas.

Neste cenário, é preciso entender onde estão as mulheres, quais são os tipos e quais os graus de violência que sofrem no exercício de sua profissão e o que deve ser feito para enfrentar, denunciar e punir seus agressores.

Todos e todas devem exercer seu pleno direito à opinião, à “livre manifestação do pensamento e à expressão intelectual, artística, cientifica e de comunicação”, como garante o Artigo 5º da Constituição Federal brasileira.

26 de jul2016

Grande Festa celebra 83 anos de Conceição do Coité

por deniseviola

Com quase setenta mil habitantes, Conceição do Coité celebrou entre os dias 01 e 07 de Julho, 83 anos de emancipação política.

Conta a tradição, que o arraial de Coité originou-se do pouso de tropeiros que se deslocavam de Feira de Santana rumo à Jacobina e que dividiam a jornada, descansando num local onde havia uma fonte que, mesmo no período da estiagem, jorrava.

Coite 1A água desta fonte era utilizada pelos tropeiros para consumo próprio e para matar a sede dos animais da tropa. Assim surgiu o arraial que tomara a denominação Coité, porque os tropeiros pernoitavam sob o abrigo de uma árvore, cujos frutos eram pequenas cabaças que, no idioma primitivo, recebiam o nome de ‘Cuite’ (pequena cuia). Serrada no meio, a cuia era utilizada pelas donas de casa.

O Arraial de Conceição do Coité teve implantados serviços cartoriais que eram conduzidos, no século XIX, pelo escrivão Raimundo Nonato do Couto, responsável pela lavratura de diversas escrituras de alforrias de negros libertos.

Na ocasião, para que o arraial fosse elevado à categoria de freguesia era necessária a doação de terras ao Santo padroeiro. Antigo morador da povoação e proprietário de muitas terras, João Benevides doou uma área onde está edificada a igreja de Nossa Senhora da Conceição e grande parte do município.

Pode-se afirmar, portanto que Conceição do Coité foi fundada pelo senhor João Benevides e família no dia 9 de maio de 1855.
Em 7 de julho de 1933, o município de Coité tornou-se autônomo, mas só a partir de 1º de março de 1966 tem a sua própria comarca e hoje o município hoje é destaque entre as cidades do Território do Sisal.

Com o tema “Coité de Todas as Artes, de todas as Cores e muitos Amores”, a semana da cultura teve concurso de dança, festival de quadrilha e sanfona, além de shows com artistas locais e de renome nacional, superando as expectativas de público e organização.
O fotógrafo coiteense realizou a exposição retratos da nossa história e o ex-secretário do Ministério das Comunicações, Emiliano José, lançou um livro sobre relação da imprensa com a política brasileira.

O encerramento dos festejos de 83 anos de emancipação aconteceu com uma multidão na Praça 8 de Dezembro se divertindo ao som de Siddy Ranks, Leo Santana e do coiteense Miquéias Almeida. Toda festa contou com a cobertura da Rádio Comunitária Coité FM.

26 de jul2016

Bingo que sorteava mulher é fechado no Ceará

por deniseviola
(foto: divulgação)

(foto: divulgação)

Um cartaz de um bingo dançante que anunciava como prêmio uma garota e uma caixa de cerveja causou indignação às frentes de mulheres articuladas do Cariri – Região Centro Sul do Ceará. O evento aconteceria numa chácara, na cidade de Barbalha, em uma casa dirigida por exploradores da prostituição.

A primeira denúncia pública foi feita a partir do rádio, por Célia Rodrigues (Rede Mulheres Amarc/Brasil), produtora e apresentadora do Quadro Sexo Verbal, de orientação sexual comportamental. O quadro é veiculado pela Rádio Vale FM, em Juazeiro do Norte. A repercussão foi tamanha, que ouvintes prestaram informações detalhadas sobre o bordel de luxo, que existia naquele local.

Logo em seguida, as articulações feministas compartilharam o cartaz nos grupos do whatsapp, e a denúncia ganhou as redes sociais.

A Comissão da Mulher Advogada (OAB), Conselhos e Centro Regional de Referência da Mulher, junto à Coordenação de Políticas para as Mulheres do Ceará, denunciaram ao Ministério Público, que prontamente compareceu ao local. Acompanhados da polícia, fecharam a casa e proibiram a realização do bingo dançante.

As garotas que lá se encontravam prestaram depoimentos, e esclareceram que recebiam uma parte do dinheiro arrecadado, que era dividido com a dona do bordel. O inquérito foi aberto no início de julho e aguarda-se uma decisão da justiça para punir todos os culpados (as).

As mulheres caririenses estão sempre alertas, para coibir qualquer tipo de violência, inclusive contra as garotas de programa, tratadas como objeto, e, neste caso, com seu valor equiparado a uma caixa de cerveja. Elas querem dar um basta à coisificação da mulher e lembram que incitar à prostituição é crime!

*Célia Rodrigues