10 de mar2017

No interior do Ceará, mulheres se mobilizam por direitos e contra a Reforma da Previdência

por deniseviola
Mulheres realizam ato no Ceará pelo 8 de março (foto: reprodução)

Mulheres realizam ato no Ceará pelo 8 de março (foto: reprodução)

Na última quarta-feira (8), foram muitas as mobilizações pelo Brasil e pelo mundo para lembrar o Dia Internacional da Mulher. Nas grandes capitais ou no interior, as mulheres foram para as ruas por seus direitos. Na região do Cariri, no sul do Ceará, mais de 500 mulheres participaram do dia de luta na cidade do Crato.

De acordo com Célia Rodrigues, comunicadora de gênero e integrante da Rede de Mulheres da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC) e da Frente de Mulheres de Movimentos do Cariri, a principal reivindicação do ato foi contra a Reforma da Previdência, que, se aprovada, vai prejudicar sobretudo as mulheres trabalhadoras.

A mobilização foi organizada pela Frente de Mulheres de Movimentos do Cariri, que reúne mulheres das mais diversas origens. O calendário de atividades está previsto para todo o mês, chamado de março lilás, e o encerramento será no dia 31 com uma aula pública da professora Rivânia Moura, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, sobre a Reforma da Previdência. (pulsar)

*Acesse a matéria com os áudios aqui

10 de mar2017

No Rio, mulheres ocupam as ruas contra violência e retrocesso social

por deniseviola
Centro do Rio de Janeiro tomado pelas mulheres durante o 8 de março (foto: Dilliany Justino)

Centro do Rio de Janeiro tomado pelas mulheres durante o 8 de março (foto: Dilliany Justino)

“Nem uma a menos!”. Com corpos pintados, cartazes, faixas e muita criatividade as feministas marcharam na Avenida Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (8). As manifestantes denunciaram  o machismo, a desigualdade de gênero e o impacto do retrocesso político do país na vida das mulheres, com destaque para a Reforma da Previdência, que pretende igualar o tempo de contribuição entre homens e mulheres.

De acordo com a organização da Greve Internacional de Mulheres no Rio, o ato reuniu cerca de 10 mil pessoas. A concentração ocorreu na Candelária a partir das quatro horas da tarde e terminou na Praça Quinze com performances e apresentações culturais.

A boliviana Marcela Farfán mora no Rio de Janeiro há seis anos e faz parte do Coletivo Madalenas RJ e Mulheres Latino-Americanas. Para ela, as organizações e coletivos estão mais articulados  e diversos, incluindo uma maior aproximação entre o feminismo latino-americano. De acordo com Farfán, as manifestações feministas  estão ganhando proporções globais, principalmente por trazer à tona a discussão sobre ‘como seria a sociedade se as mulheres parassem de produzir’.

Já a professora de Direito da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Luciana Boiteux  ressaltou os ataques conservadores que o país tem sofrido. Segundo ela, o Brasil vive uma ofensiva conservadora machista refletida no próprio governo. Boiteux destacou que os órgãos que deveriam defender o direito das mulheres, estão perdendo status e estrutura na execução de políticas públicas voltadas para esse público.

Performance durante o 8 de março no Rio de Janeiro (foto: Dilliany Justino)

Performance durante o 8 de março no Rio de Janeiro (foto: Dilliany Justino)

O esvaziamento dos órgãos destinados à defesa dos direitos da mulher pode ter uma consequência grave para a redução do índice de violência do principal grupo de risco: as mulheres negras. Dados  do Mapa da Violência 2015, apontam que os casos de homicídios de mulheres negras aumentou 54% em dez anos no Brasil, enquanto que o número de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%.

Claudia Vitalino é presidente estadual da UNEGRO (União de Negros e Negras pela Igualdade). Segundo ela, o alto número de mortes de mulheres negras deve ser incorporado como uma das pautas principais do movimento feminista.

As vozes que ecoaram pelas ruas cariocas exigindo o fim do assédio e o direito de escolha do próprio corpo não estavam sozinhas. Ao todo, 70 cidades brasileiras realizaram atos para mostrar que o papel da mulher está muito além de ‘cuidar dos afazeres domésticos’. (pulsar)

*Acesse a matéria com os áudios aqui.

8 de mar2017

Na Bahia, encontro fortalece a comunicação comunitária na região sisaleira

por deniseviola
Encontro de comunicadores em Conceição de Coité

Encontro de comunicadores em Conceição de Coité

Por Piter Junior, da Rádio Coité FM

Com a presença de comunicadores e representantes de rádios comunitárias e comerciais da região sisaleira do estado da Bahia, ocorreu na quarta-feira (07/08) o primeiro Encontro de Radiocomunicadores do Sisal.

A atividade foi realizada no centro de formação Mansão da Paz, localizado no bairro da Mansão em Conceição do Coité. O evento foi promovido pela Artigo19, ONG internacional que atua na promoção e defesa da liberdade de expressão e a AMARC/BR – Associação de Mundial de Rádios Comunitárias. O encontro contou com o importante suporte dos integrantes da rádio Comunitária Coité Livre FM, entidade filiada à AMARC, que luta pela sua outorga há 17 anos junto ao Ministério das Comunicações.

N primeira atividade do evento cada comunicador fez um relato de como ocorre o processo de comunicação comunitária em suas localidades, expressando suas conquistas e dificuldades de atuação nesse universo tão desafiador que é a comunicação cidadã.

Kleber Silva, da rádio Valente FM, mediou o bate-papo com a proposta de rearticular o movimento da comunicação comunitária em toda região do sisal e Bacia do Jacuípe.

Na sequência, as integrantes do Artigo 19, Camila Marques, Raissa Maia e Mariana Rielli,

Participantes do encontro reunidos.

Participantes do encontro reunidos.

ministraram a oficina “Como se proteger nas ações de fiscalização e Judiciais?”. Na oportunidade foi contada a história fictícia de uma rádio que não possuía outorga e que lutava por sua liberação porém, enfrentava forte repressão do estado, história baseada em fatos reais (Coité FM).

Após um delicioso lanche foi a vez de Lígia Apel, conselheira da AMARC, apresentar o resultado da pesquisa: “Compreendendo a violência contra a mulheres radiocomunicadora no nordeste”. Tema bastante sugestivo para o momento, em virtude do 8 de Março. A explanação rendeu um rico debate sobre o tema.

O encontro foi concluído por volta das 23h horas, quando os participantes saborearam um jantar e conferiram as apresentações de Samba de Roda com o grupo Reizado de Cabaceiras e a Orquestra Santo Antonio, liderada pelo maestro Josevaldo NIM. Como tudo no Nordeste acaba em forró, a noite fechou com o ‘arrasta pé’ da banda Forró di Gravata.